Banjara, onde você está agora?

Olá, pessoal!

Como ando tirando a poeira do blog e postando vídeos de viagens que fiz nos últimos seis meses, sei que tem muita gente que deve estar confusa e se perguntando: – Mas, Banjara, afinal, onde você está agora?

Bom, como contei nos posts anteriores, eu estou no México, em um projeto da minha empresa, e devo ficar aqui mais algumas semanas, creio eu.

Porém, antes de sair da Índia, eu viajei pela Singapura, Malásia, Sri Lanka, dei uma passada em Mumbai….E, por isso, vocês verão muitos posts e vídeos (lá no canal) destas aventuras.

Mas, se você quer mesmo saber em tempo real onde a louca da Juliana está, eu sugiro que você acompanhe o meu canal no Instagram, onde quase que diariamente eu atualizo, postando fotos aqui do México ou de onde eu estiver no momento.

Ainda não se inscreveu? O nome é Canal Banjara Soul. Clicou e..pronto! Você terá um pouquinho do mundo aos seus pés.

O Insta tá sempre atualizado!!

Enquanto eu não atualizo o canal do Youtube…vamos seguindo por aqui, com o posts do nosso blog.

Beijos e até breve!

por Banjara

Adeus, Singapura. Chegando na Malásia.

O terceiro dia em Singapura começou com o checkup no hotel, já que naquela manhã, eu iria pegar o ônibus para Kuala Lumpur, na Malásia.

Como gosto de viajar de ônibus e li reviews na internet de que a viagem de Singapura à Kuala Lumpur levava apenas seis horas, incluindo os trâmites da imigração, eu achei que seria uma boa e, comprei minha passagem de ônibus. Há várias empresas rodoviárias que fazem este trajeto e, o preço varia conforme o luxo que o ônibus pode oferecer.

Pelos meus cálculos, eu devia chegar em KL lá pelas 14:00, o que ainda me permitiria ver várias atrações turísticas. Porém, não foi bem assim. Não foi bem assim, graças ao lerdo do motorista do ônibus, um indiano do sul, que até para falar algo, emanava preguiça. Eu só via os outros ônibus que fazem o mesmo trajeto ultrapassando o nosso. Fui ficando estressada. Resultado: Cheguei em KL lá pelas 16:00, o ônibus que nos trouxe, nos largou em um ponto lá, onde entramos numa van e aí, pegamos um trânsito infernal até chegar próximo a Bukit Bintang. Resumindo: Devo ter chegado no meu hotel depois das 17:00, cansada, com calor e com mais raiva porque meu marido estava certo: eu devia ter ido de avião. Afinal, era um vôo de apenas uma hora. Eu sou teimosa, eu sei. E às vezes, eu pago o preço.

Mas, ainda falando de cruzar a fronteiras entre os dois países de ônibus, eu utilizei a empresa Eltabina, que é bastante conceituada (apesar da experiência negativa com a lerdeza do motorista). Para quem quer viajar num sistema 5 estrelas, eu sugiro o único de luxo da Transtar. Mas, além destas duas que citei, há diversas outras empresas que fazem o trajeto. Sugiro que você adquira todas as suas passagens com antecedência, ainda mais se sua viagem coincidir com alguma data festiva ou férias em um dos dois países. Eu usei o site Easybook, que é excelente e tem opções de passagens de trem, ônibus e avião para todo o Sudeste Asiático, incluindo Tailândia, Vietnã, etc. Aqui vai o link:

https://www.easybook.com

E como é o processo de imigração entre os dois países?

Esta parte, foi super descomplicada. Como nós, brasileiros, não precisamos de visto para nenhum dos dois países, tudo se torna fácil. Basta mostrar o passporte e…carimbo nele!

Chegando em Kuala Lumpur…..

Pelo menos, para compensar o cansaço, o hotel era bem simpático e ficava numa ótima localização: Medan Tuanku, ao lado da estação de monorail (monotrilho). O hotel se chama Tune Hotel. Como há vários hotéis desta mesma rede, é bom ficar atento para não ir parar em outro hotel do mesmo nome, em outro bairro. O hotel é bom, comfortável e bem localizado. Este hotel segue a linha a la carte, na qual você faz o seu preço, escolhendo o tipo de serviço que quer incluir na diária, como tv, toalha, etc. Depois de bem instalada no Tune Hotel, eis que era hora de fazer uma boquinha e explorar as redondezas. Você conhece mais das redondezas de Medan Tuanku no vídeo abaixo:

Moda muçulmana em Medan Tuanku, KL, Malásia

Como não deu para fazer muita coisa no primeiro dia, graças a lerdeza do ônibus, voltei ao hotel para descansar e depositar energias para finalmente, no dia, seguinte, começar a desbravar esta cidade que sempre desejei conhecer!

por Banjara Soul

Singapura – Dia 02

O segundo dia em Singapura, seria meu último dia inteiro na cidade, já que na manhã do dia seguinte, eu iria para o próximo destino: A Malásia (muitos posts a caminho!).

O dia começou chuvoso, o que deu um certo desânimo, mas não deixei a chuva acabar com meus planos: peguei o metrô e desci na estação de Chinese Garden, onde fica o… (adivinha?) Jardim Chinês, como o próprio nome já diz. O Chinese Garden não é uma das atrações turísticas mais populares ou que entram no itinerário da maioria dos visitantes. Não, não é. Por isso mesmo, entrou no meu itinerário. Quando procurava atrações em Singapura, só encontrava coisas muito turísticas, caras e que não eram do meu interesse, como o super valorizado, Gardens by the Bay.

Acredite: O Chinese Garden é mil vezes melhor que o Gardens by the Bay. Não tem o mesmo apelo futurístico, mas é um local belíssimo, com paisagens de tirar o fôlego e onde você encontra muita, muita paz. Meu vídeo, não me deixa mentir.

O incrivel Chinese Garden

Depois de passar momentos agradabilíssimos no Chinese Garden, era hora de voltar para o centro da cidade e conhecer o próximo destino: Bugis. Bugis é um bairro super moderno, onde se encontram várias das atrações principais da cidade: Arab Street, Haji Lane, Malay District e, o Bugis Junction, com seu conglomerado de lojas e restaurantes.

Vamos conhecer cada um deles neste post:

Haji Lane– Gosta de publicar fotos no Instagram?Então, você vai adorar Haji Lane. É uma rua bem simpática, com muitas lojas, cafés e restaurantes hipster. Além disso, você vai adorar fotografar os grafites espalhados pelas paredes do local.

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Haji Lane
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Arab Street- Como o próprio nome já diz, é a rua dos árabes. Na verdade. é a rua dos muçulmanos. Nela, você vai encontrar diversos restaurantes turcos, marroquinos, libaneses, etc. Mas, a grande atração do local, e que vai te fazer bater diversas fotos, é, sem dúvidas, a bela Sultan Mosque (Mesquita do Sultão), com sua cúpula dourada. A mesquita foi fundada em 1824 pelo primeiro sultão de Singapura, o Sultão Hussein Shah. Mas, já aviso que os diversos restaurantes da Arab Street têm um preço meio salgado. Por isso, caso você esteja on a budget, eu sugiro que vá ao Kampong Glam Café, que oferece uma variedade de pratos da região, por um preço bem justo.

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Depois da Arab Street, voltei para a Bugis Junction, onde entrei em um dos inúmeros shoppings de lá para fugir do calor. Passado o calor, fui conhecer um lugar que me pareceu muito interessante, mas não encontrei no roteiro de quase nenhum turista: Chijmes

Chijmes hoje, é um complexo de restaurantes e lojas chiques, mas já foi um convento e um orfanato, com uma triste história em seu currículo: era onde as mães largavam seus bebês, em sua maioria, do sexo feminino. Porém, depois de uma reforma, o Chijmes virou um complexo de cafés e restaurantes, um lugar elegante e muito bem frequentado. Mas ainda, conservando sua cara de convento. Vale a pena conferir!

Saindo dali, fui conhecer a famosíssima Orchard Road, o endereço mais exclusivo de Singapura, uma espécie de Oscar Freire do Sudeste Asiático. A Orchard Road é boa para quem é escravo do consumismo e gosta de lojas de marca. Lá, você encontrará todas as marcas internacionais possíveis e inimagináveis. Também encontrará algumas lojas de departamentos japonesas, como a Takashimaya e a Sogo. Como estávamos pertinho do Natal, não tinha como não reparar na bela decoração natalina que enfeitava aquela rua. Ficou curioso para saber como é a Oscar Freire do Sudeste Asiático? Não perca este vídeo, então!

Para terminar o segundo dia no país, eu fui visitar a famosa Chinatown de Singapura. Porém, confesso que me decepcionei. É grande, com muitas lojas e restaurantes, mas achei limpa e organizada demais. Mais até que a Chinatown de Kobe, por exemplo. Você vai amar clicar vários selfies naqueles prédios bem conservados da Chinatown, mas achei nutella demais pro meu gosto. Mesmo assim ficou curioso pra ver? Aqui está!

Terminei meu dia com uma comidinha chinesa e voltei para Clarke Quay, onde eu me despediria daquela bela vista à noite. Afinal, era hora de partir para a Malásia!!

Ficou curioso para saber mais sobre este roteiro por Singapura? Escreva para:

canalbanjarasoul@gmail.com

por Banjara Soul

Casais indo-brasileiros- Algumas considerações

Recentemente conversei com uma amiga brasileira muito querida, a qual conheci na Índia, e que estava namorando um indiano. Já em terras brazucas, ela me trazia a notícia de que seu namorado havia chegado ao Brasil, estava morando junto com ela e a família, estudando português e, que estavam se preparando para o casamento civil.

Então, tive a certeza: Os seis anos de experiência na Índia, vendo e ouvindo muitos casos de casais indo-brasileiros, me deu um olhar quase de uma vidente. Não sou a sensitiva Márcia Fernandes, mas dá para ver facinho quando o indiano é um encosto na vida da moça.

Quando conheci este casal, lá em Bangalore, depois de conversar com o rapaz, tive certeza de que ele faria o necessário para ficar com sua amada. E, claro, que também se esforçaria para se adaptar ao Brasil, já que, convenhamos, é muito mais fácil do que uma brasileira se adaptar a Índia, sobretudo se adaptar a região de onde ele veio, não muito diferente de onde o meu marido também veio.

Lembro que há alguns meses, quando ainda estávamos na Índia, o rapaz entrou em contato com o meu esposo para perguntar sobre os trâmites do casamento, etc. Quando a gente vê que o negócio é pra valer, a gente sempre se protifica a ajudar. Mas, às vezes, também erramos. Um dia, um rapaz ligou para meu marido querendo saber como fazia para tirar o visto do Brasil e, na hora, meu marido, que conhece muito bem a seu povo, me disse:- “Não vai rolar. Você vai ver. Ele nunca mais vai entrar em contato.” Dito e feito. Tanto ele como a moça, desapareceram da face da terra.

É triste quando a gente encontra um casal destes e vê que só a brasileira está disposta a mover montanhas para ficar com o rapaz. O pior é quando eles ainda avisam de antemão:

“Só não caso contigo se meus pais não te aceitarem”.

E, vocês que já estão cascudos de Índia, sabem bem: Que pais indianos aceitam de primeira uma noiva estrangeira? Podem tratar bem, ser amáveis, simpáticos, mas não quer dizer nada. Quer dizer apenas que os indianos são ótimos anfritriões. Só isso. Portanto, não se iluda. Se o cara já vem com esse papinho…melhor nem entrar nesse curry. Porque o caldo vai entornar feio pro teu lado.

Mas, confie no seu sexto sentido e perceba se este cara estaria disposto a largar o vilarejo dele, a família sagrada dele e todos os seus hábitos de décadas para ficar contigo. Claro que nada impede que você se mude para a Índia e fique com ele. Eu fiz isso. Mas, não quer dizer que todo mundo tenha estômago e preparo psicológico para isso. E, a maioria que foi….nunca mais de lá saiu. Provavelmente….nunca sairá. Não porque não queiram, mas porque se a família do marido não quiser, nem ele e nem a esposas saem de lá. Só saem fugidas ou já à beira de um divórcio. Ou, quando os dois são rebeldes e vão em busca do que julgam ser melhor para suas vidas e deixam a opinião da família de lado. Casos raros, no entanto.

Portanto, pense bem no que você realmente quer de sua vida, antes de abandonar faculdade, filhos, amigos e ir atrás de alguém que vai te aprisionar.

Você nasceu livre. Não escolha a escravidão.

por Banjara

Chegando no México – As primeiras impressões

 Olá, pessoal!

Venho contar hoje para vocês como foi a minha saga do Brasil até o México. Bem, devido ao treinamento da minha empresa, eu passei a primeira semana de maio em São Paulo. E, na madrugada do dia 4 de maio, estava eu embarcando para a minha primeira viagem a um país da América Latina!! Parece brincadeira, mas tendo nascido e crescido no continente, nunca havia visitado nenhum dos países vizinhos. O primeiro país que conheci na minha vida, foi (pasmem!) o Japão. Não poderia ter escolhido destino mais longínquo, não é?

  Mas, voltando ao assunto….Para quem não sabe….há um vôo direto da Latam para a Cidade do México, saindo de São Paulo. Mas, como as passagens foram compradas pela empresa e não deu para escolher, eu vim de Copa Airlines, com uma parada no Panamá. O vôo foi muito turbulento e até cruzarmos todo o Brasil, o avião não parou de sacudir. Sacudiu tanto, que chegou uma hora que o piloto mandou os comissários sentarem, também. Bem, isso nunca tinha acontecido comigo em nenhum vôo até o presente momento. Mas, como sei  que turbulência não derruba avião….relaxei e fiquei vendo alguns programas do sistema de entretenimento da Copa Airlines.

Assistindo um pouco de tv enquanto o bicho chacoalhava

A chegada no Panamá foi super tranquila e fiquei impressionada com a modernidade do aeroporto deles. Tão moderno e equipado, que foi o único lugar que consegui trocar as rúpias indianas, que não havia conseguido trocar na Índia, antes do embarque devido a correria com o check-in dos meus gatinhos. E tão pouco havia conseguido trocar no Rio ou em São Paulo. Ou seja…Panamá me surpreendeu.

Chegando no Panamá

 

Após quase duas horas de espera no Panamá, eis que sai meu vôo para a Cidade do México. Parece perto, mas leva cerca de 4:30 até a Cidade do México. Mais as quase seis horas de São Paulo até o Panamá.

Cansada, mas feliz da vida chegando no México!

 

Caso você faça este trajeto do Panamá até a Cidade do México, procure sentar na janela, de preferência, do lado direito, pois você poderá contemplar paisagens maravilhosas, como campos, montanhas, canyons e, de quebra, um vulcão com neve no topo.

  A chegada no México

 Vale lembrar que nós, brasileiros, não precisamos tirar o visto antecipadamente para entrar no México. Seja a turismo ou a negócios, basta mostrar seu passaporte e responder as perguntas do agente da imigração. Vim com vários papéis e uma carta da minha empresa, bem como uma agenda das reuniões que terei. Tudo para mostrar caso fosse perguntada. O oficial apenas perguntou o que eu vim fazer, e quando respondi, ele abriu um sorriso e disse: “Bienvenida a México!!!”

Olha a alegria da muchacha!

 

 E assim começou a minha história no México. Querem saber mais como está sendo esta aventura na terra do Chaves? Não deixem de acompanhar os posts aqui no blog!

por Banjara

Da Índia para o México!

Olá, pessoal!! Vocês que me acompanham no Insta, não devem estar entendendo nada. Uma hora, estou na Índia, outra no Brasil e agora, de repente, começo a postar fotos do México!!

Sobrevoando o México

Bem, deixe-me explicar toda esta loucura. Eu, maridón e gatinhos, nos mudamos para o Brasil. Nossa, Juliana! Assim, de repente? Não, gente. Nada foi de repente. Já estávamos planejando há meses e aos poucos, tudo foi se encaixando.

Mas, Juliana….você gostava tanto da Índia!! O que aconteceu lá pra você querer ir embora? Bem, da Índia (Bangalore não), eu continuo gostando. Afinal, foram seis anos no país. Porém, a questão da distância do Brasil e a saúde da minha mãe, que teve várias internações no ano passado e já não anda mais, me fizeram repensar sobre o quanto valia a pena ficar longe. Para quem não sabe, já estou longe do Brasil há doze anos! Saí, em 2007, quando tive uma ótima oportunidade de trabalhar para o governo japonês. Fiquei no Japão até 2013, quando me mudei para a Índia, casei, e o resto vocês já sabem. De Índia, foram seis anos. Nestes seis anos de Índia, muita coisa aconteceu no Brasil. Minha madrinha faleceu, meu padrinho faleceu, outros tios chegados faleceram, a saúde da minha mãe foi se deteriorando e hoje ela já não anda mais, entre outras coisas. Isso tudo, claro, me fez repensar muita coisa. Meu maior medo, confesso, era estar na Índia e receber uma notícia ruim sobre a minha mãe. Só Deus sabe a apreensão que era a cada internação. Sempre corria para pesquisar preço de passagem, horários, só para já deixar tudo pronto em caso de emergência. Mesmo que fosse emergência, pouco eu poderia fazer, já que demoraria pelo menos um dia para chegar até o Rio de Janeiro.

  Todos os anos, eu ia ao Brasil ver minha mãe. A cada encontro, uma alegria. A cada despedida….um sofrimento profundo e o sentimento de culpa que me assolava por não estar com ela nos últimos anos de sua vida. Só meu marido sabe quantas vezes voltei no avião chorando e fiquei deprimida até finalmente me inserir novamente no dia-a-dia indiano e me desligar novamente do Brasil.

  Porém, essa vontade de estar mais perto ficou muito forte ano passado, depois das várias internações de minha mãe e, após muito pensar, decidimos sair da Índia.

   Como todo recomeço, nada será fácil, mas assim como comecei na Índia do zero e consegui meu espaço lá, certamente, em meu país, não será diferente.

  Mas, Juliana….e o México? Bem…no México, estou a trabalho, fui enviada pela minha empresa,que está começando os negócios aqui e precisa de alguém com experiência para tocá-los. Por enquanto, estou a trabalho e, nos fins de semana, aproveito para desbravar a cidade e conhecer mais da bela e rica cultura mexicana.

   A princípio, estou a trabalho e volto para o Brasil quando a empresa assim o decidir, mas….não descarto a possibilidade de isso tudo se estender e de repente….Bem, aí, o resto eu conto pra vocês!!!

No momento, só quero disfrutar deste novo momento, conhecer melhor o continente de onde vim e abraçar as oportunidades que o universo coloca em nosso caminho.

A dança dos indígenas, no Centro Histórico da Cidade do México. Imperdível!!

Mas, Juliana….não vai mais ter vídeo da Índia? Se você, como a maioria, segue o meu canal por causa da Índia, não se preocupe. Não os deixarei órfãos. Ainda tenho alguns vídeos da Índia pendentes, bem como os da viagem ao Sri Lanka. Além disso, volta e meia, pretendo tocar em algum assunto da Índia que seja de interesse de vocês. Mas, como a fase agora é outra, podem aguardar muitos vídeos do Brasil, e, claro, do México!

  Aliás, se você quer um destino de férias imperdível e que não destrua o seu bolso…eu sugiro o México. Cheguei há uma semana na Cidade do México, mas estou totalmente encantada com tudo!!!

Mas, as primeiras impressões do México, a gente deixa para um próximo post!

Um abraço e até a próxima!!

Banjara

Banjara Soul em Singapura

Olá, pessoal!

Como tudo o que é bom chega ao fim, as minhas férias pelo Sudeste Asiático terminaram. Já em terras indianas, venho aqui relembrar os melhores momentos e dividir com nossos viajantes e admiradores da Ásia, um pouco de tudo que vivi durante estes maravilhosos dez dias.

Marina Bay Sands- Um dos cartões postais de Singapura

Como mencionei no post anterior, a minha viagem começou em Singapura. Para Singapura, separei apenas dois dias, porque meu marido ficou insistindo que não tinha nada de bom ou de espetacular para ver ou fazer lá. E, eu que fui na conversa dele….me lasquei. Acho que, no mínimo, uns três dias inteiros, para poder fazer tudo com calma e entrar em alguns museus, os quais não consegui por falta de tempo.

Contudo, ainda assim consegui ver quase todas as atrações principais e ter uma visão geral de Singapura.

Aliás….a pergunta que muita gente me fez:- “Juliana, Singapura é com S ou com C? ” Até bem pouco tempo (tipo…no post anterior), eu escrevia Singapura com C, mas descobri que a grafia mudou há alguns anos, devido o acordo ortográfico e, já que éramos o único país de língua portuguesa que escrevia com C, tivemos que nos ajustar a maioria e passar a escrever com S.

Bom, agora, chega de papo e vamos começar o nosso diário de bordo. De Bangalore a Singapura, eu usei a Scoot Air (antiga Tiger Air), uma companhia aérea low cost, subsidiária da top de linha Singapore Airlines. Achei os assentos espaçosos e confortáveis para as 4 horas e meia de vôo. Tão confortáveis, que consegui dormir quase a viagem inteira. Foi a primeira vez que andei de Scoot Air e achei boa e eficiente.

 Chegando em Singapura, fui explorar um pouco o famoso Changi International Airport, que sempre ganha prêmios como o melhor aeroporto do mundo. Depois de explorar um pouco o aeroporto e comer um delicioso Nasi Lemak, café da manhã típico da região, fui até um dos balcões do Changi Recommends para pegar um mapa do metrô e da cidade. Além disso, também comprei um cartão do metrô, tipo este aqui:

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O próximo passo seria encontrar o hotel. Quis dar uma de sovina e acabei pegando o metrô para Clarke Quay, onde ficava o meu hotel. Porém, a viagem durou cerca de uma hora e, acho que pegando um táxi, talvez eu chegasse mais rápido e pudesse explorar ainda mais o local. Mas, enfim….valeu. Vale lembrar que a maioria dos hotéis em Singapura e Malásia começam o check-in às 15:00. Então, só fui no hotel para deixar minha mala e, já saí para explorar Singapura.

Clarke Quay

A área a qual fiquei hospedada, não poderia ser melhor: pertinho do metrô, muitos restaurantes, loja de conveniência (24 hrs), Marina Bay Sands e Merlion a 10 mins de caminhada….enfim, várias atrações juntas em uma mesma área.

Merlion- Mistura de peixe com leão, ele é o símbolo do país.

Para saber como foi o meu primeiro dia em Singapura, dá uma passadinha no meu canal do Youtube pra conferir. E, não deixe de se inscrever e apertar o sininho, para receber a notificação dos vários vídeos de Singapura e Malásia que ainda estão por vir.

Depois de andar bastante pela áerea de Boat Quay e Clarke Quay, resolvi sumarizar tudo através de um agradável passeio de barco que sai de Clarke Quay. Se você tiver pouco tempo na cidade como eu, e quiser passar pelas atrações principais, recomendo este passeio.

Infelizmente, no final da tarde, caiu um toró, que acabou me impedindo de sair por algumas horas. Tinha planos de visitar a Chinatown, mas acabei deixando para o dia seguinte e, fiquei quietinha no hotel até a chuva passar. Quando passou, saí, jantei, comprei um cafezinho e, fiquei apreciando a bela paisagem dos prédios iluminados à beira do Rio Singapura. Uma ótima maneira de fechar o primeiro dia na cidade.

Vamos curtir mais algumas fotos!

Clarke Quay
O icônico Fullerton Hotel
O parlamento de Singapura
MICA building
Para quem tem pouco tempo, um passeio de ônibus pela cidade é uma boa pedida!
Uma das minhas fotos prediletas

Colab de responsa- Sobrevivendo na Turquia & Banjara Soul

  Olá, pessoal! Tudo bom? Enquanto me preparo para um casamento indiano no meio desta semana e minhas férias que estão chegando, quando vou levá-los por mares nunca dante navegados…eis que me surge um convite muito especial.

  Danny Boggione, do Sobrevivendo na Turquia, chamou esta que vos escreve para fazer uma colab na qual responderíamos a um e-mail de uma moça estudante de medicina, envolvida com um indiano online, há 3 anos e meio.

  Apesar de hoje eu já não fazer mais muitos vídeos sobre relacionamento, pois acho que já falei tudo o que deveria ser falado, aceitei de imediato o convite, pois sei da idoneidade do canal da Danny e, lógico, por ser um ícone em matéria de relacionamentos entre brasileiras e homens ds bandas de cá.

Sendo assim, nossa colab aconteceu ontem, no domingo. Foi muito bacana e, o papo rendeu! Se você ainda não conferiu, deixo o link aqui para que vá lá assistir e conhecer mais um pouco sobre a complicada cultura indiana.

E, agradeço a todos que têm demonstrado seu carinho,  me mandando mensagens através do canal e do Insta. Obrigada de coração!Vocês é que fazem o canal! Beijos no coração!

Kopi Luwak- O café mais caro do mundo

  Se você é fã de café como a dona do blog, já deve ter ouvido falar no Kopi Luwak. Se ainda não ouviu, eu vou te contar do que se trata. Como muitos de vocês devem saber, a Indonésia é um dos grandes produtores mundiais de café e, é de lá, que vem o Kopi Luwak, também chamado de “café de cocô”. Cocô?? Juliana, você não errou o acento circunflexo por acaso? Não. É cocô mesmo. Cocô de um bichinho muito bonitinho, chamado civata, que come o fruto do café, absorvendo a polpa durante a digestão e evacuando os grãos, de forma perfeita. Os grãos, então, passam por um processo de purificação e são vendidos a peso de ouro para o mundo todo. 

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 O civata é este lindo animalzinho

  Recentemente, meu marido voltou de uma viagem da Indonésia e trouxe esta iguaria para mim. Ele também visitou uma fazenda onde o café é produzido e teve a chance de provar. Trouxe um pacotinho de 100 gramas, que é pouco, mas custou 35 dólares. O preço de um pacote pode passar dos 200 dólares, pelo o que pesquisei na internet.

Mas, e aí, Juliana? Chega de enrolação e conta pra gente se o negócio é bom. Ficaram curiosos, né? Então, terão que assistir o vídeo abaixo para saber. E, não esqueça de deixar seu like e já se inscrever para ter sempre as novidades das minhas viagens e da vida mucho louca na Índia.

Bangalore – Ranço instalado

  Quando aceitei a proposta da minha empresa para trabalhar em Bangalore, tanto eu quanto meu marido estávamos achando que finalmente estaríamos em um lugar limpo, calmo e mais organizado que nossa cidade anterior: a caótica Mumbai.  Afinal, Bangalore sempre figurava no top do ranking das melhores cidades para se viver na Índia. Hoje tenho certeza que quem escreveu isso só pode ter pago propina para o concurso ou, no mínimo, deve ser de Bangalore.

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Não se deixe enganar pela magnitude dos prédios. A cidade está longe de ser desenvolvida e ter uma boa infraestrutura.

  A verdade é que depois de quase dois anos morando nesta cidade, eu e meu marido chegamos a conclusão de que nada funciona aqui. Nada mesmo. Imagine você sair de casa e  passar um dia normal, sem aborrecimentos. Parece algo normal, mas, não quando se mora em Bangalore.  Principalmente quando os aborrecimentos vêm de coisas tão primárias. Continue lendo para entender melhor o meu ranço.

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Sentimento diário

  O maior desafio que tivemos até o momento, talvez tenha sido os constantes cortes de energia, mesmo sem motivo aparente para tal, como chuvas ou ventanias. No prédio onde moramos, não há gerador. Só na casa do dono do prédio. E, nem verificamos isto antes de alugar o apartamento, já que ter luz 24 horas por dia, sete dias na semana, era algo normal em Mumbai. Mas, não aqui. A luz vai embora por horas. No escritório, temos o gerador, que ajuda a manter, pelo menos, os computadores funcionando, para que não afete o trabalho.  Pensamos em comprar um gerador e todo o trambolho que vem junto, mas descobrimos que seria apenas uma medida paleativa e que os principais eletrodomésticos e luzes não poderiam ser ligadas. Então, desistimos.

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  O problema da luz é extremamente irritante para nós, que não estamos acostumados com isso. Até no interior do país, onde meus sogros moram, tem mais luz do que aqui. Mas, tudo isso parece não abalar os indianos residentes de Bangalore. Quando reclamo ou comento algo, eles sempre dizem: “É assim mesmo. Sempre foi assim. Não há nada que possamos fazer a respeito.” Justamente por esta passividade, como se tudo na vida fosse um karma, é que nada melhora para eles no país. Nunca. O país lança satélite, constrói estátua inútil gigantesca para o bel prazer do primeiro ministro, mas….luz, banheiros e saneamento básico, não são prioridades. Principalmente quando o povo não parece muito se importar com sua qualidade de vida.

Mas não é assim com quem já pisou fora daqui e já conheceu outros países. Ninguém se conforma. Outra coisa que é extramente irritante e que acontece, sem exageros, diariamente, é ficar estressado com o serviço daqui. Serviço, não, porque é inexistente. Meu marido mesmo diz que não há um dia que passemos em paz nesta cidade. Eletem razão. Todo dia tem que ter um stress. São coisas pequenas sim, mas que acumuladas diariamente, se tornam insuportáveis e você sente vontade de literalmente bater em alguém. Quem me conhece desde o Brasil sabe como eu era calma, mas a Índia, com sua “espiritualidade”,  conseguiu tirar de mim toda a calma e a paciência. Aqui tudo é no grito e na ameaça. Em Bangalore, mais ainda. Você pede um simples café em uma cafeteria e, eles trazem um capuccino. Você pede um sanduíche sem picles e eles trazem…adivinhem? Cheio de picles. Outra coisa que me aconteceu recentemente foi pedir um sanduíche, um café, pagar por isso e, cinco minutos depois, já confortavelmente sentada na poltrona, a atendente vem me avisar que o meu sanduíche não se encontrava disponível. Cacete…..porque não verificou antes que eu pagasse? É algo tão simples e básico, mas ninguém aqui é treinado para nada. Não há um dia em que você passe sem se estressar. 

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  Até na hora que você está indo se divertir, você se estressa. Chama um Uber e, ele não gosta ou não tá a fim de te levar até o local e, simplesmente cancela tua corrida. E, no final, você ainda é cobrado por isso. Ainda no Uber, você entra no carro e o carro, além de imundo, tem um motorista que pelo cheiro e aparência, parece que não toma banho há dias. Uma catinga que é mesmo só para quem estômago bem forte.  Se você abre a janela, leva um banho de poluição. Se fecha, morre asfixiada com o cheiro do motorista. E, para completar o suplício, o motorista nunca tem troco. Ou melhor: eles fingem que não têm. Troco é coisa complicada aqui na Índia e ninguém quer dar o seu. O mesmo acontece com os motoristas de Uber e Ola, que nunca têm troco e, ainda querem que você, o cliente, se vire para trocar. Mas, comigo não tem essa. Ele é que quer o dinheiro. Ele que vá trocar. Que se vire nos trinta, mas eu só saio de dentro do carro quando meu troco aparecer. Se não for assim, você nunca verá o troco na sua vida. 

   Neste momento, escrevo frustrada, porque mais uma vez, eles conseguiram estragar o nosso almoço de domingo. Pedimos uma comida e, o pedido veio errado. Só percebemos quando abrimos a caixa. O motorista já tinha partido. Ligamos para o restaurante, que não tem a cortesia de pedir desculpas ou nada do tipo. Falam que vão ligar pro motorista. Esperamos quase uma hora. Nada de contato. Ligamos de volta e, eles simplesmente falam:  “Mas o motorista já entregou o pedido de vocês. Mesmo errado, não posso fazer nada. ” Uma série de xingamentos em Hindi se segue. Só assim, para liberar o stress que Bangalore causa na gente.  Nunca pensei que fosse passar a detestar a Índia, mas Bangalore está realmente mudando meus conceitos. Mumbai era suja, caótica, louca, frenética, mas ainda assim, éramos felizes e não sabíamos. Em Mumbai, com aquela população gigantesca e a grande competitividade, todo mundo tem que ter uma boa performance. Afinal, o que não falta é gente de olho na sua vaga. Seja ela de faxineiro, motorista ou Ceo.  

  Hoje, mais do que nunca, eu tenho certeza de que a Índia é realmente para os fortes. Me orgulho, de certa forma, de já estar indo pro meu sexto ano no país e ter sobrevivido a este pandemônio. Mas, beirando os quarenta, as coisas já não parecem tão mais emocionantes e exóticas como quando eu tinha vinte e poucos.  E, cheguei a conclusão de que a Índia é um ótimo país para quem quer viajar e ver monumentos históricos. Mas, para morar para sempre, ainda mais quando já se viveu em lugares bem melhores, definitivamente não é a melhor escolha.

  Vejo que muitas moças me procuram através de e-mail ou Facebook para dizer que estão pensando em largar tudo e vir morar aqui. E, a maioria, pensa em ir morar nos cafundós onde Krishna perdeu a flauta, onde moram seus pseudo namorados de internet.  Se morar em Mumbai, Delhi, Bangalore e grandes metrópoles indianas como essa já não é para qualquer um, imagine só no interior do país, onde tudo é precário e retrógrado, a começar pela mentalidade. Ainda mais para uma brasileira, que não fala inglês, como é o perfil da maioria. Vai sofrer. E muito! 

  Eu moro em uma cidade grande, com tudo que uma metrópole tem (exceto eletricidade), tenho um cargo de chefia em uma empresa japonesa, motorista a minha disposição e, mesmo assim, me estresso todo dia. Ou seja: Não importa o quanto de conforto você tenha no país. Vai ter uma hora em que a verdadeira Índia vai bater na sua porta e você vai ter que encará-la. E não será fácil. Não há Bollywood ou yoga que te faça ficar calmo.

   Por isso, pense muito bem antes de largar tudo que você tem aí no Brasil (a maioria acha que Brasil e Índia são iguais, mas estão muito enganados), porque o que você vai encarar aqui não será mole, não. Mas, se ainda assim você quiser dar a cara a tapa….que venha. A Índia é sem dúvidas, um país fascinante, mas aqui, todos os seus limites serão testados. Tenha apenas isso em mente e venha na fé.

por Banjara