México- Conhecendo a região de Bajio- Parte 1

Quase seis meses já se passaram desde que cheguei do México, mas fiquei devendo contar para vocês, como foi a experiência de ter vivido lá por dois meses e, claro, sobre os passeios que fiz.

Uma das cidades nas quais eu passei mais tempo, devido ao trabalho, foi a cidade de Irapuato, na região de Bajio. A região de Bajio é bem conhecida no país, por ser o pólo automobilístico do país e onde, empresas como Toyota e Nissan construíram suas fábricas.

A região do Bajio engloba os estados de Águas Calientes, Jalisco, Guajanuato e Querétaro. Nestes estados, encontram-se cidades e povoados incríveis como Guadalajara, San Miguel de Allende, entre outros.

Infelizmente, não consegui visitar todas as cidades e “pueblos” que queria, mas consegui sim, visitar vários lugares e ter uma idéia da beleza natural e da riqueza cultural do México.

Hoje, vou apresentar para vocês, uma pequena cidade que fica no estado de Guajanuato e que é conhecida como a capital nacional do morango. Estou me referindo a Irapuato!

Como chegar a Irapuato

Irapuato não é um destino imperdível se você está de férias no México e tem dias contados. Seria um destino para quem mora ou trabalha por lá e gostaria de acrescentar mais uma cidade em seu currículo de viajante. Como turista, o mais perto que você irá chegar de Irapuato, será indo a Guanajuato ou San Miguel de Allende.

Mesmo assim, caso você queira ir….

Se mora na região do Bajio, há diversas opções, como ônibus de turismo ou vans. Caso venha da Cidade do México, o seu ônibus sairá do Terminal Lázaro Cárdenas e a viagem deve durar umas quatro horas. Há diversas companhias que fazem este trajeto ou, que param em Irapuato, no caminho para Guanajuato. E, vale ressaltar aqui, que os ônibus de viagem mexicanos são excelentes. Algumas empresas possuem ônibus estilo 1a classe, com assentos individuais, tv com touch screen e lanchinho.

A empresa ETN oferece ônibus deste padrão para diversas cidades no país

O que fazer em Irapuato

Apesar de ser uma cidade pequena, Irapuato possui diversas atrações turísticas, com destaque para o Centro Histórico e suas belíssimas igrejas. No centro histórico, o grande destaque é a bela Plazuela Miguel de Hidalgo, onde fica a Fuente de Las Aguas Danzarinas. Ali, em volta da praça, há o mercado popular de Miguel Hidalgo e, várias igrejas centenárias, como a Catedral de Irapuato .

Onde comer

Há várias opções de restaurantes no centro histórico da cidade. Um dos meus prediletos, na verdade, é o Café Valakia, que fica em um sobrado histórico e colorido, tem tanto sanduíches como refeições tradicionais mexicanas e também, um delicioso café. Como é um sobrado, o grande barato é sentar no segundo piso e sentar-se à varanda, para apreciar a beleza da cidade e observar os transeuntes.

Caso você queira algo mais ocidental, sugiro que dê uma esticada até o shopping Plaza Cibeles, onde não só dentro do shopping há várias opções, mas ao redor, também, incluindo uma churrascaria brasileira!

Caso seu lance seja mais um junk food, em frente a churrascaria fica o Carl’s Jr., a famosa rede de fast food (deliciosa, por sinal!) americana.

Enfim, Irapuato é um lugar muito agradável para passar um dia de sábado, principalmente, pois poderá ver como as famílias mexicanas se divertem e curtem seu fim de semana.

Porém, infelizmente, parece que Irapuato não é uma cidade muito segura. Eu mesma, recebi inúmeras recomendações do meu escritório antes de ir para lá. Mesmo assim, no final, por causa da demanda do trabalho, ficava mais tempo lá do que na Cidade do México! (Vai entender, né?) Graças a Deus, eu nunca enfrentei nenhum problema na cidade, tirando alguns motoristas de táxi “engraçadinhos”, tentando flertar comigo após descobrirem que eu era brasileira. Mas, nada que um bom “chega pra lá” em espanhol não resolva.

Porém, os próprios motoristas e pessoas com quem convivi na cidade, sempre me alertavam para não ficar andando sozinha depois de escurecer, para não ficar tirando fotos e explorando a cidade sozinha… Bueno…..estive no Centro Histórico pelo menos umas três vezes, fotografei, filmei, comi, etc. Nada aconteceu e, claro, eu sempre fiz isso, durante o dia e, na presença de várias pessoas. Por isso, talvez, tenha conseguido voltar sã e salva para o Brasil (rs).

Mas, acredite: há inúmeras cidades dos Estados Unidos que são dez vezes mais violentas que Irapuato, certamente, mas o bode expiatório, claro, é sempre a América Latina.

O México é lindo, as pessoas são maravilhosas, têm muito carinho pelo Brasil e, não deixe a mídia fazer uma lavagem cerebral. Vá ao México e veja com seus próprios olhos a maravilha de país que é.

Eu amei e não vejo a hora de voltar!

por Banjara

Afiando os dentes na Indonésia

Não entendeu nada? Bem, eu vou explicar.

No mundo inteiro, como se tem conhecimento, há inúmeros padrões de beleza e, claro, rituais relacionados ao assunto. Aqui no blog, já abordamos vários deles, como as mulheres girafas da Tailândia, a “monocelha” no Tadiquistão, só para citar alguns.

A Indonésia, apesar de ser um país muçulmano, ainda conserva muitas de suas tradições tribais, como a mutilação genital feminina (também já escrevemos sobre isso) e, a tradição que venho lhes apresentar neste artigo.

Na Indonésia, mais precisamente na bela ilha de Bali, há um interessante costume seguido por várias mulheres ao atingir a idade adulta: o afiamento de dentes.

Sim, é isso mesmo que você leu. Em uma pomposa cerimônia (dependendo das posses de casa família, obviamente), a jovem é adornada com belas vestes tradicionais, jóias e, além de uma cerimônia religiosa, há o clímax, que é justamente, a hora que o monge local vai afiar os dentes da moça.

Ficou curioso para saber como é esta cerimônia?

Selecionei dois vídeos para que vocês conheçam mais esta tradição asiática.

E aí? O que achou deste ritual? Deixe seu comentário aqui!

Um abraço e até a próxima!

por Banjara

Notícias da Banjara

Olá, pessoal!

Sim, eu sei que faz tempo que não dou as caras por aqui. Mas, a vida ficou meio louca por estas bandas. Todo início de algo é complicado e, voltar ao seu país depois de 12 anos, é realmente um desafio em todos os sentidos. As coisas mudaram muito desde que saí daqui em 2007. Muitas, creio, para pior, sobretudo a alienação e ignorância da nova geração, fato que sempre é assunto entre e meu marido.

Sei que muita gente está me cobrando vídeos novos lá no canal, também. Na verdade, tenho dezenas de vídeos inéditos, do México e daqui do Brasil, também, de lugares que visitei desde que cheguei. Porém, assim como meu ritmo de vida e muitas coisas mudaram desde que cheguei, o canal deixou de ser uma prioridade. Precisava de um tempo também, para me adaptar a minha própria terra.

Mas, em breve teremos vídeos inéditos sim e, se vocês pensam que a Índia não será mais tema de nossos vídeos, estão muito enganados. Estou estudando, fazendo alguns cursos de especialização e, muito em breve, quando o tempo permitir, farei vídeos novos sobre a nossa querida Índia.

Falando na Índia…”Juliana, você não tá com saudade da Índia, não?”- vocês devem estar perguntando. Sim, com certeza. Saudade de várias coisas, sobretudo de ver os jovens se esforçando tanto e dando a vida pelos estudos, coisa que realmente admiro não só na Índia, mas na Ásia, e que falta muito por aqui ainda. Porém, o momento atual é no Brasil e, na hora certa, provavelmente, depois de alguns anos, voltaremos para a Índia. Tenho quase certeza disso.

Por enquanto é isso. Continuem ligadas no canal, que em breve teremos novidades.

Um abraço e até a próxima!!

por Banjara

Notícias -Plantão Banjara Soul

Olá, pessoal!

Tudo bom?

Como tem muita gente perguntando, resolvi fazer um post aqui no blog.

Na verdade, ainda quero fazer um vídeo, mas hoje, além de eu estar com a vida muito corrida (trabalhando, estudando pra concurso, ajudando o marido a se adaptar e cuidando dos gatos), ainda, acontece, como hoje, de ser acometida de uma crise de rinite e estar com uma cara maravilhosa, com os olhos menores que os do Jaspion.

Recebi muitas mensagens no Youtube, de pessoas preocupadas, perguntando o porquê de eu não estar mais na Índia, se aconteceu alguma coisa e tal. Vocês adoram uma fofoca, hein?

Mas, brincadeiras à parte….não aconteceu absolutamente nada na Índia que me fizesse querer sair de lá correndo. Tá, é verdade que eu e meu marido não curtíamos morar em Bangalore, pois detestei a cultura do sul do país. Mas, isso é assunto para outro post. O que me fez mudar mesmo, foi a vontade de estar perto da minha mãe, já que ela tem 88 anos! Afinal, foram 12 anos longe do Brasil, com vindas anuais ao Brasil, sobretudo nos últimos seis anos e, a cada ano, vendo como a saúde dela se deteriorava. Não, eu não tenho condições emocionais de receber uma notícia de que minha mãe partiu estando do outro lado do mundo, nem o sentimento de culpa por não ter passado os últimos anos ao lado dela. Portanto, conversei com meu marido a respeito e, ele foi a primeira pessoa a me incentivar a voltar.

Sendo assim, voltei. Mas, antes de voltar definitivamente ao Brasil, eu passei dois meses no México, em um projeto da minha empresa. Acabado o projeto, voltei às terras brasileiras e cá estou, novamente, vivendo no meu amado Rio de Janeiro.

Para mim, também é uma readaptação diária e a comparação com a Índia é inevitável. Há pontos, em que o Brasil dá de 10 a 0 na Índia. Já em outros, a Índia dá um banho no Brasil. Acho que isso também daria um vídeo, não acham?

Muita gente me pergunta se eu não volto mais à Índia. A Índia faz parte da minha vida desde 2012. Foi um país que me acolheu, que me recebeu de braços abertos (o país recebeu. Quem não recebeu foi o sogro, né?), foi tão desafiador, ao ponto de me fazer sair do comodismo e me fazer ir à luta a cada momento. Foi cansativo, na Índia, mas tive muitas conquistas.

Hoje, estou trabalhando que nem gente grande no Brasil, pela primeira vez. Quando eu morava aqui, eu dava aulas em cursos e mal tinha carteira assinada. Tinha acabado de me formar e pensava em fazer mestrado ou concurso público. Foi quando apareceu a chance de ir novamente ao Japão, trabalhar representando o Brasil e eu, larguei tudo e fui. Por isso, nunca aprendi sobre CLT, imposto de renda, tíquete refeição, vale transporte….Tô aprendendo agora. (rs)

Mas, apesar de estar trabalhando para o setor privado, eu quero mesmo é ser servidora pública. |E, para isso, estou estudando desde quando ainda estava na Índia.

Sem mais delongas….prometo fazer um vídeo em breve, contando tudo sobre esta mudança e adaptação (tanto minha quanto do meu marido) e, enquanto isso, continuem me seguindo lá no Insta, onde eu sempre posto fotos maravilhosas do Rio de Janeiro, cidade que amo e que me encanta a cada dia.

No mais, beijos e obrigada pelo carinho de todos vocês!!!!

Namaste.

Bom dia, Brasil!!

Olá, pessoal!

Depois de quase dois meses no México, chegou a hora de voltar ao Brasil. Após cerca de 10 horas de viagem, cheguei no último domingo em terras cariocas, mais uma vez com a nossa simpática Copa Airlines.

O México realmente é um daqueles lugares que te conquista e deixa saudades. Não consegui visitar todos os lugares do México que figuravam em minha lista, mas, pelo menos, consegui conhecer bastante coisa e, preparem-se! Afinal, tudo foi registrado em vídeo e, em breve, teremos muito deste conteúdo aqui no blog e no nosso canal do Youtube. (Canal Banjara Soul é o nome, caso você não tenha nos visitado ainda)

Então, continuem ligados no nosso conteúdo nas redes sociais para continuarmos trocando idéias sobre viagens e afins.

Depois da Ásia, chegou a hora de explorar a América Latina!! Embarque comigo em mais esta aventura!

Até a próxima, pessoal!

por Banjara

Viajando com pets na Índia

Olá, pessoal! Hoje venho contar a vocês como foi a nossa saga para viajar com nosso dois gatos pela Air India, saindo de Bangalore e indo para Mumbai.

Você, brasileiro ou falante de português, que deseja viajar com seu animal de estimação na Índia, tenha em mente algumas coisas:

  1. A Índia não é um país pet friendly, por mais que pareça, já que adoram vacas e ratos.
  2. Somente a Air India permite que os pets voem na cabine com você, inseridos em suas devidas bolsas ou caixas de transporte e, de preferência, animais com menos de 5 kg (incluindo o peso da bolsa ou caixa).
  3. A Jet Airways permite que os animais viajem no porão do avião, com o custo adicional de 5,000 rúpias por animal. Porém, como a Jet Airways está mal das pernas e a Índia não é um país pet friendly como citei acima, eu não quis correr o risco.
  4. Das companhias de baixo custo, parece que a Spice Jet aceita que os animais viajem no porão do avião. Minha colega indiana de escritório, transportou os dois gatos de Bangalore até Delhi e os gatos chegaram vivos, graças a Deus.

Por mais que muitos indianos de classe média alta hoje tenham animais ( a maioria, cachorros), viajar com seus bichos não é uma tarefa fácil.

Antes de eu contar nosso relato do vôo e pré-embarque no famigerado Kempegowda International Airport, vamos falar primeiro, do que seu animal vai precisar para viajar dentro da Índia.

  1. Fit to fly certificate assinado pelo médico veterinário e cuja data deve ser, pelo menos, uma semana ou quinze dias antes do vôo (verificar com a companhia aérea, pois isso pode mudar).
  2. Vacinação em dia
  3. Vermífugos em dia

Não recomenda-se dopar os animais, já que cada animal reage diferente ao remédio e, devido a altitude e a pressão dentro da cabine, os resultados podem ser desastrosos. Portanto, só dê calmante ou qualquer outro tipo de tranquilizante se o veterinário assim o disser e, se for de extrema necessidade. Caso contrário, não!

Sakura
Leo….super estressado desde casa

Munido destes documentos, você terá agora, que chegar um pouco mais cedo do que o normal no aeroporto, no dia do seu vôo e informar no balcão da Air India que seus pets estariam viajando contigo. Como viajar com pets não é comum na Índia, não se surpreenda se o atendente parecer ignorante ou se não souber a diferença entre um gato ou cachorro. Eles também não saberão quais documentos você precisará e tão pouco qual o peso permitido para que animais viajem na cabine. Por isso, haverá muitas ligações do atendente para seu gerente, do gerente para não sei quem e, no final, claro, a autorização (ou não) do comandante da aeronave. Se ele disser que seu animal não embarca, então, prepare-se para sentar e chorar e planejar um plano B. Meu plano B seria comprar uma caixa de transporte e levar os gatos no porão. Há também, a opção de ir de trem, que é bem menos burocrática para transportar animais, porém, além de não se conseguir bilhetes em cima da hora, você só pode transportá-los na 1a classe.

Depois de muita tensão, um agente da Air India aparece e me chama para pagar a taxa dos animais. Sim, eles cobram como bagagem adicional. 500 rúpias por quilo. No total, paguei 6,000 rúpias pelos dois gatos.

As passagens dos meus gatinhos

Faltavam apenas 20 minutos para o avião decolar e , nós ainda estávamos dentro do aeroporto, pagando a taxa de bagagem adicional. Meu marido, já xingava seus ancestrais do Rajastão e eu, tinha certeza que não conseguiríamos embarcar. O agente, me respondeu que sim, e garantiu que o vôo estaria esperando por nós. Meu Deus! Já imaginei o avião inteiro xingando a gente, amaldiçoando meus animais….enfim, aquela cena Bollywoodiana.

Mas, uma das partes mais tensas, ainda estava por vir. A parte de passar com eles pelo detector de metal. Primeiro, a policial que estava ali, perguntou o que era naquela bolsa. Eu disse: “Its a cat!” Ela entendeu: “Its a cake!” Ficou cinco minutos achando que era um bolo e eu tentanto explicar que era um gato. Meu marido foi e falou em hindi, que era um gato e não um bolo. Aí, ela se assustou. Não sabia o que fazer, mas queria que eu enfiasse os animais no detector de metais junto com as bolsas e eletrônicos.

Eu e meu marido, claro, recusamos e explicamos que isso não poderia ser feito, devido a radiação (e você acha que ela tem alguma idéia sobre radiação?). Enfim, um oficial de segurança chegou para acabar com aquela palhaçada. Deu uma bronca em todos os outros pseudo seguranças e disse para nós: – “Desculpe o incômodo. Eu sei que vocês têm todos os documentos e sabem muito bem o que é necessário para viajar com um pet, mas esse povo aqui é muito ignorante e precisa aprender uma lição”. Depois de dar um sermão nos seguranças, ele pediu cada um dos documentos e mostrou a eles como deveriam ser conferidos. Ainda explicou como os animais deveriam ser retirados das caixinhas e passados, junto de seus donos, pelo detector de metais e, não, na máquina, junto com as malas.

Não foi fácil passar com os gatos pelo detector. Eles ficaram desesperados. Sakura, que passou com meu marido, agarrou no pescoço dele e a camisa dele rasgou. Leo, que passou comigo, ficou num desespero total, mesmo de coleira, criou um pandemônio, me arranhou e eu entrei no vôo sangrando em dois lugares.

Pensam que acabou? Parecia que até o último minuto, aquela merda de cidade chamada Bangalore não queria deixar a gente ir. A decolagem foi tensa, com muita turbulência e, Leo, tadinho, se chacoalhava dentro da bolsa. Finalmente, depois de uns vinte minutos de tensão, o avião estabilizou. Mas, os gatos começaram a miar incessantemente, principalmente Leo, que estava nitidamente, odiando aquilo tudo. Fiquei com muita pena dos gatinhos, mas é o que eu digo: Uma vez adotados, adotados para a vida toda. Ou seja: A hipótese deixá-los para trás, jamais passara por nossa cabeça.

Apesar de todos os contratempos e o stress, mesmo não sabendo direito da política de pets, todos os funcionários da Air India se esforçaram ao máximo para que pudéssemos embarcar com nossos gatinhos.

E, de brinde, a passageira do meu lado gostava de animais e ficou perguntando várias coisas sobre os gatinhos e sobre os procedimentos para viajar com eles.

Meus gatinhos chegando em Mumbai. Ufa!

Finalmente, chegamos em Mumbai e fomos para a Airbnb, onde, finalmente, meus gatinhos poderiam comer, dormir e usar o banheiro.

Mas, a nossa saga estava só começando!!!

Ainda tinha o vôo Mumbai- Rio de Janeiro, o qual eu conto em uma próxima oportunidade, pois só de lembrar já me dá calafrios!!!

por Banjara

Banjara, onde você está agora?

Olá, pessoal!

Como ando tirando a poeira do blog e postando vídeos de viagens que fiz nos últimos seis meses, sei que tem muita gente que deve estar confusa e se perguntando: – Mas, Banjara, afinal, onde você está agora?

Bom, como contei nos posts anteriores, eu estou no México, em um projeto da minha empresa, e devo ficar aqui mais algumas semanas, creio eu.

Porém, antes de sair da Índia, eu viajei pela Singapura, Malásia, Sri Lanka, dei uma passada em Mumbai….E, por isso, vocês verão muitos posts e vídeos (lá no canal) destas aventuras.

Mas, se você quer mesmo saber em tempo real onde a louca da Juliana está, eu sugiro que você acompanhe o meu canal no Instagram, onde quase que diariamente eu atualizo, postando fotos aqui do México ou de onde eu estiver no momento.

Ainda não se inscreveu? O nome é Canal Banjara Soul. Clicou e..pronto! Você terá um pouquinho do mundo aos seus pés.

O Insta tá sempre atualizado!!

Enquanto eu não atualizo o canal do Youtube…vamos seguindo por aqui, com o posts do nosso blog.

Beijos e até breve!

por Banjara

Adeus, Singapura. Chegando na Malásia.

O terceiro dia em Singapura começou com o checkup no hotel, já que naquela manhã, eu iria pegar o ônibus para Kuala Lumpur, na Malásia.

Como gosto de viajar de ônibus e li reviews na internet de que a viagem de Singapura à Kuala Lumpur levava apenas seis horas, incluindo os trâmites da imigração, eu achei que seria uma boa e, comprei minha passagem de ônibus. Há várias empresas rodoviárias que fazem este trajeto e, o preço varia conforme o luxo que o ônibus pode oferecer.

Pelos meus cálculos, eu devia chegar em KL lá pelas 14:00, o que ainda me permitiria ver várias atrações turísticas. Porém, não foi bem assim. Não foi bem assim, graças ao lerdo do motorista do ônibus, um indiano do sul, que até para falar algo, emanava preguiça. Eu só via os outros ônibus que fazem o mesmo trajeto ultrapassando o nosso. Fui ficando estressada. Resultado: Cheguei em KL lá pelas 16:00, o ônibus que nos trouxe, nos largou em um ponto lá, onde entramos numa van e aí, pegamos um trânsito infernal até chegar próximo a Bukit Bintang. Resumindo: Devo ter chegado no meu hotel depois das 17:00, cansada, com calor e com mais raiva porque meu marido estava certo: eu devia ter ido de avião. Afinal, era um vôo de apenas uma hora. Eu sou teimosa, eu sei. E às vezes, eu pago o preço.

Mas, ainda falando de cruzar a fronteiras entre os dois países de ônibus, eu utilizei a empresa Eltabina, que é bastante conceituada (apesar da experiência negativa com a lerdeza do motorista). Para quem quer viajar num sistema 5 estrelas, eu sugiro o único de luxo da Transtar. Mas, além destas duas que citei, há diversas outras empresas que fazem o trajeto. Sugiro que você adquira todas as suas passagens com antecedência, ainda mais se sua viagem coincidir com alguma data festiva ou férias em um dos dois países. Eu usei o site Easybook, que é excelente e tem opções de passagens de trem, ônibus e avião para todo o Sudeste Asiático, incluindo Tailândia, Vietnã, etc. Aqui vai o link:

https://www.easybook.com

E como é o processo de imigração entre os dois países?

Esta parte, foi super descomplicada. Como nós, brasileiros, não precisamos de visto para nenhum dos dois países, tudo se torna fácil. Basta mostrar o passporte e…carimbo nele!

Chegando em Kuala Lumpur…..

Pelo menos, para compensar o cansaço, o hotel era bem simpático e ficava numa ótima localização: Medan Tuanku, ao lado da estação de monorail (monotrilho). O hotel se chama Tune Hotel. Como há vários hotéis desta mesma rede, é bom ficar atento para não ir parar em outro hotel do mesmo nome, em outro bairro. O hotel é bom, comfortável e bem localizado. Este hotel segue a linha a la carte, na qual você faz o seu preço, escolhendo o tipo de serviço que quer incluir na diária, como tv, toalha, etc. Depois de bem instalada no Tune Hotel, eis que era hora de fazer uma boquinha e explorar as redondezas. Você conhece mais das redondezas de Medan Tuanku no vídeo abaixo:

Moda muçulmana em Medan Tuanku, KL, Malásia

Como não deu para fazer muita coisa no primeiro dia, graças a lerdeza do ônibus, voltei ao hotel para descansar e depositar energias para finalmente, no dia, seguinte, começar a desbravar esta cidade que sempre desejei conhecer!

por Banjara Soul

Singapura – Dia 02

O segundo dia em Singapura, seria meu último dia inteiro na cidade, já que na manhã do dia seguinte, eu iria para o próximo destino: A Malásia (muitos posts a caminho!).

O dia começou chuvoso, o que deu um certo desânimo, mas não deixei a chuva acabar com meus planos: peguei o metrô e desci na estação de Chinese Garden, onde fica o… (adivinha?) Jardim Chinês, como o próprio nome já diz. O Chinese Garden não é uma das atrações turísticas mais populares ou que entram no itinerário da maioria dos visitantes. Não, não é. Por isso mesmo, entrou no meu itinerário. Quando procurava atrações em Singapura, só encontrava coisas muito turísticas, caras e que não eram do meu interesse, como o super valorizado, Gardens by the Bay.

Acredite: O Chinese Garden é mil vezes melhor que o Gardens by the Bay. Não tem o mesmo apelo futurístico, mas é um local belíssimo, com paisagens de tirar o fôlego e onde você encontra muita, muita paz. Meu vídeo, não me deixa mentir.

O incrivel Chinese Garden

Depois de passar momentos agradabilíssimos no Chinese Garden, era hora de voltar para o centro da cidade e conhecer o próximo destino: Bugis. Bugis é um bairro super moderno, onde se encontram várias das atrações principais da cidade: Arab Street, Haji Lane, Malay District e, o Bugis Junction, com seu conglomerado de lojas e restaurantes.

Vamos conhecer cada um deles neste post:

Haji Lane– Gosta de publicar fotos no Instagram?Então, você vai adorar Haji Lane. É uma rua bem simpática, com muitas lojas, cafés e restaurantes hipster. Além disso, você vai adorar fotografar os grafites espalhados pelas paredes do local.

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Haji Lane
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Arab Street- Como o próprio nome já diz, é a rua dos árabes. Na verdade. é a rua dos muçulmanos. Nela, você vai encontrar diversos restaurantes turcos, marroquinos, libaneses, etc. Mas, a grande atração do local, e que vai te fazer bater diversas fotos, é, sem dúvidas, a bela Sultan Mosque (Mesquita do Sultão), com sua cúpula dourada. A mesquita foi fundada em 1824 pelo primeiro sultão de Singapura, o Sultão Hussein Shah. Mas, já aviso que os diversos restaurantes da Arab Street têm um preço meio salgado. Por isso, caso você esteja on a budget, eu sugiro que vá ao Kampong Glam Café, que oferece uma variedade de pratos da região, por um preço bem justo.

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Depois da Arab Street, voltei para a Bugis Junction, onde entrei em um dos inúmeros shoppings de lá para fugir do calor. Passado o calor, fui conhecer um lugar que me pareceu muito interessante, mas não encontrei no roteiro de quase nenhum turista: Chijmes

Chijmes hoje, é um complexo de restaurantes e lojas chiques, mas já foi um convento e um orfanato, com uma triste história em seu currículo: era onde as mães largavam seus bebês, em sua maioria, do sexo feminino. Porém, depois de uma reforma, o Chijmes virou um complexo de cafés e restaurantes, um lugar elegante e muito bem frequentado. Mas ainda, conservando sua cara de convento. Vale a pena conferir!

Saindo dali, fui conhecer a famosíssima Orchard Road, o endereço mais exclusivo de Singapura, uma espécie de Oscar Freire do Sudeste Asiático. A Orchard Road é boa para quem é escravo do consumismo e gosta de lojas de marca. Lá, você encontrará todas as marcas internacionais possíveis e inimagináveis. Também encontrará algumas lojas de departamentos japonesas, como a Takashimaya e a Sogo. Como estávamos pertinho do Natal, não tinha como não reparar na bela decoração natalina que enfeitava aquela rua. Ficou curioso para saber como é a Oscar Freire do Sudeste Asiático? Não perca este vídeo, então!

Para terminar o segundo dia no país, eu fui visitar a famosa Chinatown de Singapura. Porém, confesso que me decepcionei. É grande, com muitas lojas e restaurantes, mas achei limpa e organizada demais. Mais até que a Chinatown de Kobe, por exemplo. Você vai amar clicar vários selfies naqueles prédios bem conservados da Chinatown, mas achei nutella demais pro meu gosto. Mesmo assim ficou curioso pra ver? Aqui está!

Terminei meu dia com uma comidinha chinesa e voltei para Clarke Quay, onde eu me despediria daquela bela vista à noite. Afinal, era hora de partir para a Malásia!!

Ficou curioso para saber mais sobre este roteiro por Singapura? Escreva para:

canalbanjarasoul@gmail.com

por Banjara Soul

Casais indo-brasileiros- Algumas considerações

Recentemente conversei com uma amiga brasileira muito querida, a qual conheci na Índia, e que estava namorando um indiano. Já em terras brazucas, ela me trazia a notícia de que seu namorado havia chegado ao Brasil, estava morando junto com ela e a família, estudando português e, que estavam se preparando para o casamento civil.

Então, tive a certeza: Os seis anos de experiência na Índia, vendo e ouvindo muitos casos de casais indo-brasileiros, me deu um olhar quase de uma vidente. Não sou a sensitiva Márcia Fernandes, mas dá para ver facinho quando o indiano é um encosto na vida da moça.

Quando conheci este casal, lá em Bangalore, depois de conversar com o rapaz, tive certeza de que ele faria o necessário para ficar com sua amada. E, claro, que também se esforçaria para se adaptar ao Brasil, já que, convenhamos, é muito mais fácil do que uma brasileira se adaptar a Índia, sobretudo se adaptar a região de onde ele veio, não muito diferente de onde o meu marido também veio.

Lembro que há alguns meses, quando ainda estávamos na Índia, o rapaz entrou em contato com o meu esposo para perguntar sobre os trâmites do casamento, etc. Quando a gente vê que o negócio é pra valer, a gente sempre se protifica a ajudar. Mas, às vezes, também erramos. Um dia, um rapaz ligou para meu marido querendo saber como fazia para tirar o visto do Brasil e, na hora, meu marido, que conhece muito bem a seu povo, me disse:- “Não vai rolar. Você vai ver. Ele nunca mais vai entrar em contato.” Dito e feito. Tanto ele como a moça, desapareceram da face da terra.

É triste quando a gente encontra um casal destes e vê que só a brasileira está disposta a mover montanhas para ficar com o rapaz. O pior é quando eles ainda avisam de antemão:

“Só não caso contigo se meus pais não te aceitarem”.

E, vocês que já estão cascudos de Índia, sabem bem: Que pais indianos aceitam de primeira uma noiva estrangeira? Podem tratar bem, ser amáveis, simpáticos, mas não quer dizer nada. Quer dizer apenas que os indianos são ótimos anfritriões. Só isso. Portanto, não se iluda. Se o cara já vem com esse papinho…melhor nem entrar nesse curry. Porque o caldo vai entornar feio pro teu lado.

Mas, confie no seu sexto sentido e perceba se este cara estaria disposto a largar o vilarejo dele, a família sagrada dele e todos os seus hábitos de décadas para ficar contigo. Claro que nada impede que você se mude para a Índia e fique com ele. Eu fiz isso. Mas, não quer dizer que todo mundo tenha estômago e preparo psicológico para isso. E, a maioria que foi….nunca mais de lá saiu. Provavelmente….nunca sairá. Não porque não queiram, mas porque se a família do marido não quiser, nem ele e nem a esposas saem de lá. Só saem fugidas ou já à beira de um divórcio. Ou, quando os dois são rebeldes e vão em busca do que julgam ser melhor para suas vidas e deixam a opinião da família de lado. Casos raros, no entanto.

Portanto, pense bem no que você realmente quer de sua vida, antes de abandonar faculdade, filhos, amigos e ir atrás de alguém que vai te aprisionar.

Você nasceu livre. Não escolha a escravidão.

por Banjara