Colab de responsa- Sobrevivendo na Turquia & Banjara Soul

  Olá, pessoal! Tudo bom? Enquanto me preparo para um casamento indiano no meio desta semana e minhas férias que estão chegando, quando vou levá-los por mares nunca dante navegados…eis que me surge um convite muito especial.

  Danny Boggione, do Sobrevivendo na Turquia, chamou esta que vos escreve para fazer uma colab na qual responderíamos a um e-mail de uma moça estudante de medicina, envolvida com um indiano online, há 3 anos e meio.

  Apesar de hoje eu já não fazer mais muitos vídeos sobre relacionamento, pois acho que já falei tudo o que deveria ser falado, aceitei de imediato o convite, pois sei da idoneidade do canal da Danny e, lógico, por ser um ícone em matéria de relacionamentos entre brasileiras e homens ds bandas de cá.

Sendo assim, nossa colab aconteceu ontem, no domingo. Foi muito bacana e, o papo rendeu! Se você ainda não conferiu, deixo o link aqui para que vá lá assistir e conhecer mais um pouco sobre a complicada cultura indiana.

E, agradeço a todos que têm demonstrado seu carinho,  me mandando mensagens através do canal e do Insta. Obrigada de coração!Vocês é que fazem o canal! Beijos no coração!

Kopi Luwak- O café mais caro do mundo

  Se você é fã de café como a dona do blog, já deve ter ouvido falar no Kopi Luwak. Se ainda não ouviu, eu vou te contar do que se trata. Como muitos de vocês devem saber, a Indonésia é um dos grandes produtores mundiais de café e, é de lá, que vem o Kopi Luwak, também chamado de “café de cocô”. Cocô?? Juliana, você não errou o acento circunflexo por acaso? Não. É cocô mesmo. Cocô de um bichinho muito bonitinho, chamado civata, que come o fruto do café, absorvendo a polpa durante a digestão e evacuando os grãos, de forma perfeita. Os grãos, então, passam por um processo de purificação e são vendidos a peso de ouro para o mundo todo. 

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 O civata é este lindo animalzinho

  Recentemente, meu marido voltou de uma viagem da Indonésia e trouxe esta iguaria para mim. Ele também visitou uma fazenda onde o café é produzido e teve a chance de provar. Trouxe um pacotinho de 100 gramas, que é pouco, mas custou 35 dólares. O preço de um pacote pode passar dos 200 dólares, pelo o que pesquisei na internet.

Mas, e aí, Juliana? Chega de enrolação e conta pra gente se o negócio é bom. Ficaram curiosos, né? Então, terão que assistir o vídeo abaixo para saber. E, não esqueça de deixar seu like e já se inscrever para ter sempre as novidades das minhas viagens e da vida mucho louca na Índia.

Bangalore – Ranço instalado

  Quando aceitei a proposta da minha empresa para trabalhar em Bangalore, tanto eu quanto meu marido estávamos achando que finalmente estaríamos em um lugar limpo, calmo e mais organizado que nossa cidade anterior: a caótica Mumbai.  Afinal, Bangalore sempre figurava no top do ranking das melhores cidades para se viver na Índia. Hoje tenho certeza que quem escreveu isso só pode ter pago propina para o concurso ou, no mínimo, deve ser de Bangalore.

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Não se deixe enganar pela magnitude dos prédios. A cidade está longe de ser desenvolvida e ter uma boa infraestrutura.

  A verdade é que depois de quase dois anos morando nesta cidade, eu e meu marido chegamos a conclusão de que nada funciona aqui. Nada mesmo. Imagine você sair de casa e  passar um dia normal, sem aborrecimentos. Parece algo normal, mas, não quando se mora em Bangalore.  Principalmente quando os aborrecimentos vêm de coisas tão primárias. Continue lendo para entender melhor o meu ranço.

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Sentimento diário

  O maior desafio que tivemos até o momento, talvez tenha sido os constantes cortes de energia, mesmo sem motivo aparente para tal, como chuvas ou ventanias. No prédio onde moramos, não há gerador. Só na casa do dono do prédio. E, nem verificamos isto antes de alugar o apartamento, já que ter luz 24 horas por dia, sete dias na semana, era algo normal em Mumbai. Mas, não aqui. A luz vai embora por horas. No escritório, temos o gerador, que ajuda a manter, pelo menos, os computadores funcionando, para que não afete o trabalho.  Pensamos em comprar um gerador e todo o trambolho que vem junto, mas descobrimos que seria apenas uma medida paleativa e que os principais eletrodomésticos e luzes não poderiam ser ligadas. Então, desistimos.

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  O problema da luz é extremamente irritante para nós, que não estamos acostumados com isso. Até no interior do país, onde meus sogros moram, tem mais luz do que aqui. Mas, tudo isso parece não abalar os indianos residentes de Bangalore. Quando reclamo ou comento algo, eles sempre dizem: “É assim mesmo. Sempre foi assim. Não há nada que possamos fazer a respeito.” Justamente por esta passividade, como se tudo na vida fosse um karma, é que nada melhora para eles no país. Nunca. O país lança satélite, constrói estátua inútil gigantesca para o bel prazer do primeiro ministro, mas….luz, banheiros e saneamento básico, não são prioridades. Principalmente quando o povo não parece muito se importar com sua qualidade de vida.

Mas não é assim com quem já pisou fora daqui e já conheceu outros países. Ninguém se conforma. Outra coisa que é extramente irritante e que acontece, sem exageros, diariamente, é ficar estressado com o serviço daqui. Serviço, não, porque é inexistente. Meu marido mesmo diz que não há um dia que passemos em paz nesta cidade. Eletem razão. Todo dia tem que ter um stress. São coisas pequenas sim, mas que acumuladas diariamente, se tornam insuportáveis e você sente vontade de literalmente bater em alguém. Quem me conhece desde o Brasil sabe como eu era calma, mas a Índia, com sua “espiritualidade”,  conseguiu tirar de mim toda a calma e a paciência. Aqui tudo é no grito e na ameaça. Em Bangalore, mais ainda. Você pede um simples café em uma cafeteria e, eles trazem um capuccino. Você pede um sanduíche sem picles e eles trazem…adivinhem? Cheio de picles. Outra coisa que me aconteceu recentemente foi pedir um sanduíche, um café, pagar por isso e, cinco minutos depois, já confortavelmente sentada na poltrona, a atendente vem me avisar que o meu sanduíche não se encontrava disponível. Cacete…..porque não verificou antes que eu pagasse? É algo tão simples e básico, mas ninguém aqui é treinado para nada. Não há um dia em que você passe sem se estressar. 

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  Até na hora que você está indo se divertir, você se estressa. Chama um Uber e, ele não gosta ou não tá a fim de te levar até o local e, simplesmente cancela tua corrida. E, no final, você ainda é cobrado por isso. Ainda no Uber, você entra no carro e o carro, além de imundo, tem um motorista que pelo cheiro e aparência, parece que não toma banho há dias. Uma catinga que é mesmo só para quem estômago bem forte.  Se você abre a janela, leva um banho de poluição. Se fecha, morre asfixiada com o cheiro do motorista. E, para completar o suplício, o motorista nunca tem troco. Ou melhor: eles fingem que não têm. Troco é coisa complicada aqui na Índia e ninguém quer dar o seu. O mesmo acontece com os motoristas de Uber e Ola, que nunca têm troco e, ainda querem que você, o cliente, se vire para trocar. Mas, comigo não tem essa. Ele é que quer o dinheiro. Ele que vá trocar. Que se vire nos trinta, mas eu só saio de dentro do carro quando meu troco aparecer. Se não for assim, você nunca verá o troco na sua vida. 

   Neste momento, escrevo frustrada, porque mais uma vez, eles conseguiram estragar o nosso almoço de domingo. Pedimos uma comida e, o pedido veio errado. Só percebemos quando abrimos a caixa. O motorista já tinha partido. Ligamos para o restaurante, que não tem a cortesia de pedir desculpas ou nada do tipo. Falam que vão ligar pro motorista. Esperamos quase uma hora. Nada de contato. Ligamos de volta e, eles simplesmente falam:  “Mas o motorista já entregou o pedido de vocês. Mesmo errado, não posso fazer nada. ” Uma série de xingamentos em Hindi se segue. Só assim, para liberar o stress que Bangalore causa na gente.  Nunca pensei que fosse passar a detestar a Índia, mas Bangalore está realmente mudando meus conceitos. Mumbai era suja, caótica, louca, frenética, mas ainda assim, éramos felizes e não sabíamos. Em Mumbai, com aquela população gigantesca e a grande competitividade, todo mundo tem que ter uma boa performance. Afinal, o que não falta é gente de olho na sua vaga. Seja ela de faxineiro, motorista ou Ceo.  

  Hoje, mais do que nunca, eu tenho certeza de que a Índia é realmente para os fortes. Me orgulho, de certa forma, de já estar indo pro meu sexto ano no país e ter sobrevivido a este pandemônio. Mas, beirando os quarenta, as coisas já não parecem tão mais emocionantes e exóticas como quando eu tinha vinte e poucos.  E, cheguei a conclusão de que a Índia é um ótimo país para quem quer viajar e ver monumentos históricos. Mas, para morar para sempre, ainda mais quando já se viveu em lugares bem melhores, definitivamente não é a melhor escolha.

  Vejo que muitas moças me procuram através de e-mail ou Facebook para dizer que estão pensando em largar tudo e vir morar aqui. E, a maioria, pensa em ir morar nos cafundós onde Krishna perdeu a flauta, onde moram seus pseudo namorados de internet.  Se morar em Mumbai, Delhi, Bangalore e grandes metrópoles indianas como essa já não é para qualquer um, imagine só no interior do país, onde tudo é precário e retrógrado, a começar pela mentalidade. Ainda mais para uma brasileira, que não fala inglês, como é o perfil da maioria. Vai sofrer. E muito! 

  Eu moro em uma cidade grande, com tudo que uma metrópole tem (exceto eletricidade), tenho um cargo de chefia em uma empresa japonesa, motorista a minha disposição e, mesmo assim, me estresso todo dia. Ou seja: Não importa o quanto de conforto você tenha no país. Vai ter uma hora em que a verdadeira Índia vai bater na sua porta e você vai ter que encará-la. E não será fácil. Não há Bollywood ou yoga que te faça ficar calmo.

   Por isso, pense muito bem antes de largar tudo que você tem aí no Brasil (a maioria acha que Brasil e Índia são iguais, mas estão muito enganados), porque o que você vai encarar aqui não será mole, não. Mas, se ainda assim você quiser dar a cara a tapa….que venha. A Índia é sem dúvidas, um país fascinante, mas aqui, todos os seus limites serão testados. Tenha apenas isso em mente e venha na fé.

por Banjara

 

 

Heritage Walk em Bangalore

  Olá, pessoal! Tudo bom? De uns anos para cá, as heritage walks, ou seja, as caminhadas históricas, onde um guia local leva um pequeno grupo de pessoas para conhecer sua cidade, têm aumentado muito no mundo inteiro. Da última vez que fui ao Rio, percebi o quanto o número de agências e profissionais liberais que oferecem o serviço tinha aumentado. Nós, turistas, sempre ávidos por uma boa aula de história, agradecemos.

   Aqui na Índia, não é diferente. Esta tendência mundial também tem sido seguida aqui. Você encontra as heritage walks pelas principais cidades do país, sob vários temas, buscando sempre um público variado.

  Em setembro de 2018, eu resolvi me arriscar na minha primeira heritage walk em Bangalore. Bangalore, apesar de não ser um destino turístico, tem algumas atrações interessantes e, como toda a Índia, muita história. A heritage walk que escolhi foi a Bengaluru by Foot, cujas caminhadas são feitas pelo Senhor Ali, um professor de história e apaixonado pela cidade e pelo o que faz. 

A heritage walk para a qual me inscrevi, contava um pouco da história dos mercadores persas aqui em Bangalore e, como tudo que leva o nome “Pérsia” me interessa, eu decidi me inscrever.

O tour começa pelo Johnson Market, que no passado fora um estábulo, mas que depois de desativado, tornou-se um dos mercados mais populares da cidade, onde é possível encontrar tudo bem fresquinho, incluindo cortes de todos os tipos de carnes.

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Logo saindo do mercado, encontramos o icônico Makkah Café, aquele tipo que lugar que uma moça sozinha jamais teria coragem de entrar, mas que, graças ao tour, conseguimos não só entrar, mas saborear o famoso Suleiman Tea. Não curti, pois estava cheio de limão, mas como experiência, valeu.

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Dali, começamos a conhecer mais da comunidade xiita que vive no bairro. Foi muito bom conhecer mais sobre os xiitas e entender mais as diferenças entre eles e os sunitas. As ruas começavam a ser decoradas para o Muharram, um dos dias mais importantes para os xiitas, no qual eles celebram o martírio de Hussein, neto do profeta Maomé, entoando cantos e praticando o autoflagelo.

   A visita a mesquita xiita foi realmente o grande ponto alto do programa na minha opinião, assim como a visita a uma Ashurkhana, uma casa onde se celebram os principais ritos xiitas. Lá, uma senhora muito simpática e cheia de fé, nos mostrou todos os apetrechos que seriam usados para decorar a rua e as mesquitas durante o Muharram, bem como os apetrechos usados para o autoflagelo.

  A visita despertou meu interesse pela comunidade xiita e, duas semanas depois, eu participei do meu primeiro Muharram, onde tive uma experiência fascinante, uma das melhores desde que cheguei aqui na Índia e, a qual, vocês conferem em uma série de vídeos especial em meu canal do Youtube.

E aí? Gostaram? Para quem tiver interessado, deixo aqui o url da página do Sr. Ali e seu Bengaluru by Foot.http://www.bengalurubyfoot.com/

Um abraço e até o próximo passeio!!

por Banjara Soul

Trichy – Uma tesouro do sul da Índia

  Desde que ganhei de uma amiga japonesa um guia de viagens sobre o sul da Índia, o nome Trichy ficou gravado em minha mente.

  Nas fotos, aqueles templos tão coloridos e majestosos. Era certo que eu queria vê-los de perto um dia na vida. E este dia, finalmente chegou!

   Na mesma viagem que fiz à Madurai, resolvi incluir mais um roteiro no último dia e, a escolha foi por Trichy. Trichy é a forma resumida de um verdadeiro palavrão para nosso ouvidos poucos acostumados ao sânscrito: Tiruchirapalli.  Porém, Trichy tem muita história. Ah, se tem! Os primeiros registros da cidade surgiram no século III antes de Cristo, ainda durante a dinastia dos Cholas. Muitas outras dinastias como os Nayak, Vijayanagar, e outros, passaram pela região, deixando sua influência sobretudo na bela arquitetura. 

  Meu passeio para Trichy começou pegando um ônibus em Madurai. Assim como Madurai, Trichy também se encontra no estado de Tamil Nadu. A viagem dura cerca de 2 horas e é bem agradável, com paisagens belíssimas dos arrozais, riachos e belas montanhas.

  Chegando em Trichy, eu tinha cerca de 6 horas apenas para poder explorar o que a cidade tem a oferecer de melhor. Comecei, pelo Rockfort, um rochedo que abriga um templo hindu (dedicado a Ganesha) no topo.

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  A subida até o local é árdua, mas mesmo alguém sedentário como esta que vos escreve consegue fazer, com muito esforço e vontade de fazer bons vídeos. (rs) O forte, imponente, já foi testemunha das várias batalhas entre as dinastias que tentavam controlar a região. O rochedo, onde se encontra o forte, é considerado uma das rochas mais antigas do mundo, com 3.8 bilhões de anos. Tem noção do que é isso??

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Confira mais sobre a subida ao Rockfort no vídeo abaixo.

por Banjara

Madurai- Episódio final- Desfile nas ruas

 Após visitar os principais pontos turísticos da cidade, voltei ao hotel, me refresquei (sim, estava quente! Muito quente!) e, fiquei um tempo de pernas para o ar, vendo tv. Depois de dar aquela descansada e tomar um cafezinho para reanimar, resolvi sair para ver o mercado de Madurai, que por si só já é uma atração!

 O mercado estava abarrotado de gente e, não só de gente, claro. Também tivemos a presença ilustre de um elefante, que desfilava imponente pelas ruas, abençoando com sua tromba a quem por ele passasse.  Durante este passeio espontâneo, eis que vejo uma pequena multidão que se aglomerava cada vez mais e, um carro misterioso parado perto de uma espécie de carro alegórico hindu, que carregava a imagem do Sai Baba. De repente, deste carro, sai uma espécie de líder religioso, vestido a caráter, mas não consegui identificar se se tratava se alguém do sexo masculino ou não. Ao longe, me pareceu uma velha senhora, mas não tive certeza. 

 O tal líder religioso fez uma oração com direito a incenso e ervas queimadas e, depois de sua benção, o carro alegórico hindu, saiu pelas ruas. Junto dele, a bateria da Padre Miguel. Ou melhor, da Unidos de Madurai. O batuque era ensurdercedor, mas valeu a pena presenciar e registrar com minha câmera este momento da vida cultural da cidade. 
Junto da bateria, claro, o nosso querido elefante, quase um mascote da cidade, chamando a atenção por onde quer que passasse. Resumindo, posso dizer que tudo isso foi um momento “muito Índia”. Ficou curioso? Confira tudo no vídeo abaixo e, já aproveita para se inscrever no canal, também, para estar sempre a par das nossas viagens!

por Banjara

Madurai – Episódio 2- Explorando a cidade

   Como comentei no artigo anterior, comecei minha visita a Madurai bem cedo, começando pelos arredores do Meenakshi Amman Temple, onde busquei os melhores ângulos dos belos gopurams para eternizá-los em uma foto. Terminada a volta ao redor do templo, eis que decidi entrar para fazer o famoso darshan. Há duas filas: a fila de quem quer entrar de graça e a fila de quem quer desembolsar uma graninha para entrar mais rápido. Eu só percebi isto na hora que já estava na fila do 0800. Portanto, fiquei por ali mesmo. Para visitar o templo, você precisa deixar todos os seus pertences (incluindo celular e todos os apetrechos de um vlogger) em uma das entradas do templo, assim como seus sapatos, já que é obrigatório entrar sem sapatos. 

  Fique sabendo você, que as filas (mesmo a fila do pessoal que pagou mais pra ir mais rápido) são grandes e você vai demorar  bastante tempo para conseguir entrar e mais tempo ainda, para chegar até o altar principal. Mas, com muita paciência (sobretudo com os indianos sem noção de espaço) e vontade de visitar um lugar histórico, você chega lá! Aconselho a fazer este passeio pela manhça, bem cedo, entre 6:00 e 8:00 da manhã. Depois disso, prepare-se para encarar longas filas  e ficar estressado.

Porém, se você pensa que Madurai se resume ao Meenakshi Temple, está muito enganado. Há muito mais para explorar. Em frente a entrada principal do templo, já se encontra um dos lugares mais icônicos da cidade: o Pudhu Mandapam Market. Como o nome, é um mercado, mas já foi um lugar muito frequentado pela realeza da dinastia Nayak. Hoje, o local é abarrrotado de lojinhas, mas ali, já passou até um canal. A grandiosidade do que outrora fora o local, ainda é percebida através da belíssima arquitetura e das esculturas de guerreiros montados em cavalos, além das deusas que ali são adoradas. Um lugar mágico, fascinante. 

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As belíssimas esculturas do Pudhu Mandapam Market

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Os tradicionais alfaiates do mercado

 Conheça mais do mercado através do vídeo que gravei no local.

Outro local imperdível para quem visita Madurai, é o Thirumalai Nayakkar Palace, um dos palácios da dinastia Nayak, construído em 1636 pelo rei Thirumalai Nayak. 

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O belo palácio que mais parece saído de uma pintura.

O palácio já foi usado em vários filmes e vídeos musicais famosos, sendo um deles, o Tera Bina, do filme Guru.

 Apesar de estar mal conservado e com muitas pixações em seus pilares, o palácio ainda consegue nos remeter ao século 17 e fazer nossa imaginação correr solta. No interior do palácio, também há um pequeno museu, com esculturas interessantes. Mas, a parte mais interessante, para mim, foi saber que aquele espaço, no passado, era usado pelas dançarinas da corte, que se apresentavam para o rei. 

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Aqui, neste espaço, as dançarinas se apresentavam para o Rei Thirumalai.

Fechei os olhos e comecei a imaginar a beleza e grandiosidade de tal cena. Ah, se pudéssemos viajar no tempo!! Conheça mais deste belo palácio, através do vídeo que fiz lá.

Tendo coberto os principais pontos da cidade, agora era voltar pro hotel, me refrescar e tentar sair à noite, para ver o mercado de Madurai, uma outra atração da cidade. O mercado ferve e naquele dia, especialmente, estava a mil! Não percam o próximo episódio de nossa viagem por Madurai!

por Banjara Soul

contato: canalbanjarasoul@gmail.com

Madurai – A Atenas do Oriente

Com este título bastante chamativo, alguns até diriam que exagerado, Madurai é uma das cidades mais antigas do mundo e, devido a sua riqueza cultural e histórica, é chamada de “A Atenas do Oriente”.

Meenakshi is strongly connected with the city of Madurai, pictured.

Madurai fica no estado de Tamil Nadu, no sul da Índia e, é a terceira mais populosa cidade do estado. Nela, você sente a cultura Tamil de raiz, seja nos monumentos históricos, no jeito das pessoas ou na culinária local.  Madurai é, definitivamente, uma cidade que não pode faltar na sua lista.

Já sonhava em conhecer a cidade há anos, desde que vi as fotos dos majestosos gopuram (torres) do Meenakshi Amman Temple. E, também, porque tenho uma ligação com o nome Meenakshi, a qual poucos sabem. Quando me casei no templo, na cerimônia hindu, o monge me pediu para escolher um nome indiano, para facilitar na hora de conduzir as orações. Nada de errado com meu nome, mas já que assim ele pediu, eu comecei a pensar em um nome que combinasse comigo. E, escolhi Meenakshi. A escolha foi apenas porque o som do nome me pareveu belo, mas mal imaginava eu que este nome tinha muito mais coisas a revelar. Mal imaginara que Meenakshi, a deusa, na verdade, fora uma princesa.

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Meenakshi é conhecida como a deusa invencível, já que quando princesa, foi treinada nas artes marciais, arco, flecha e luta com espadas. Ela era considerada invencível e indomável, fato comprovado na época, quando seu pai, o rei, decidiu casá-la aos 21 anos. Meenakshi, então, respondeu a ele que só se casaria com o homem que conseguisse derrotá-la em uma batalha.

Os pretendentes trouxeram vários presentes e peças valiosas para a princesa, mas isso não a impressionou e ela continuou relutante, dizendo que só de casaria com quem conseguisse derrotá-la em uma batalha. Como nenhum dos pretendentes conseguiu vencê-la, seu pai desistiu de casa-la e fez com que ascendesse ao trono, como lhe era de direito.

Alguns anos depois, Meenakshi viaja para o Monte Kailash, onde finalmente encontra alguém à sua altura: O guerreiro Sundareshwara, quem acredita- se ser o próprio Shiva. Assim, os dois voltam para Madurai e se casam.

Ou seja, Meenakshi era uma princesa à frente de seu tempo, um modelo a ser seguido hoje, sobretudo pelas indianas, que ainda não podem, em sua maioria, escolher seu futuro parceiro.

Hoje, Meenakshi e seu marido, Sundareshwara são lembrados e adorados no Meenakshi Amman Temple, um dos maiores ícones do Hinduísmo.

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O templo tem mais de 2500 anos, mas a forma atual, foi reconstruída no século 17, pela dinastia Nayak, já que grande parte dele havia sido destruído pelos invasores muçulmanos e, suas estátuas e obras valiosas, saqueadas.

Se o templo chama a atenção por fora, com suas torres coloridas e cheias de detalhes, por dentro, ele ainda é mais impressionante, com os milhares de pilares e as esculturas que decoram o santuário. Um lugar místico, um lugar onde é proibido entrar com celulares ou cãmeras. Um lugar onde você consegue ter uma experiência quase transcendental.

Quer saber mais sobre o templo?Não perca a nossa série de vídeos sobre Madurai, que começa com este aqui:

por Banjara Soul

Tirando a poeira do blog!

Olá, pessoal!

Tudo bom com vocês?

Já faz um tempinho que não escrevo aqui. Na verdade, acabei dando destaque demais ao nosso canal do Youtube e deixando nosso antigo e bom blog meio que jogado às traças…tadinho.

Acabei de voltar de uma aventura, ou melhor, de uma viagem a duas cidades importantes no sul da Índia: Trichy & Madurai.

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Ambas estavam na minha lista desde que comprei um guia turístico sobre a Índia e lá falava dos belíssimos templos destas cidades. Mês passado, estava com tudo pronto para conhecê-las, quando adiaram a viagem de negócios do meu marido e, não tínhamos com quem deixar nossos filhos de pêlo (nossos dois gatinhos). Portanto, tive que adiar a viagem. Felizmente, consegui o reembolso do hotel, mas as passagens, acabei perdendo todas. Porém, finalmente minha hora chegou e, neste último fim de semana, dei uma emendada no feriado de Dusshera e, finalmente fui explorar estas cidades antiqúissimas e com tanta história para contar.

E, no artigo seguinte, conto tudo para você sobre como foi esta viagem a Madurai e Trichy.

Um abraço e continuem conosco!

por Banjara

Encontro Banjara em Chennai

Olá, pessoal!

Semana passada, estive em Chennai, para o casamento de um colega de trabalho e, convidei uma pessoa muito especial para participar deste evento comigo. Como ela estaria vindo ao sul da Índia de qualquer forma, aproveitei não só para convidá-la para o casório, mas também, para conceder uma entrevista aos nossos inscritos para contar mais um pouco de suas aventuras pelo mundo afora. De quem estou falando? Da querida Ana Brogliato, do canal e blog Viagens & Beleza.

http://www.viagensebeleza.com/

Nesta entrevista, ela nos conta como a Índia surgiu na vida dela, como viaja sozinha no país e muito mais detalhes de suas aventuras por este mundão!

Se você ainda não conhece o trabalho dela, não deixe de visitar o blog e canal de mesmo nome, pra obter dicas valiosas de roteiros, viagens e produtos de beleza.

Um abraço e até a próxima!

por Banjara