Heritage Walk em Bangalore

  Olá, pessoal! Tudo bom? De uns anos para cá, as heritage walks, ou seja, as caminhadas históricas, onde um guia local leva um pequeno grupo de pessoas para conhecer sua cidade, têm aumentado muito no mundo inteiro. Da última vez que fui ao Rio, percebi o quanto o número de agências e profissionais liberais que oferecem o serviço tinha aumentado. Nós, turistas, sempre ávidos por uma boa aula de história, agradecemos.

   Aqui na Índia, não é diferente. Esta tendência mundial também tem sido seguida aqui. Você encontra as heritage walks pelas principais cidades do país, sob vários temas, buscando sempre um público variado.

  Em setembro de 2018, eu resolvi me arriscar na minha primeira heritage walk em Bangalore. Bangalore, apesar de não ser um destino turístico, tem algumas atrações interessantes e, como toda a Índia, muita história. A heritage walk que escolhi foi a Bengaluru by Foot, cujas caminhadas são feitas pelo Senhor Ali, um professor de história e apaixonado pela cidade e pelo o que faz. 

A heritage walk para a qual me inscrevi, contava um pouco da história dos mercadores persas aqui em Bangalore e, como tudo que leva o nome “Pérsia” me interessa, eu decidi me inscrever.

O tour começa pelo Johnson Market, que no passado fora um estábulo, mas que depois de desativado, tornou-se um dos mercados mais populares da cidade, onde é possível encontrar tudo bem fresquinho, incluindo cortes de todos os tipos de carnes.

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Logo saindo do mercado, encontramos o icônico Makkah Café, aquele tipo que lugar que uma moça sozinha jamais teria coragem de entrar, mas que, graças ao tour, conseguimos não só entrar, mas saborear o famoso Suleiman Tea. Não curti, pois estava cheio de limão, mas como experiência, valeu.

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Dali, começamos a conhecer mais da comunidade xiita que vive no bairro. Foi muito bom conhecer mais sobre os xiitas e entender mais as diferenças entre eles e os sunitas. As ruas começavam a ser decoradas para o Muharram, um dos dias mais importantes para os xiitas, no qual eles celebram o martírio de Hussein, neto do profeta Maomé, entoando cantos e praticando o autoflagelo.

   A visita a mesquita xiita foi realmente o grande ponto alto do programa na minha opinião, assim como a visita a uma Ashurkhana, uma casa onde se celebram os principais ritos xiitas. Lá, uma senhora muito simpática e cheia de fé, nos mostrou todos os apetrechos que seriam usados para decorar a rua e as mesquitas durante o Muharram, bem como os apetrechos usados para o autoflagelo.

  A visita despertou meu interesse pela comunidade xiita e, duas semanas depois, eu participei do meu primeiro Muharram, onde tive uma experiência fascinante, uma das melhores desde que cheguei aqui na Índia e, a qual, vocês conferem em uma série de vídeos especial em meu canal do Youtube.

E aí? Gostaram? Para quem tiver interessado, deixo aqui o url da página do Sr. Ali e seu Bengaluru by Foot.http://www.bengalurubyfoot.com/

Um abraço e até o próximo passeio!!

por Banjara Soul

Trichy – Uma tesouro do sul da Índia

  Desde que ganhei de uma amiga japonesa um guia de viagens sobre o sul da Índia, o nome Trichy ficou gravado em minha mente.

  Nas fotos, aqueles templos tão coloridos e majestosos. Era certo que eu queria vê-los de perto um dia na vida. E este dia, finalmente chegou!

   Na mesma viagem que fiz à Madurai, resolvi incluir mais um roteiro no último dia e, a escolha foi por Trichy. Trichy é a forma resumida de um verdadeiro palavrão para nosso ouvidos poucos acostumados ao sânscrito: Tiruchirapalli.  Porém, Trichy tem muita história. Ah, se tem! Os primeiros registros da cidade surgiram no século III antes de Cristo, ainda durante a dinastia dos Cholas. Muitas outras dinastias como os Nayak, Vijayanagar, e outros, passaram pela região, deixando sua influência sobretudo na bela arquitetura. 

  Meu passeio para Trichy começou pegando um ônibus em Madurai. Assim como Madurai, Trichy também se encontra no estado de Tamil Nadu. A viagem dura cerca de 2 horas e é bem agradável, com paisagens belíssimas dos arrozais, riachos e belas montanhas.

  Chegando em Trichy, eu tinha cerca de 6 horas apenas para poder explorar o que a cidade tem a oferecer de melhor. Comecei, pelo Rockfort, um rochedo que abriga um templo hindu (dedicado a Ganesha) no topo.

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  A subida até o local é árdua, mas mesmo alguém sedentário como esta que vos escreve consegue fazer, com muito esforço e vontade de fazer bons vídeos. (rs) O forte, imponente, já foi testemunha das várias batalhas entre as dinastias que tentavam controlar a região. O rochedo, onde se encontra o forte, é considerado uma das rochas mais antigas do mundo, com 3.8 bilhões de anos. Tem noção do que é isso??

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Confira mais sobre a subida ao Rockfort no vídeo abaixo.

por Banjara

Madurai- Episódio final- Desfile nas ruas

 Após visitar os principais pontos turísticos da cidade, voltei ao hotel, me refresquei (sim, estava quente! Muito quente!) e, fiquei um tempo de pernas para o ar, vendo tv. Depois de dar aquela descansada e tomar um cafezinho para reanimar, resolvi sair para ver o mercado de Madurai, que por si só já é uma atração!

 O mercado estava abarrotado de gente e, não só de gente, claro. Também tivemos a presença ilustre de um elefante, que desfilava imponente pelas ruas, abençoando com sua tromba a quem por ele passasse.  Durante este passeio espontâneo, eis que vejo uma pequena multidão que se aglomerava cada vez mais e, um carro misterioso parado perto de uma espécie de carro alegórico hindu, que carregava a imagem do Sai Baba. De repente, deste carro, sai uma espécie de líder religioso, vestido a caráter, mas não consegui identificar se se tratava se alguém do sexo masculino ou não. Ao longe, me pareceu uma velha senhora, mas não tive certeza. 

 O tal líder religioso fez uma oração com direito a incenso e ervas queimadas e, depois de sua benção, o carro alegórico hindu, saiu pelas ruas. Junto dele, a bateria da Padre Miguel. Ou melhor, da Unidos de Madurai. O batuque era ensurdercedor, mas valeu a pena presenciar e registrar com minha câmera este momento da vida cultural da cidade. 
Junto da bateria, claro, o nosso querido elefante, quase um mascote da cidade, chamando a atenção por onde quer que passasse. Resumindo, posso dizer que tudo isso foi um momento “muito Índia”. Ficou curioso? Confira tudo no vídeo abaixo e, já aproveita para se inscrever no canal, também, para estar sempre a par das nossas viagens!

por Banjara

Madurai – Episódio 2- Explorando a cidade

   Como comentei no artigo anterior, comecei minha visita a Madurai bem cedo, começando pelos arredores do Meenakshi Amman Temple, onde busquei os melhores ângulos dos belos gopurams para eternizá-los em uma foto. Terminada a volta ao redor do templo, eis que decidi entrar para fazer o famoso darshan. Há duas filas: a fila de quem quer entrar de graça e a fila de quem quer desembolsar uma graninha para entrar mais rápido. Eu só percebi isto na hora que já estava na fila do 0800. Portanto, fiquei por ali mesmo. Para visitar o templo, você precisa deixar todos os seus pertences (incluindo celular e todos os apetrechos de um vlogger) em uma das entradas do templo, assim como seus sapatos, já que é obrigatório entrar sem sapatos. 

  Fique sabendo você, que as filas (mesmo a fila do pessoal que pagou mais pra ir mais rápido) são grandes e você vai demorar  bastante tempo para conseguir entrar e mais tempo ainda, para chegar até o altar principal. Mas, com muita paciência (sobretudo com os indianos sem noção de espaço) e vontade de visitar um lugar histórico, você chega lá! Aconselho a fazer este passeio pela manhça, bem cedo, entre 6:00 e 8:00 da manhã. Depois disso, prepare-se para encarar longas filas  e ficar estressado.

Porém, se você pensa que Madurai se resume ao Meenakshi Temple, está muito enganado. Há muito mais para explorar. Em frente a entrada principal do templo, já se encontra um dos lugares mais icônicos da cidade: o Pudhu Mandapam Market. Como o nome, é um mercado, mas já foi um lugar muito frequentado pela realeza da dinastia Nayak. Hoje, o local é abarrrotado de lojinhas, mas ali, já passou até um canal. A grandiosidade do que outrora fora o local, ainda é percebida através da belíssima arquitetura e das esculturas de guerreiros montados em cavalos, além das deusas que ali são adoradas. Um lugar mágico, fascinante. 

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As belíssimas esculturas do Pudhu Mandapam Market

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Os tradicionais alfaiates do mercado

 Conheça mais do mercado através do vídeo que gravei no local.

Outro local imperdível para quem visita Madurai, é o Thirumalai Nayakkar Palace, um dos palácios da dinastia Nayak, construído em 1636 pelo rei Thirumalai Nayak. 

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O belo palácio que mais parece saído de uma pintura.

O palácio já foi usado em vários filmes e vídeos musicais famosos, sendo um deles, o Tera Bina, do filme Guru.

 Apesar de estar mal conservado e com muitas pixações em seus pilares, o palácio ainda consegue nos remeter ao século 17 e fazer nossa imaginação correr solta. No interior do palácio, também há um pequeno museu, com esculturas interessantes. Mas, a parte mais interessante, para mim, foi saber que aquele espaço, no passado, era usado pelas dançarinas da corte, que se apresentavam para o rei. 

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Aqui, neste espaço, as dançarinas se apresentavam para o Rei Thirumalai.

Fechei os olhos e comecei a imaginar a beleza e grandiosidade de tal cena. Ah, se pudéssemos viajar no tempo!! Conheça mais deste belo palácio, através do vídeo que fiz lá.

Tendo coberto os principais pontos da cidade, agora era voltar pro hotel, me refrescar e tentar sair à noite, para ver o mercado de Madurai, uma outra atração da cidade. O mercado ferve e naquele dia, especialmente, estava a mil! Não percam o próximo episódio de nossa viagem por Madurai!

por Banjara Soul

contato: canalbanjarasoul@gmail.com

Madurai – A Atenas do Oriente

Com este título bastante chamativo, alguns até diriam que exagerado, Madurai é uma das cidades mais antigas do mundo e, devido a sua riqueza cultural e histórica, é chamada de “A Atenas do Oriente”.

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Madurai fica no estado de Tamil Nadu, no sul da Índia e, é a terceira mais populosa cidade do estado. Nela, você sente a cultura Tamil de raiz, seja nos monumentos históricos, no jeito das pessoas ou na culinária local.  Madurai é, definitivamente, uma cidade que não pode faltar na sua lista.

Já sonhava em conhecer a cidade há anos, desde que vi as fotos dos majestosos gopuram (torres) do Meenakshi Amman Temple. E, também, porque tenho uma ligação com o nome Meenakshi, a qual poucos sabem. Quando me casei no templo, na cerimônia hindu, o monge me pediu para escolher um nome indiano, para facilitar na hora de conduzir as orações. Nada de errado com meu nome, mas já que assim ele pediu, eu comecei a pensar em um nome que combinasse comigo. E, escolhi Meenakshi. A escolha foi apenas porque o som do nome me pareveu belo, mas mal imaginava eu que este nome tinha muito mais coisas a revelar. Mal imaginara que Meenakshi, a deusa, na verdade, fora uma princesa.

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Meenakshi é conhecida como a deusa invencível, já que quando princesa, foi treinada nas artes marciais, arco, flecha e luta com espadas. Ela era considerada invencível e indomável, fato comprovado na época, quando seu pai, o rei, decidiu casá-la aos 21 anos. Meenakshi, então, respondeu a ele que só se casaria com o homem que conseguisse derrotá-la em uma batalha.

Os pretendentes trouxeram vários presentes e peças valiosas para a princesa, mas isso não a impressionou e ela continuou relutante, dizendo que só de casaria com quem conseguisse derrotá-la em uma batalha. Como nenhum dos pretendentes conseguiu vencê-la, seu pai desistiu de casa-la e fez com que ascendesse ao trono, como lhe era de direito.

Alguns anos depois, Meenakshi viaja para o Monte Kailash, onde finalmente encontra alguém à sua altura: O guerreiro Sundareshwara, quem acredita- se ser o próprio Shiva. Assim, os dois voltam para Madurai e se casam.

Ou seja, Meenakshi era uma princesa à frente de seu tempo, um modelo a ser seguido hoje, sobretudo pelas indianas, que ainda não podem, em sua maioria, escolher seu futuro parceiro.

Hoje, Meenakshi e seu marido, Sundareshwara são lembrados e adorados no Meenakshi Amman Temple, um dos maiores ícones do Hinduísmo.

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O templo tem mais de 2500 anos, mas a forma atual, foi reconstruída no século 17, pela dinastia Nayak, já que grande parte dele havia sido destruído pelos invasores muçulmanos e, suas estátuas e obras valiosas, saqueadas.

Se o templo chama a atenção por fora, com suas torres coloridas e cheias de detalhes, por dentro, ele ainda é mais impressionante, com os milhares de pilares e as esculturas que decoram o santuário. Um lugar místico, um lugar onde é proibido entrar com celulares ou cãmeras. Um lugar onde você consegue ter uma experiência quase transcendental.

Quer saber mais sobre o templo?Não perca a nossa série de vídeos sobre Madurai, que começa com este aqui:

por Banjara Soul

Tirando a poeira do blog!

Olá, pessoal!

Tudo bom com vocês?

Já faz um tempinho que não escrevo aqui. Na verdade, acabei dando destaque demais ao nosso canal do Youtube e deixando nosso antigo e bom blog meio que jogado às traças…tadinho.

Acabei de voltar de uma aventura, ou melhor, de uma viagem a duas cidades importantes no sul da Índia: Trichy & Madurai.

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Ambas estavam na minha lista desde que comprei um guia turístico sobre a Índia e lá falava dos belíssimos templos destas cidades. Mês passado, estava com tudo pronto para conhecê-las, quando adiaram a viagem de negócios do meu marido e, não tínhamos com quem deixar nossos filhos de pêlo (nossos dois gatinhos). Portanto, tive que adiar a viagem. Felizmente, consegui o reembolso do hotel, mas as passagens, acabei perdendo todas. Porém, finalmente minha hora chegou e, neste último fim de semana, dei uma emendada no feriado de Dusshera e, finalmente fui explorar estas cidades antiqúissimas e com tanta história para contar.

E, no artigo seguinte, conto tudo para você sobre como foi esta viagem a Madurai e Trichy.

Um abraço e continuem conosco!

por Banjara

Encontro Banjara em Chennai

Olá, pessoal!

Semana passada, estive em Chennai, para o casamento de um colega de trabalho e, convidei uma pessoa muito especial para participar deste evento comigo. Como ela estaria vindo ao sul da Índia de qualquer forma, aproveitei não só para convidá-la para o casório, mas também, para conceder uma entrevista aos nossos inscritos para contar mais um pouco de suas aventuras pelo mundo afora. De quem estou falando? Da querida Ana Brogliato, do canal e blog Viagens & Beleza.

http://www.viagensebeleza.com/

Nesta entrevista, ela nos conta como a Índia surgiu na vida dela, como viaja sozinha no país e muito mais detalhes de suas aventuras por este mundão!

Se você ainda não conhece o trabalho dela, não deixe de visitar o blog e canal de mesmo nome, pra obter dicas valiosas de roteiros, viagens e produtos de beleza.

Um abraço e até a próxima!

por Banjara

Banjara Soul em Amsterdã

A chegada

Olá, pessoal!

Hoje venho contar como foi o meu passeio de 1 dia em Amsterdã.

Bem, a princípio, o meu vôo estava marcado para sair de Bangalore para Paris (Air France), de Paris a Amsterdã (KLM) e, no dia seguinte, depois do almoço, Amsterdã- Rio. Segundo a passagem aérea que comprei, eu chegaria em Paris pela manhã e teria 13 horas para passear pela cidade até o meu vôo para Amsterdã. Porém….não foi bem assim que aconteceu.

Um dia antes, no dia 22, ao entar fazer o check-in na página da Air France, eis que recebo a notícia bombástica de que eles entrariam em greve no dia…adivinhem? Dia 23, bem a data do meu vôo. Fiquei nervosa. Havia a possibilidade de mudar a data da viagem, mas pedir férias novamente na minha empresa ia ficar complicado e eu já tinha deixado tudo esquematizado no escritório. Sendo assim, liguei para a Make my Trip, website no qual comprei minhas passagens e, recebi a alegre notícia de que haviam me remanejado para outro vôo no mesmo dia e horário: Bangalore- Amsterdã, pela companhia indiana Jet Airways.

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Sim!! Minha viagem ao Brasil iria acontecer!! Porém, sem aquela passagem básica por Paris, mas até que gostei, já que eu estava mais animada para conhecer Amsterdã do que Paris, na verdade.

Sendo assim, após cerca de 11 horas de vôo, eis que cheguei em Amsterdã. O aeroporto é muito bem sinalizado e super fácil de encontrar tudo. Logo ali em frente, já saem os ônibus que te deixam no centro da cidade em 20 minutos.

Aluguei uma diária no Quentin England Hotel, no bairro de Leidsplein. Segundo a informação que me passaram, eu deveria pegar o ônibus em frente ao aeroporto e descer antes do ponto final. Porém, por descuido, acabei descendo no ponto final e tive que andar mais do que pretendia, e com uma mala pesada, já que devido a mudança de vôo, não deu para despachar minha mala até o Brasil direto. Se o hotel é bom? Como eu não queria dividir o quarto com ninguém, o Quentin England Hotel foi uma das opções com quarto individual e banheiro mais baratas que achei. O quarto é minúsculo e o café da manhã não estava incluso na diária. Mas, para uma noite, estava de bom tamanho. Recomendo, sim.

Muitos pontos da cidade contam com wi-fi, mas uma hora, perdi a conexão e, ainda estava perdida, tentando achar meu hotel. Foi nessa hora, que eu tive que contar com a boa vontade e simpatia dos holandeses. Abordei uma moça, que me ajudou e me deu a direção com muita simpatia. Porém, ao chegar perto do hotel, eu me perdi de novo. Sabia que estava muito perto, mas não conseguia encontrar o famigerado hotel. Sendo assim, parei em uma loja de aluguel de bicicletas e, novamente, um atendente holandês me ajudou, com muita simpatia e boa vontade. Me deu um mapa e, ainda escreveu no mapa que rua entrar e qual rua não entrar. Sendo assim, ficou fácil. Depois de dez minutos, finalmente achara o hotel. Era a tão esperada hora de me livrar da minha mala e sair pras ruas para fotografar e filmar!

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Banjara Soul em Pondicherry

Olá, pessoal! Tudo bem??

   Gosta de praia, andar a beira mar, cafes e bons restaurantes? Então, não pode deixar de ir a Pondicherry, a antiga colônia francesa na Índia. Já falei de Pondicherry aqui no blog quando estive lá há 6 meses, mas foi uma visita curta, pois queria fazer Mahabalipuram e Pondicherry no mesmo dia.

Porém, desta vez, fui levar meu marido, que sempre falou que queria conhecer Pondicherry e passamos dois dias tranquilos por lá.

   Se você esta de passagem pelo sul da Índia, não pode deixar de visitar a charmosa cidade, que em muito vai te lembrar alguns lugares do nosso Brasil.

   Então, pegue um café e sente-se, porque lá vem estória!

Pondicherry – Um breve resumo

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Pondicherry é um Estado da União, localizado nas proximidades de Tamil Nadu. Pondicherry já teve presença holandesa, inglesa e portuguesa, mas foi a presença francesa, a que mais se destacou e deixou marcas profundas na cultura local. A famosa French East India Company, definiu a cidade como sede de seu governo, em 1674, dividindo a cidade em French Quarters (Bairro francês) e Indian quarters (bairro indiano). Hoje, quase 500 anos depois, Pondicherry é um destino turístico bastante popular entre indianos e estrangeiros. Não é difícil encontrar franceses e outros europeus vivendo na cidade. Além da presença marcante da arquitetura francesa, Pondicherry também tem várias outras atraçõe2qs como Auroville e Paradise Beach.

Como chegar

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Pondicherry ou Pondy, como é carinhosamente chamada, está bem conectada pelo ar e pela terra com as maiores cidades indianas. Há alguns vôos diretos para Pondicherry, mas são escassos e costumam ser caros. Por isso, a maioria das pessoas acaba optando por voar até Chennai e, de lá, pegar um ônibus ou táxi até Pondy. São pelo menos 3 horas de estrada até chegar na Riviera Francesa indiana. Caso queira o telefone e nome do taxista, me mande uma mensagem inbox, que eu passo para vocês.

  Mas, caso  já estejas no sul da Índia, como eu, você pode optar pelo trem ou ônibus. Há, pelo menos, três agências rodoviárias que fazem o percurso Bangalore- Pondicherry, sendo elas SRS Travels, Sharma Travels, Royal Travels e Greeline Travels. A maioria delas oferece onibus leito noturno. Quando falo onibus leito, é leito mesmo, com camas e travesseiros, para você ter uma viagem bem comfortável.  Saindo de Bangalore, são 7 horas de ônibus. Você sai de Bangalore às 22:30 ou 22:00 e chega às 5:00, 6:00 da manhã em Pondy.

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Onde ficar

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Hotel Promenade- Um dos melhores hoteis da cidade

Há uma enorme variedade de hotéis e guesthouses para todos os tipos de turistas e bolsos. Como só iríamos ficar uma noite e o hotel seria apenas para dormir, escolhemos um local simples, mas limpo e bem localizado, chamado La Ville Creole. É uma casa antiga, em estilo francês, na White Town, pertinho da praia. Ótima localização e dá para ir andando até os principais pontos turísticos da cidade.

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Como se locomover em Pondy

  Para conhecer a parte turística da cidade, a maioria dos turistas opta por fazer o trajeto a pé ou de bicicleta. Praticamente quase todos os hotéis da região oferecem aluguel de bicicletas ou tour guiado, para quem quiser aprender mais sobre a história do local. Como iríamos visitar alguns lugares que ficavam 25 ou 30 mins do centro de Pondy, decidimos alugar uma scooter, ou lambreta, e, foi realmente a melhor opção. O aluguel da lambreta saiu pela bagatela de 300 rúpias por dia. Você pode optar também, pelos autoricksaws, mas como é um lugar turístico, a maioria vai acabar cobrando muito mais do que o normal para te levar por aí.

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Onde comer em Pondy

Como Pondy é um pequeno paraíso gastronômico, melhor você não incluir o café da manhã em sua reserva no hotel. Assim, poderá se aventurar pelos diversos cafés da cidade e experimentar os deliciosos croissants e doces franceses que eles oferecem. Se você chegar bem cedo na cidade, como nós, corra para a orla e procure pelo Le Café. O Le Café é um restaurante bem na beira-mar, que funciona 24 horas, onde você pode tomar seu café, comer um omelette e assistir ao pôr do sol. Porém, no horário que visitamos o local, por volta das 7:00, o cardápio estava meio fraquinho. Eles só tinham pão com omelette e café au lait.

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   Mas, se quiser tomar um café da manhã divino, daqueles que estamos acostumados no Brasil, com muita fartura, corra para o Hotel Promenade. Eles servem um buffet no café da manhã, que inclui, croissants divinos, doces saborosos, omelete feito na hora, salsichas com ervas, batatinhas sautée, frutas, sucos e pratos do sul da Índia. Achei o preço bom para o que eles servem, ainda mais porque no final, você ainda é contemplado com um forte e encorpado café espresso. O preço? 540 rúpias, ou cerca de 26 reais.

Para almoçar e jantar, há outros restaurantes maravilhosos, também. Destaque especial para:

  1. Le Dupleix – O tenderloin steak é simplesmente maravilhoso

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2. Le Maison Rose – Destaque para a torta de amêndoas. O ambiente é maravilhoso, também, especialmente à noite.

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3. Satsanga – Pratos da culinária italiana e francesa muito bem feitos. Atendimento excelente, também.

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O que ver e fazer em Pondy

Há muitas atracoes em Pondy e aconselho o viajante a tirar dois dias para Pondy.

No próximo post, conto para vocês sobre as atividades disponiveis em Pondicherry!

Enquanto isso, nao deixem de visitar meu canal no Youtube e conferir os videos de Pondicherry!

Um abraço e ótima viagem!

por Banjara

Canal Banjara Soul – E-mail novo

Olá, pessoal!

Tudo bom?

Primeiramente, queria agradecer a todos vocês que disponibilizam seu tempo para me escrever, seja aqui no blog, no canal, no Facebook ou no Instagram.

Muitos de vocês me escrevem para o meu e-mail antigo, o qual divulguei várias vezes aqui no blog. Porém, como os e-mails de vocês estavam se confundindo com outros e eu, infelizmente, acabei demorando para ler vários deles, decidi organizar as coisas e criar um e-mail só para perguntas relacionadas aos assuntos abordados aqui no blog e lá no nosso canal do Youtube.

Portanto, anote aí o nosso novo e-mail:

canalbanjarasoul@gmail.com

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Seja sobre a Índia ou a Ásia em geral, fique a vontade pra enviar sua pergunta. Prometo que responderei o mais raṕido possível. Afinal, este é o objetivo por trás da criação de uma conta de e-mail para nosso canal.

Um abraço e ..aguardo os e-mails de vocês!

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por Banjara Soul