Tem chá de bebê na Índia? Descubra aqui.

Olá, pessoal! Aqui, com o sem pandemia, o pessoal tem uma certa fixação por chás de bebês e chás de fraldas. Me perdoem a sinceridade, mas eu sempre achei um besteirol danado tudo isso. E agora, no final da gravidez, com tudo o que aconteceu, desanimei mais ainda. Porém, como a minha família está super animada organizando tudo vamos fazer. Ainda mais porque, se estivesse aqui, minha mãe ia amar toda essa agitação. Afinal, ela amava dar festas e receber pessoas.

Mas, e na Índia? Tem chá de bebê? Tá aí uma coisa que muita gente tem me perguntado. Na verdade, eu também não sabia responder, já que há muitas cerimônias para grávidas na Índia, mas todas diferem de acordo com a religião ou casta. Na minha família, pelo menos, nunca ouvi falar em nenhuma cerimônia durante a gravidez. Há uma cerimônia feita para a nova mamãe, quando ela chega com seu bebê em casa. Caso eu vá para a Índia em 2021, provavelmente farão esta cerimônia para mim. Prometo registrar em vídeo para vocês.

Aqui, a atri Esha Deol com sua mãe, Hema Malini e a nojenta da Jaya Bachchan.

Porém, para responder a pergunta sobre o chá de bebê na Índia, tive que pesquisar um pouco no nosso querido Google. E, realmente, parece que tem!! Como mencionei anteriormente, varia de região, de casta, de religião, mas em hindi, é chamada de Godh Bharai. No sul da Índia, ganha outros nomes, como Semanatham, Valakappu, etc.

Como acontece?

O Godh Barai, geralmente é celebrado a partir do 7o mês de gravidez, podendo acontecer até o final do 8o mês. Como todo ritual que se preze, há a oração (puja), aplicação de óleo na grávida, bençãos dos mais velhos e tal. Além disso, ela geralmente veste um saree novo, pulseiras (bangles) novos, podendo também ser adornada com jóias. Vale lembrar também que, no geral, o Godh Barai é uma cerimônia na qual, geralmente, só mulheres participam. Algumas brincadeiras para adivinhar o sexo do bebê também acontecem e, é uma cerimônia bem alegre. Os convidados, geralmente presenteiam a mamãe com jóias, dinheiro, doces, etc. O interessante é que o bebê geralmente não recebe presentes, pois as pessoas preferem dar depois que ele nasce.

E não tem comidinhas? Sim! Com certeza! E muita! Isso, também, vai variar de acordo com os hábitos alimentares e a religião da família. Já viu festa indiana com pouca comida? Não existe, né? Além de tudo isso, assim como acontece nos casamentos, a família pode decidir contratar algumas moças para fazer o mehendi (tatuagem de henna) nas convidadas e também presentear os convidados com tecidos finos, echarpes, lenços, doces ou outras itens.

Infelizmente, ainda não tive a chance de participar de um chá de bebê indiano, mas achei algums vídeos no Youtube e deixo aqui para vocês conhecerem:

O próximo vídeo, é de uma Youtuber indiana que mora nos EUA e fez o seu Seemanatham (Chá de bebê) por lá. Pelo nome, eles devem ser de Andhra Pradesh ou Telangana. Mas como eles moram nos Estados Unidos, a festinha está mais moderninha do que as que mostrei acima.

E aí? Curtiram?

Um abraço e até a próxima!

por Banjara

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Mochilinho pela América do Sul- Transporte entre países

Para quem ama viajar, é difícil imaginar que até março deste ano, éramos livres para ir e vir e conhecer nossos destinos dos sonhos. De repente, tudo mudou. A pandemia veio, nossos hábitos mudaram, nossa liberdade, também. Viajar, já não é tão simples assim, muito menos para o exterior. Antes deste caos se instalar em nossas vidas, eu aproveitei o tempo livre em janeiro e fui fazer um “mochilinho”, pelos nossos países vizinhos. Foram duas semanas intensas, de muita estrada e muitas fotos. Mas, fiquei devendo para vocês mais detalhes desta viagem. No nosso segundo post sobre o “mochilinho” pela América do Sul, vou contar aqui um pouco do roteiro que eu planejei. Vamos lá!

Rio- São Paulo- Assunção = Como a maioria de vocês sabe, eu moro no Rio de Janeiro e, saindo daqui do Rio, há um ônibus que vai direto a Assunção, da Pluma Internacional, mas só sai duas vezes por semana. Por isso, fiquei entre as empresas Sol Del Paraguay e NSA, que saem de São Paulo, Terminal Tietê. A Sol del Paraguay tem um guichê aqui na rodoviária do Rio. Por isso, comprei direito com eles, no guichê, mas a passagem pode ser comprada através do site deles, também. Mas, lembre-se que mesmo tendo o guichê aqui na Rodoviária Novo Rio, o ônibus parte de São Paulo e, você terá que adquirir sua passagem até São Paulo, separadamente. Do Rio até Assunção, direto, leva cerca de 26 horas. Saindo de São Paulo, cerca de 18 a 20 horas.

Assunção- Buenos Aires= A passagem de Assunção para Buenos Aires, eu decidi comprar pela Crucero del Norte, que tem uma boa reputação e que oferece ônibus confortáveis, já que a viagem de Assunção até BA é bastante longa e ia atravessar a madrugada adentro.

Buenos Aires- Montevidéu= Depois de muito procurar, decidi comprar uma passagem pela EGA, que além de ter uma boa reputação, também tem ônibus direto para várias cidades do Brasil, incluindo São Paulo. Mas, a viagem é longa demais e, decidi voltar por Porto Alegre.

Montevidéu- Porto Alegre

Também pela EGA, excelente empresa, pontual e com serviço de ótima qualidade. Saindo de Montevidéu às 23:00 e chegando em Porto Alegre pela manhã.

Porto Alegre- Curitiba

Usei a Catarinense. Na verdade, não lembro muito bem desta viagem, pois já estava bem cansada. Mas, cheguei no horário marcado, sem maiores percalços.

Curitiba- Rio de Janeiro

Fiz pela Kaissara. O ônibus não era leito e não inclinava como o da Catarinense. Mas não lembro de muita coisa. Apenas lembro que mal consegui dormir, porque havia um bando de funcionários da própria Kaissara, que haviam vindo buscar alguns ônibus aqui no Rio de Janeiro e que não pararam de conversar e fazer piada a noite inteira. Cheguei só o pó da rabiola aqui no Rio, doida por um banho, porque para completar, minha menstrução tinha descido.

Resumo: foi uma viagem cansativa, mochilão mesmo, mas que valeu a pena cada experiência vivida. Pela questão da demora do visto para diversos países, meu esposo não pode ir comigo. Mas, creio que um dia iremos visitar juntos Buenos Aires, que é um dos lugares que ele tem vontade de conhecer. Mas, certamente, iremos em três: Eu, ele e o nosso bebê!

Por Banjara Soul

Sanam- a boy band que está causando na Índia

Quem acompanha meu blog e canal, sabe que não ouvimos falar muito dos cantores indianos e, que a maioria deles, acaba sempre vinculado à Bollywood ou às outras indústrias cinematográficas regionais.

Porém, lembro que quando ainda trabalhava em Mumbai, uma colega de trabalho nos apresentou uma banda que havia regravado uma antiga canção indiana. Na época, a internet estava começando a falar deles, já que a música estava com uma roupagem nova e caiu no gosto do povo, principalmente dos mais jovens.

A banda em questão é a Sanam e, de lá pra cá, o sucesso destes rapazes só aumentou. Os integrantes são: Sanam Puri (vocal principal e piano), Venky S (baixo e vocal), Keshav Dhanraj(percussão) e Samar Puri (guitarra). A história da banda começou em Muscat, Omã, onde Sanam, Samar e Venky se conheceram ainda na escola. Posteriormente, quando Venky se mudou para Mumbai, ele apresentou Keshav aos outros dois membros. Desde entao, já em Mumbai, eles costumavam ensaiar na garagem de Keshav e, tiveram a chance de se apresentar na competição Times Music Supastars, na qual acabaram saindo vencedores. A banda começou com o nome de SQS Supastars, mas em 2013, acabaram mudando para o nome que colou: SANAM.

Se você acha que eles só pensam em música, está muito enganado. Os rapazes são do tipo “geração saúde”: fazem exercícios, comem coisas saudáveis e praticam yoga. Além disso, também estão engajados em ONGs para combater o abuso sexual infantil.

Apesar de a banda ter ganho reconhecimento e popularidade pelos remakes de canções indianas famosas, ela também compõe canções originais. Vamos conhecer alguns dos hits dos meninos!

A versão original da mesma canção, de um filme com Shashi Kapoor, tio da Kareena Kapoor.

Versão original, com o super galã indiano dos anos dourados: Rajesh Khanna.

E aí? Curtiram o som dos meninos?

por Banjara

Enxoval na Índia x Brasil – Parte 2

No último post, comecei a escrever sobre as diferenças entre o enxoval na Índia e no Brasil. Comentei sobre carrinho de bebê, banheira e outros itens, os quais consideramos essenciais aqui no Brasil, mas que na Índia, não o são. Mas, fiquei devendo para vocês, um outro item do enxoval que é bem polêmico, também: a fralda.

Antes que vocês me perguntem….tem, tem fralda na Índia, sim. Não se preocupem, caso tenham seu bebê em terras indianas. Porém, o uso da fralda varia muito de uma família para a outra. Mas, tem muitas, mas muitas famílias indianas que conheço, que só usam fralda em seus filhos quando vão sair. E, eu pretendo fazer parte deste time. Explique melhor, Juliana. Bem, há duas opções: 1. Usar fralda de pano, que nem usávamos antigamente. 2. Não usar nada em casa e deixar a criança fazer xixi ou cocô à vontade.

Sim, agora choquei, eu sei. Quando fui visitar minha sobrinha em 2018 e ela ainda era tinha 4 ou 5 meses, também fiquei chocada como vocês, porque ela não usava fralda. Nem descartável e nem de pano. Então, vejamos como funciona: quando a criança quer fazer xixi, ela simplesmente faz. Seja onde for. Na cama, no sofá, na rede ou….no colo de quem estiver com ela. Você sente algo quentinho e, quando vai ver, é o xixi do bebê. Haja roupa pra lavar. Imediatamente, alguém avisa do xixi e a mãe vem trocar o shortinho ou calça dela. Simples assim. Tudo vai pra máquina de lavar. E, quem não tem máquina de lavar, junta tudo e lava depois no tanque, no rio ou onde der. Mas, e o famigerado número 2? Bem, quando o bebê ainda é recém-nascido, o cocô segue o mesmo esquema do xixi: vai fazendo e a mãe vai trocando a roupinha dele. Mas, depois de alguns meses, quando a mãe percebe os sinais que o bebê dá antes de evacuar, ela muito espertamente, corre com ele para o vaso (que é no chão), para a pia do banheiro ou para um pinico. Chocou de novo?

Pois maior choque foi o meu, de saber, que hoje, tem várias mães tentando fazer o mesmo aqui no Brasil com seus bebês. É o que aqui o pessoal tá chamando de higiene natural. Vou até deixar um vídeo aqui para vocês conhecerem mais sobre o assunto caso não tenham ouvido falar ainda. Quando os ocidentais começam com algo, vira moda, mas esta moda já existe desde que o mundo é mundo e, na Índia, nunca saiu de moda.

Quando eu trabalhava de intérprete nos hospitais e clínicas da Índia, muitas vezes atendi mães japonesas que tinham marcado consulta com o pediatra porque seus bebês estavam com uma horrível alergia nas partes baixas e arredores. Chegando no consultório, o médico geralmente já dizia: “Isso aí é por causa da fralda. Se possível, não use a fralda. Use apenas para sair.” As mães japonesas também ficavam meio chocadas, tentando entender como não usar fraldas seria possível. Pensando bem, meus sobrinhos também nunca tiveram alergia deste tipo, justamente porque só usavam fralda para sair.

Outra vantagem se não usar a fralda, é que não se passa por aquele drama que muitas mães aqui passam que é o tal do desfralde. Se nunca usou fralda, exceto para sair, não há necessidade de desfralde. Depois de um tempo, eles começam a usar o troninho ou já usam direto o banheiro indiano, com a ajuda de um adulto, de preferência, para não caírem no buraco. (rs)

E você, Juliana? O que pretende fazer? Bom, ainda tá cedo para dizer. Quero muito tentar o método indiano e só usar fralda para sair. Mas, vai depender do meu ritmo de trabalho ao passar dos meses e toda a adaptação à esta nova rotina. Já comprei várias fraldas ecológicas, as quais acho muito interessante, mas pode ser que também não me adapte a elas e que no final, tenha que recorrer à fralda descartável. Por isso, não estou colocando esta pressão em mim mesma. Vamos ver o que se adapta melhor à nossa rotina. Depois, eu conto pra vocês.

E, deixo um vídeo aqui, muito interessante, onde uma mãe indiana mostra como usar fraldas de pano e, como vários tecidos podem ser usados para tal fim. O vídeo está em inglês.

por Banjara Soul

Enxoval na Índia x Brasil

Desde que engravidei, comecei a perceber como a gravidez como um todo, é tratada de forma diferente na Índia e no Brasil. Volto a abordar este assunto em breve, em um post, mas hoje, venho falar de algo que me chamou muito a atenção desde que comecei a montar o enxoval do bebê aqui no Brasil. 80% das coisas que achamos necessárias aqui, não são exatamente necessárias. Pelo menos, não na Índia.

Não podemos esquecer que mais de 60% da população da Índia vive em zonas rurais e têm práticas diferentes das pessoas que moram em grandes cidades. Porém, mesmo nas grandes cidades como Delhi, Mumbai, Bangalore e outras, você vai notar muitas diferenças no quesito enxoval, já que a maioria dos moradores destas cidades, ainda segue muitos dos costumes de seus vilarejos ou o que aprenderam com suas mães e avós.

Talvez muita gente não me entenda, já que só vive a realidade ocidental ou a realidade brasileira, mas há muita papagaiada envolvendo enxoval de bebê aqui no Brasil, que muita gente acha hiper necessário, mas que pode muito bem passar sem.

O berço

O berço é algo que você vai encontrar pouco na Índia. Primeiro, caso você esteja na Índia, para encontrar um berço que atenda às suas necessidades ocidentais, você terá que buscar lojas especializadas como a First Cry ou Mothercare, que ficam nos grandes shoppings das metrópoles indianas. Ou, fazer amizade com expatriadas ou NRIs, que geralmente possuem estes itens e colocam à venda em grupos de desapego.

Mas, quer dizer que o berço não é algo comum na Índia? Geralmente, os indianos dormem com o bebê na mesma cama. Mas…não matam o bebê asfixiado?- você deve estar se perguntando. Nunca ouvi ou li nenhum caso assim. Há também, o tradicional moisés ou cestinho, que pode ser encontrado facilmente. Além destes, dependendo da região, os indianos usam uma espécie de rede, muitas vezes feita do próprio saree da mãe, onde o bebê dorme confortavelmente e, não ouvimos estórias aterrorizantes de crianças que morreram sufocadas no berço, como volta e meia ouvimos ou lemos pelas bandas de cá.

O berço ocidental, sempre vem acompanhado daquela discussão em torno do ninho redutor, do mosquiteiro e blá blá blá. Confesso que comprei o berço, simplesmente porque a nossa cama é pequena demais para nós dois + dois gatos, que são nossos filhos de pêlos e, claro, dormem conosco. Mas, até o último instante, relutamos bastante, pois tanto eu como o meu marido, achamos uma grande frescura. Coisas que a Índia muda na gente.

Carrinho de bebê

Está aí outra peça raríssima de se ver nas ruas indianas. Eu sempre achei estranho ver as mães carregando seus bebês enormes no colo, revezando, com o marido ou com os sogros. Mas, se você está na Índia, vai se acostumando, porque carrinho de bebê é uma raridade por lá. Assim como o berço, você terá que buscar em lojas especializadas como a que eu citei acima ou em grupo de desapegos. Não há tantas lojas de bebês na Índia como temos aqui, consequentemente, não há tanta variedade de carrinhos como aqui. O uso do carrinho é algo meio cultural, além de claro, termos que levar em conta o ambiente. No interior da Índia, por exemplo, você não verá as mulheres passeando sozinhas com seus bebês. No máximo, irá vê-las na porta de suas casas, enquanto as crianças brincam por ali, com os vizinhos. Também não há parquinhos e praças onde as mães levam seus bebês. Por isso, não precisam de carrinho. Quando levam, geralmente, levam no colo, no carro ou na moto, com o marido. Já nas metrópoles indianas, você até poderá ver em áreas muito ricas, alguma família que tenha carrinho de bebê. Provavelmente, viram em algum filme ou em alguma viagem ao exterior e decidiram adotar este hábito, para mostrar que são muito modernos e ocidentais. Mesmo assim, como as ruas indianas são geralmente desniveladas e esburacadas, carrinhos não são bem-vindos. Mas, isso não impede que você tenha um. Boa sorte nas manobras! Se eu comprei? A princípio, não cogitava comprar, mas acabei ganhando dos meus primos. Então, vamos usar para levar o bebê para passear por este Rio de Janeiro!

Moisés + cadeirinha para carro

Se você acompanha meus vídeos feitos lá na Índia, já deve ter percebido que a maioria das crianças anda no carro ou na moto com os pais e sem proteção alguma. As mamães Nutella daqui morreriam se vissem, não? Pois é. Também achei um absurdo no começo, mas na verdade, isso é tão, mas tão comum na Índia, que você passa a achar normal, também, depois de um tempo. Três crianças sem capacete sentadas entre a mãe e o pai em uma moto. Ou, crianças viajando no carro, na parte da frente, sentada no colo do avô, ou atrás no colo de alguém, sem cinto de segurança ou cadeirinha. Se vocês assistirem alguns dos vídeos que fiz com meus sobrinhos, vocês perceberão que nenhum deles usa cinto ou cadeirinha. E, não são os únicos. Ninguém usa. Mas, mesmo sendo comum pelas bandas de lá, é sempre bom dar o máximo de segurança a uma criança durante uma viagem, seja de carro, moto ou o que for. Talvez você seja a única fazendo isso onde você mora na Índia, mas….o filho é seu e quem deve prezar pela segurança dele, é você, né?

Banheira

Outro item totalmente desnecessário na Índia. Ninguém usa. Se usar, será no máximo, aquelas banheiras bem simples, de 20, 30 reais. Sabem o porquê? Porque na Índia, há um jeito especial de dar banho em bebês, o qual eu quase surtei quando vi pela primeira vez, mas quando penso que todos os meus familiares indianos passaram pelo mesmo processo e estão todos fortes e saudáveis, eu vejo o quanto de frescura o mundo ocidental colocou em mim. Se você ficou curioso para saber como é este banho, eu deixo um vídeo aqui.

Acho incrível, mas….será que eu consigo? Depois, eu conto pra vocês. Ah, sim! A banheira, eu também não ia comprar, mas acabei ganhando da minha família uma banheira linda, enorme, com trocador. Então, bora usar, né? Mas, o dia que eu levar o bebê para conhecer os avós, vou pedir pra minha sogra dar este banho nele e, farei um vídeo para vocês! Só para os fortes!

Quartinho do bebê

A primeira coisa que as pessoas pensam aqui no Brasil quando estão esperando um bebê, é como será o quartinho dele. Isto é: se você tem espaço para montar um quarto só para ele. Claro que quartinho de bebê é a coisa mais fofa e singela deste mundo. Mesmo assim, sinceramente….acho desnecessário. Mas, e na Índia? Lá, a maioria dos casais dorme junto com seus bebês. E, depois que os bebês crescem, eles geralmente continuam dormindo com seus pais ou avós. Claro que deve haver aquelas famílias indianas pseudo-ocidentais, que querem montar um quartinho só para o bebê, para fazer o famoso show off. Mas, acredite: a maioria nem monta quartinho e a criança dorme mesmo é com os pais. Aqui em casa, o bercinho vai ficar é bem do lado da nossa cama, para que eu possa estar sempre atenta a qualquer movimento dele e, lógico, para amamentá-lo o quanto for preciso. Se os gatos dormem no mesmo quarto que nós, você acha que vou deixar meu bebê dormindo em outro quarto sozinho?

Fraldas

Não, Juliana! Agora você exagerou! Não me diga que eles não usam fralda??

Deixo a resposta desta pergunta para o próximo post, quando eu for falar da parte de higiene natural, um tópico bem na moda entre as mamães daqui do Brasil.

Até a próxima!

por Banjara Soul

Dicas de filmes e séries indianas

Quem acompanha o blog há tempos, já deve saber que volta e meia eu gosto de compartilhar dicas de filmes, documentários e novelas sobre a Ásia.

Nestas últimas semanas complicadas, eu aproveitei para assistir a vários filmes e séries no Amazon Prime e, hoje venho compartilhar com vocês.

Começo nossa lista com o filme em língua telugu, chamado Mahanati. Mahanati conta a biografia da grande atriz indiana Savitri, que apesar de todo o talento e fortuna, não soube administrar seus bens e terminou na miséria. No elenco, temos a super talentosa Keerthi Suresh, no papel de Savitri, a queridíssima Samantha Akkineni e o já conhecido Dulquer Salman.

NOTA

NOTA, apesar da familiaridade que temos que a palavra, é um termo muito usado nas eleições na Índia, quando você decide não votar em nenhum dos candidatos: none of the above é a forma completa de NOTA. Justamente por ser um termo que remete às eleições, o nome foi usado neste interessante filme para contar a estória de um rapaz, filho de um famoso político, que se vê obrigado a substituir seu pai, indo contra o que havia planejado para sua vida. Será que ele vai encontrar na política sua verdadeira vocação? Bom, para saber, só assistindo. O filme tem o jovem e talentoso ator Vijay Deverakonda no papel principal, além de outros grandes nomes da indústria em língua telugu.

RX 100

Apesar do nome diferente, o filme vale a pena ser assistido. Conta a tórrida estória de amor entre um jovem do interior e uma moça recém chegada de Bangalore. A trama começa como uma típica estória de amor proibido e casamentos arranjados, mas o seu desenrolar é surpreendente! Super recomendo. Nos papéis principais, o jovem Kartikeya e a Payal Rajput, mantendo a “tradição” da escolha de moças de pele clara e do Norte da Índia para o papel da mocinha.

A última dica de hoje e a melhor, é sem dúvidas, a série Made in Heaven, cujo título em português foi traduzido como “Felizes para sempre”. Se você quer saber o que há de podre na sociedade indiana e como as coisas funcionam por lá, não pode deixar de ver esta série, que trata de assuntos polêmicos como homossexualismo, traição, drogas, ganância, etc. Os atores dão um banho de interpretação e você fica tão entretido, que acaba assistindo a 1a temporada toda em poucos dias. Super indico!

Por hoje é só, mas volto em breve com mais dicas de filmes, séries e novelas.

Até a próxima!

por Banjara Soul

O sequestro do noivo

Já imaginou estar em sua casa, assistindo ao seu canal favorito, quando de repente, chega um grupo de pessoas armadas e, do nada, te sequestra? Parece terrível, eu sei. Mais terrível ainda, por ser um sequestro sem fiança. O pagamento? Casar-se com uma moça da família dos sequestradores. Tudo isso pareceu loucura para você? Para a maioria dos indianos, também é. Menos para alguns que seguem esta tradição de abdução de noivos, nos estados do Bihar e na região de Eastern UP.

Pakadwa Shaadi, como é conhecido, parece ser uma prática mais comum entre as castas Yadava e Bhumihar, da região mencionada acima. O Bihar, que já foi o berço da cultura na Índia e levou conhecimento para várias partes do mundo, há tempos perdeu a majestade e tornou-se um dos estados mais pobres do país. Os estudiosos acreditam que tal situação ajudou a criar práticas como o casamento por sequestro ou a incentivar crimes por dote.

As principais vítimas do casamento por sequestro, são, em sua maioria, jovens que trabalham para o governo, pois na Índia, ter um emprego no governo, também é sinal de estabilidade. E, como muitas famílias não podem pagar o dote por suas filhas, elas acabam optando por esta prática.

Se você ficou interessado no assunto, deixo aqui a dica de um filme que está disponível na Amazon Prime: Antardwand.

por Banjara Soul

Luto na gravidez

Tem vezes que a vida nos prega cada peça, que demoramos a perceber que não estamos fazendo parte de um filme ou uma novela. Foi exatamente o que aconteceu este mês. O que eu mais temia, aconteceu: minha mãe faleceu. Na verdade, eu nem estava temendo neste momento, pois tinha certeza de que ela se recuperaria e voltaria para casa, como das outras vezes. Isso me parecia tão óbvio, já que ela era a pessoa mais empolgada com a chegada do Benjamin, seu netinho.

Mas, de repente, tudo mudou e o luto chegou. Ainda é muito difícil entender como tudo aconteceu. Mais difícil é aceitar que ela não conseguiu viver mais dois meses para segurar o tão esperado netinho. Tentamos achar explicação diante do inexplicável. Uma dor, um vazio profundo, que só mesmo o tempo poderá apaziguar.

O luto em si é algo terrível sim, mais terrível ainda, quando você precisa estar bem e sem estresse, pois tem uma vida dentro de si, que depende 100% de você. Uma vida que ainda nem chegou ao mundo, mas a qual você sente várias vezes ao dia, quando ela mexe em sua barriga e anuncia a sua chegada em breve. Neste momento, é que vem uma força sobrenatural e que nos impulsiona. É a força da vida, dando lugar à força da morte.

Como a maioria dos nossos leitores sabe, eu larguei tudo o que eu tinha na Índia justamente para evitar que o dia que minha mãe falecesse, eu não pudesse estar aqui. Eu não ia conseguir dar conta de algo assim. Sendo assim, com o apoio do marido, nos mudamos de mala e cuia no ano passado, deixando para trás dois grandes empregos, dois grandes salários, sonhos, família….Mas sabem o que é mais impressionante? É que se eu não tivesse vindo ano passado, o que eu mais temia, que era a partida dela sem eu nem ter tempo de me despedir, teria acontecido, já que ainda estamos no meio de uma pandemia e não há vôos da Índia para o Brasil. Realmente, Deus sabe de todas as coisas. Talvez ele soubesse que o que eu mais temia, não era a partida dela em si, mas o fato de não poder me despedir.

Despedidas feitas, agora eu e meu marido, ainda sem chão, estamos tentando descobrir como dar um rumo à nossa vida. Voltar para a Índia sempre esteve nos meus planos, mas na atual conjuntura, sem vôos e no meio de uma pandemia, fica inviável. Por isso, vamos dar tempo ao tempo. Afinal, ele é o senhor da razão. Motivos para ficar no Brasil? Realmente não tenho, já que minha maior motivação agora já não existe mais. Porém, a partida dela me deixou uma série de pendências as quais eu preciso resolver antes de pensar em sair daqui. Por isso, mais uma vez, vamos recorrer ao tempo, que sempre nos mostra o caminho. Assim como fomos rápidos em entender a mensagem do universo de que era para nos mudarmos para cá, também vamos aguardar ele nos mostrar a próxima porta.

Enquanto o universo trabalha em sua imensa sabedoria, aguardamos a chegada do bebê. E, com ela, a esperança de novos tempos e, claro, de dias melhores.

E, com este post, eu enterro o meu luto. De agora em diante, quero voltar a escrever sobre a Ásia, minha grande paixão, sobretudo sobre a Índia, país que eu amo de coração e onde ainda almejo viver até o fim dos meus dias. O canal do Youtube, eu sei que anda meio parado, mas em breve também penso em voltar. Quem sabe, para apresentar o Benjamin, não é mesmo?

No mais, deixo aqui o meu mais sincero agradecimento a todos os queridos amigos que deixaram suas carinhosas mensagens para nós. Saibam que cada mensagem ajudou a consolar nossos corações e oro, para que Deus conceda a todos, muita saúde e uma vida plena. Um abraço a todos e….vem, Benjamin!

por |Juliana (Banjara Soul)

Tirando a poeira do blog

Olá, pessoal! Como estão?

Já faz um bom tempo que não passo por aqui. Na verdade, desde que saí da Índia, minha vida virou de ponta-cabeça e, acabei de afastando um pouco das redes sociais. Recomeçar depois de 13 anos, mesmo que seja no seu próprio país, não é tarefa fácil. Tão pouco achei que fosse. Mas, comecei a ter prioridades e responsabilidades que não tinha na época que morava na Índia e, isto me faz ter cada vez menos vontade de estar nas redes sociais. Tudo agora me parece meio fútil. Talvez sejam os hormônios da gravidez, mas ultimamente ando muito sem paciência com canal de Youtube, blog e outras coisas mais.

Porém, se tem uma coisa que todo professor ama fazer, é levar o conhecimento e informação ao próximo! E isso, claro, como boa professora, é algo que amo fazer. Por isso, acabei renovando com a WordPress e decidi continuar com o nosso blog. Afinal, escrever continua sendo uma grande paixão.

Este ano, certamente, não tem sido fácil para ninguém. Projetos congelados, incertezas, planos frustrados….uma época que, para quem gosta de planejar tudo e tomar as rédeas da própria vida, tem sido bem desgastante.

No meu caso, minhas aulas todas se tornaram online, o que, no início me irritou bastante, mas agora, já tem sido uma mão na roda, já que a barriga está cada vez maior e pesada. Fora isso, o ambiente online tornou-se tão frequente, que conseguimos participar de vários projetos, cursos e grupos de estudo com pessoas do Brasil e do exterior, o que, é de grande valia. No final das contas, o saldo tem sido positivo.

Minhas aulas da pós-graduação continuam paradas, a UFRJ ainda não se decidiu sobre nosso futuro, os colegas de turma da geração Nutella reclamam estar “abalados psicologicamente” e em relação aos estudos, tudo ainda é uma incógnita. Porém, coisas boas também acontecem neste momento insano. Uma delas, foi ser convidada para dar uma palestra semana passada, sobre a origem e história dos ideogramas chineses. Outra, foi continuar meu estudo de mandarim, o qual iniciei em janeiro deste ano. Acabei o segundo período de mandarim e, estou indo para o terceiro, que começa em agosto.

E, claro, a maior surpresa e felicidade desta pandemia, foi descobrir que serei mamãe. Não esperava mais ser mamãe aos 40, mas tem sido uma experiência maravilhosa, principalmente a cada mexida que o bebê dá. A gravidez tem me feito ver a vida de forma bem diferente e, sentir na pele, a maravilha que é ter alguém se formando dentro de si. Como eu mencionei em um dos meus últimos vídeos, esta será a maior viagem da minha vida! Ainda não contei no canal, porque ando sem saco nenhum de fazer vídeos, mas….serei mãe de um menininho!

No mais, como citei anteriormente, o saldo nestes últimos meses, tem sido positivo. Talvez não como esperávamos, mas cheio de surpresas e desafios o que, sem dúvidas, nos levará a um outro nível de experiência e maturidade. A verdade é que ninguém será o mesmo depois de 2020.

Um abraço e até a próxima!

Juliana

Vamos aprender chinês?

Olá, pessoal!

Tudo bom?

Bem, como a maioria de vocês sabem, eu sou professora de japonês há 15 anos e comecei a estudar o idioma quando tinha apenas 14 anos. Desde lá, não parei mais: fiz faculdade de Letras (Português-Japonês), fui bolsista do Japão duas vezes e, totalizei 7 anos de vivência no Japão. Quem estuda japonês, provavelmente deve ter se interessado, posteriormente, pelos países próximos ao Japão, como Coréia e China. Coréia, para ser sincera, eu nunca curti muito e mesmo morando a uma hora de vôo do país do PSY, eu nunca pensei em visitar. Já a China….

Em Shanghai, 2012

Meu lance com a China começou quando uma amiga minha, descendente de japoneses, me apresentou uma novela chamada Meteor Garden. Isso, foi no início dos anos 2000. Eu havia acabado de voltar do Japão. Meteor Garden, para quem não conhece, é uma novela de Taiwan e que fez um sucesso estrondoso não só em seu país, mas também na China, Hong Kong e em quase todos os países do sudeste asiático. Uma verdadeira febre, que alçou o grupo F4 à fama.

Comecei a assistir e, logo fiquei interessada em aprender o idioma. Depois, fiquei sabendo que havia uma igreja chinesa onde ministravam aulas de chinês. Fui visitá-los, mas não pude fazer as aulas, porque eu dava aulas bem aos sábados. Porém, acabei frequentando a igreja deles por um tempo e fiz grandes amigos lá.

Quando me mudei para o Japão em 2007, eu tive a oportunidade de conhecer Taiwan, China e Hong Kong e, mais recentemente, Singapura e Malásia. Os últimos dois, países com grande população chinesa. Mas ainda assim, eu não havia estudado chinês.

Há alguns anos e alguns quilos atrás….hahahaha

Tentei estudar há dois anos lá na Índia, mas a única professora que encontrei na cidade onde morava, tinha uma péssima escrita dos caracteres chineses. Isso me deixou meio ressabiada. Afinal, eu também sei escrever os caracteres e modéstia à parte, muito bem. Nada para se gabar, há que é uma obrigação como professora de japonês.

Sendo assim, o “sonho” de estudar chinês ficou engavetado. Até que….eu voltei para o Rio de Janeiro, onde tudo havia começado e, descobri o Instituto Confucius. Não, não estou ganhando nada para fazer propaganda. (rs) Descobri que havia não só um, mas dois institutos na minha cidade: Na PUC-RIO e, na UFF. E, coincidentemente, eles estavam oferecendo cursos intensivos de verão, bem na época que eu estava com bastante tempo livre. Sendo assim….não pensei duas vezes e me matriculei no curso.

O curso é acontece de segunda a quinta, de 09:00 às 12:00. É puxado, tem dever de casa praticamente todos os dias, mas, está sendo incrível aprender chinês.

Já sei o que você quer me perguntar: ” Chinês é parecido com japonês?”. Prometo escrever ou fazer um vídeo sobre isso, mas, já vou dizendo que apesar das similaridades, são duas línguas totalmente diferentes. a começar pela gramática.

Se há uma língua parecida com o japonês, seria o coreano. Muitas das peculiaridades da língua japonesa, como os honoríficos e partículas, estão presentes no coreano, também. Quem sabe um dia eu não me animo a estudar coreano também, né?

Mas, no momento, meu cérebro só tem espaço para o mandarim mesmo. E, se você já cogitou a possibilidade de estudar mandarim, eu super recomendo. Não só pela experiência incrível que é aprender um idioma cujo conceito é tão distinto do nosso, mas também, porque o governo chinês oferece muitas bolsas de estudos nas mais diversas áreas. Então, quem sabe você não será um dos agraciados com uma bolsa no futuro?

Se você não sabe por onde começar, vou deixar alguns links aqui embaixo de canais do Youtube que falam sobre a China e sobre o mandarim, também.

2 a mais

Um casal de bolsistas brasileiros na China. Ultimamente eles andam meio sumidos, mas eles têm vídeos incríveis no canal. Selecionei um bem interessante para vocês.

Um outro canal muito popular, é o Pula Muralha, da queridíssima Sisi, uma chinesa que fala muito bem o nosso português e é casada com um brasileiro. No canal, ela também ensina mandarim.

Um outro canal que eu já assistia mesmo antes de começar a aprender chinês formalmente, é Aula de Chinês, da Professora Chen. Ela tem um português impressionante e, também ensina com bastante habilidade.

Outro canal imperdível é o da querida Karina Cunha, o Dominando o Mandarim. Karina é brasileira, mas com a mudança dos seus pais para a China, ela e as irmãs estudaram a vida toda em escolas chinesas. Sendo assim, ela arrebenta no mandarim e dá dicas super legais no canal, além de compartilhar boa parte dos choques culturais vividos por ela e sua família.

E você? Conhece algum outro canal sobre cultura ou língua chinesa? Se sim, compartilha com a gente! E, vamos aprender mandarim, gente!

Um abraço e até a próxima!

por Banjara