Aversão a festividades??

Olá, pessoal!

Como foram de Natal?

Estive refletindo com meu marido sobre estas datas festivas e chegamos à conclusão de que elas são um saco e que se possível, não queremos mais participar de nenhuma delas. Fica aquela obrigação de ser legal, de ter que comprar presente pra meio mundo, de ter que estampar um sorriso falso no rosto quando o que mais você quer é apenas colocar as pernas para cima do sofá e ver um programa bem idiota na tv.

Quando minha mãe estava viva, o Natal sempre foi aqui em casa, já que ela era a grande matriarca da família. Nunca morri de amores pela data (nem por esta e nem por outras), mas confesso que toda aquela animação dela desde a arrumação da árvore de Natal até a escolha do cardápio eram contagiosas. O Natal era a cara dela. Quando voltei em 2019, o Natal foi aqui em casa, como de praxe. Foi animado e minha mãe estava muito, muito feliz. Desde 2008 eu não passava um Natal junto com ela, se não me engano. Então, ela estava radiante. Tomou cervejinha e bebeu até uma taça de vinho. Depois do almoço, disse que estava cansada e ia deitar. Ela realmente estava feliz. E isso me deixava feliz. Ano passado, ela já não estava mais conosco. Meu bebê tinha acabado de completar um mês de vida. Eu, ainda me recuperando de uma infecção pós-parto, meu marido com Covid isolado no quarto e nosso Natal foi bem triste, em casa. Este ano, vi que a data se aproximava novamente. Já não havia mais ninguém com Covid em casa, meu bebê já havia completado um aninho, mas não havia nenhuma empolgação. Apenas um sentimento vazio de obrigação. Minha mãe já não estava mais aqui. O Natal era ela. E ela era o Natal. Ela amava receber as pessoas e cozinhar para elas. Eu odeio cozinhar e odeio que venham na minha casa. Meu marido, gosta de cozinhar, mas odeia receber visitas. E mais um Natal se passou, já planejando um plano de fuga para o Ano Novo. Mas, este ano não vai dar para escapar. Ano que vem, quem sabe. Já estamos planejando como fugir do Natal. Mas antes, ainda tem a Páscoa, os aniversários que as pessoas cismam em comemorar….

Mas eu adoro casamentos. Só que ninguém do meu ciclo casa. Nenhum casório á vista. Na Índia, sempre havia um casamento. Como as pessoas casam na Índia!! E eu adoro os casamentos indianos. Ou seja, eu não sou tão antissocial ( agora é com ss, né?) assim. Talvez eu precise apenas de cores, música e estímulo. Talvez o peru do Natal já não me atraia tanto quanto um butter chicken.

Não sei. Só sei que quando a gente passa um tempo inserido em outras culturas, aquilo que parecia importante para você, já não é mais. Você aprende outros significados, outras maneiras de celebrar, de existir…ou de simplesmente…fugir.

Um ótimo 2022 para todos!! Cada um no seu quadrado, de preferência.

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Além do Miss Índia e Miss Universo

Harnaaz-Sandhu-India-Miss-Universo-2021
Harnaaz Sandhu

Como a maioria deve saber, uma bela indiana chamada Harnaaz Sandhu, que já era Miss Índia, foi eleita a Miss Universo esta semana. Não há dúvidas de que as mulheres indianas são belas. Basta dar um pulinho na Índia e entrar em um vagão de trem ou metrô para reparar isso. Elas quase não usam maquiagem no dia a dia e é possível ver a beleza natural. Quem tiver curiosidade, basta dar um pulinho no meu canal (Banjara Soul) para conferir.

Porém, ao ver a indiana sendo coroada esta semana, fiquei pensando: Há tantas mulheres indianas maravilhosas as quais o mundo nem conhece ou se conhece, é um público muito restrito. Mulheres que desafiaram e desafiam tabus, que lutam contra o patriarcado, contra sua própria existência na sociedade. Estas indianas deveriam ser mais faladas e lembradas. Há indianas cientistas, empresárias, doutoras, professoras. Tem aquelas que trabalham em obras e construções, carregando peso e fazendo um trabalho o qual julgamos típico de um homem. Porém aqui, eu quero abordar um certo grupo de mulheres. Mulheres que através de sua escrita, quebraram tabus, levaram conhecimento e beleza ao mundo. As escritoras indianas. Algumas, escrevendo em inglês, ganharam fama pelo mundo, como Arundhati Roy e Jhumpa Lahiri. Outras, escrevem em sua língua materna e, permanecem ainda sem traduções para que o público internacional as veja.

A partir de hoje, tanto no blog e menos frequentemente no canal, irei apresentá-los ao maravilhoso mundo das autoras indianas. Percebo que desde que a Índia ganhou visibilidade aqui no Brasil com o Brics e, principalmente com a novela Caminho das Índias, a academia começou a produzir trabalhos sobre autoras indianas, sobretudo as da linha diaspórica. Porém, há muito o que estudar e pesquisar. E aqui, será o espaço dedicado a compartilharmos conhecimento sobre este lado da Índia: a literatura.

Nos próximos posts, claro, abordaremos diversos autores indianos, não só mulheres, mas o grande foco, será nelas. Espero que vocês gostem e aprendam a apreciar a literatura que não é produzida somente no ocidente.

Namaste.

O Afeganistão e seus abutres

Olá, pessoal!

Hoje venho tratar de um assunto que muito tem me incomodado. Um país sobre o qual mal se comentava e que andava um tanto esquecido, do nada, passa a aparecer na mídia incessantemente. Estou falando do Afeganistão. E, antes que você me pergunte….não, ele não fica no Oriente Médio.

Mas, o que tem me incomodado, não é o Afeganistão. Tampouco, os talibãs. O que tem me incomodado e, muito, é a quantidade de gente que do dia para a noite virou expert do país, de sua história e cultura sem nunca nem ter pisado lá!

Infelizmente, minha viagem ao Afeganistão, que era para acontecer em 2018, teve que ser abortada, pois tive problemas na empresa onde eu trabalhava e não pude levar a viagem a cabo. Porém, é impossível morar na Índia e ficar alheia ao Afeganistão, pois além de ambos estarem próximos um do outro geograficamente falando, também o estão culturalmente. E, para quem não sabe, há uma população afegã imensa na Índia, sobretudo de estudantes universitários, já que a Índia tem um sistema todo especial para afegãos. Isto, claro, sem contar as famílias que visitam a Índia para turismo médico, buscando tratamento de ponta de baixo custo ainda não disponível em seu país.

Entretanto, eu venho aqui hoje, apenas alertar os nossos leitores para que não acreditem em qualquer notícia sobre o Afeganistão veiculada na mídia. Nem de repórteres e comentaristas que nada sabem sobre o país e vivem em seu mundinho eurocêntrico. Nem de outros que acham que os EUA vão salvar o Afeganistão, as mulheres e as crianças e todos terão um final feliz. É preciso compreender a história do Afeganistão, o surgimento do Islã no país, o surgimento do talibã, a questão das mulheres e tantos outros aspectos antes de abrir a boca para falar besteira.

Como nosso intuito aqui é passar conhecimento e não só criticar, aproveito para indicar dois vídeos muito bons e esclarecedores para quem quer saber o que acontece no Afeganistão. O primeiro vídeo, é da Profa.Muna Omran, que pesquisa a questão feminina nos países islâmicos e é um dos nomes mais importantes nesta área aqui no Brasil.

O segundo vídeo, é para quem gosta de história. O vídeo, é do também Prof. Emiliano Unzer, da Universidade Federal do Espírito Santo. O professor Emiliano é talvez o nome mais importante quando se trata de história da Ásia aqui no Brasil. Super recomendo o canal dele para quem deseja iniciar seus estudos asiáticos. Um dos vídeos mais recentes do canal foi até um em que ele falou sobre a independência da Índia. Vale muito a pena. Sempre utilizo os textos deste professor para preparar minhas aulas de história e civilização japonesa.

Mas, voltando ao assunto do Afeganistão….deixo dois vídeos com vocês. No primeiro, uma breve contextualização da situação do país. E, no segundo, o vídeo no qual o professor conta um pouco da rica e antiga história deste país.

E, para quem quer saber mais sobre o assunto, indico os vários posts que temos aqui no blog sobre o país, além de dicas de livros.

Um abraço e até a próxima!

Juliana

Tirando a poeira!!

Olá, pessoal! Há tempos não apareço por aqui. Acho que já tem quase um ano desde que escrevi o último post aqui. No canal do Youtube, também tenho publicado bem menos vídeos. Mas, como a Ásia continua morando meu coração e eu continuo trabalhando com este continente, eu decidi escrever esporadicamente aqui sobre ele.

Mapa do continente da ásia com cores diferentes | Vetor Premium
Ásia não é só China e Japão, tá?

Percebi que tanto o blog quanto o canal têm servido de fonte de informação sobre a Ásia desde que foram criados e, isso me orgulha muito. Não é fácil mostrar para as pessoas que a Ásia é muito mais rica culturalmente e interessante de ser estudada, pesquisada, quando nosso eixo é totalmente eurocêntrico. Estudamos sobre filosofia grega e outras áreas do conhecimento as quais julgamos ter nascido na Ocidente, quando na verdade, elas já existiam há milênios, em um continente chamado Ásia, por exemplo. Me lembro que outro dia estava lendo algo sobre a teoria literária, assumindo este conceito como se tivera sido criado na Europa. Mas, quem já ouviu falar sobre Panini, o grande gramático da Índia antiga, que considerava a teoria literária como a 4a categoria do discurso? Quem já ouviu falar sobre a Teoria de Rasa, criada por Bharata? Pois é….o assunto é extenso, mas deixei apenas estas questões acima para aguçar a curiosidade de vocês.

Sendo assim, a área de Estudos Asiáticos no Brasil ainda tem muito o que conquistar, mas já vejo alguns grupos e núcleos de pesquisa sendo formados e tentando desmistificar que a Ásia está mais próxima de nós do que pensamos. Afinal, a maioria do conhecimento que você acredita ter vindo da Europa, na verdade, já existia na Ásia há milênios. Eles apenas deram um nome ocidentalizado para conceitos já existentes.

Portanto, sigo com minha tarefa de compartilhar conhecimento sobre a Ásia com vocês e assim, ampliar a sua visão de mundo, pois a minha, foi ampliada desde o primeiro momento no qual comecei a aprender uma língua asiática.

Sendo assim, o blog segue com sua missão.

Um abraço e até a próxima!

Juliana ou…como vocês estão acostumados…Banjara Soul.

Mamãe de 1a viagem- O 1o trimestre

Olá, pessoal!

Como prometi no post anterior, hoje vou contar como foi o 1o trimestre da gravidez. Lembremos que descobri a gravidez em pleno início de quarentena. Já não estava mais trabalhando presencialmente e tudo virou online. Nesta época, eu ainda estava com 39 anos. Completei 40 em julho deste ano.

Sei que o primeiro trimestre costuma ser o mais chatinho a gravidez para a maioria das mulheres. Bem, para mim, foi bem tranquilo. O que derruba a maioria, que são os enjoos, eu nunca tive. Enjoar com cheiros, vomitar….nada, também. O difícil, porém, era me manter acordada na parte da tarde, pois batia um sono terrível que me nocauteava. Nunca havia sentido algo assim. E, de madrugada, uma fome terrível, que me acordava lá pelas 2,3 da manhã, como se houvesse um buraco negro no estômago.

Estes dois sintomas foram os mais relevantes nos três primeiros meses, mas além deles, comecei a ter crises terríveis de rinite. Meu nariz ficava entupido e depois, não parava de escorrer. Passado o 1o trimestre, tudo isso sumiu e até agora, não tive uma crise de rinite ou sinusite sequer. Outra coisa interessante que aconteceu e, que só descobri um pouco depois que também é um sintoma do 1o trimestre, foi o sangramento nasal. Parece que as cavidades nasais sofrem bastante com todas as alterações hormonais deste período e, em algumas mamães, o nariz pode sangrar. Se ficou curiosa, leia mais aqui:

Além destes sintomas, senti uma que os hormônios me deixaram com a pele e o cabelo mais oleosos bem neste início da gravidez. Comecei a ter algumas espinhas no rosto, meu cabelo ficava ensebado com mais facilidade, mas em menos de um mês, tudo isso desapareceu e, a pele ficou ótima e o cabelo, também. Outra coisa que fiquei agradecida aos hormônios foi o fato de minhas unhas terem crescido e fortalecido de uma forma descomunal. Aproveitei bastante para usar esmaltes coloridos e exibi-las com orgulho. Pareciam postiças.

E as idas frequentes ao banheiro? Isso aí eu conto no próximo post, quando compartilhar os eventos do 2o trimestre da gravidez. Aguardem!!!

Um abraço e até a próxima!

por Banjara

Mamãe de 1a viagem aos 40

Olá, pessoal!

Este ano realmente está sendo uma loucura. Tudo o que não era para ter acontecido, está acontecendo. Depois de quase 8 anos de casada, jamais imaginei engravidar a esta altura do campeonato. Não fazia mesmo parte dos nossos planos.

Mas, como este ano é o ano mais louco da vida de quase todo mundo no planeta inteiro, nós engravidamos e, aqui estamos, já no 8o mês de gestação. E, como eu não tinha feito muitos vídeos ou posts sobre este assunto, decidi começar a escrever e registrar tudo isso, para um dia, lembrar com muito carinho e, mostrar, claro, para o meu filho.

Como descobri a gravidez?

Eu sempre tive uma menstruação bem regulada e, nunca atrasou ou adiantou mais que um ou dois dias e, sempre, com muitos sintomas, avisando que a bendita iria chegar. Porém, em meados de março, comecei a achar estranho, porque estava com sintomas de que a menstruação ia descer, mas ainda era muito cedo. Uma duas semanas antes do tempo previsto. E, os sintomas pareciam mais fortes do que da TPM. Outra coisa que estranhei, foi o sono repentino que batia, principalmente depois do almoço. Quem me conhece sabe que eu não suporto dormir depois do almoço e só durmo durante o dia quando estou com 40 graus de febre. Mas, era impressionante como não precisava nem fazer esforço para dormir. Bastava me encostar no sofá depois do almoço, que vinha aquele sono terrível e eu simplesmente apagava.

Já estava achando tudo isso muito suspeito, mas fiquei na minha. Comecei a ler bastante sobre os primeiros sintomas de gravidez, porque algo já me dizia que aquilo não era TPM. Ou era gravidez, ou alguma disfunção hormonal, no mínimo. E, quanto mais eu lia, mais certeza eu tinha. Mas, continuei na minha. Quando chegou o dia que a menstruação deveria descer, ela não desceu. Aí, sim, comecei a pensar a sério no assunto. Mas, antes de correr e comprar um teste de farmácia, esperei mais uns 2, 3 dias para ver se ela não descia. Vai que ela tinha decidido atrasar, né? Era para ela ter descido numa sexta. Já era segunda ou terça e….nada! Aí, sim, decidi comprar o teste de farmácia. Lá fui eu pro banheiro e….não deu outra! Eu estava grávida!!Que loucura, meu Deus!!

Saí correndo do banheiro e fui contar pro meu marido. Ele ficou chocado. Saiu correndo e foi contar pra minha mãe. Mesmo com seu português deficiente, ele conseguiu explicar pra minha mãe que ela ia ser vovó. Minha mãe quase pulou da cama de tanta alegria!!

Depois, do nada, me deu uma crise de choro, porque pensei: “Pronto! Acabou a brincadeira. Vou ter que virar adulto de verdade. Vou ter que criar um ser humano!! Será que dou conta?”. Meu marido veio me consolar, dizendo que tudo ia ficar bem. Mas, depois, vi que o mais abalado com a estória tinha sido ele. A ficha dele não caiu totalmente até agora, mas começou a cair quando fizemos a 1a morfológica e ele viu aquele ser tão minúsculo….com um coração que batia tão forte e já com formato de gente.

Voltando ao assunto… pensei em fazer um exame de sangue pra confirmar, mas a pandemia tinha acabado de começar e, os laboratórios do meu bairro estavam todos fechados. Sendo assim, decidi ir no posto de saúde. Eles acharam que era muito cedo para ter certeza da gravidez, mas mesmo assim, resolveram fazer o teste com o material deles, já que o da farmácia tinha dado positivo. Fiz o teste e….não deu outra! Gravidez confirmada! Eles até riram e falaram: “Nossa…nunca vi ficar com as linhas tão fortes com 4 dias de atraso menstrual! Parabéns! Você vai ser mamãe!” Ali, já fiz exame de urina, sangue e mais uma série de coisas. Começava assim, a minha jornada dos 9 meses.

Para quem só queria ser mãe de gato ou cachorro…..realmente era uma mudança significativa!!

No próximo capítulo do diário de uma mamãe de 1a viagem aos 40, vou contar pra vocês os sintomas que senti no primeiro trimestre de gravidez.

Até a próxima!

por Banjara Soul

Tem chá de bebê na Índia? Descubra aqui.

Olá, pessoal! Aqui, com o sem pandemia, o pessoal tem uma certa fixação por chás de bebês e chás de fraldas. Me perdoem a sinceridade, mas eu sempre achei um besteirol danado tudo isso. E agora, no final da gravidez, com tudo o que aconteceu, desanimei mais ainda. Porém, como a minha família está super animada organizando tudo vamos fazer. Ainda mais porque, se estivesse aqui, minha mãe ia amar toda essa agitação. Afinal, ela amava dar festas e receber pessoas.

Mas, e na Índia? Tem chá de bebê? Tá aí uma coisa que muita gente tem me perguntado. Na verdade, eu também não sabia responder, já que há muitas cerimônias para grávidas na Índia, mas todas diferem de acordo com a religião ou casta. Na minha família, pelo menos, nunca ouvi falar em nenhuma cerimônia durante a gravidez. Há uma cerimônia feita para a nova mamãe, quando ela chega com seu bebê em casa. Caso eu vá para a Índia em 2021, provavelmente farão esta cerimônia para mim. Prometo registrar em vídeo para vocês.

Aqui, a atri Esha Deol com sua mãe, Hema Malini e a nojenta da Jaya Bachchan.

Porém, para responder a pergunta sobre o chá de bebê na Índia, tive que pesquisar um pouco no nosso querido Google. E, realmente, parece que tem!! Como mencionei anteriormente, varia de região, de casta, de religião, mas em hindi, é chamada de Godh Bharai. No sul da Índia, ganha outros nomes, como Semanatham, Valakappu, etc.

Como acontece?

O Godh Barai, geralmente é celebrado a partir do 7o mês de gravidez, podendo acontecer até o final do 8o mês. Como todo ritual que se preze, há a oração (puja), aplicação de óleo na grávida, bençãos dos mais velhos e tal. Além disso, ela geralmente veste um saree novo, pulseiras (bangles) novos, podendo também ser adornada com jóias. Vale lembrar também que, no geral, o Godh Barai é uma cerimônia na qual, geralmente, só mulheres participam. Algumas brincadeiras para adivinhar o sexo do bebê também acontecem e, é uma cerimônia bem alegre. Os convidados, geralmente presenteiam a mamãe com jóias, dinheiro, doces, etc. O interessante é que o bebê geralmente não recebe presentes, pois as pessoas preferem dar depois que ele nasce.

E não tem comidinhas? Sim! Com certeza! E muita! Isso, também, vai variar de acordo com os hábitos alimentares e a religião da família. Já viu festa indiana com pouca comida? Não existe, né? Além de tudo isso, assim como acontece nos casamentos, a família pode decidir contratar algumas moças para fazer o mehendi (tatuagem de henna) nas convidadas e também presentear os convidados com tecidos finos, echarpes, lenços, doces ou outras itens.

Infelizmente, ainda não tive a chance de participar de um chá de bebê indiano, mas achei algums vídeos no Youtube e deixo aqui para vocês conhecerem:

O próximo vídeo, é de uma Youtuber indiana que mora nos EUA e fez o seu Seemanatham (Chá de bebê) por lá. Pelo nome, eles devem ser de Andhra Pradesh ou Telangana. Mas como eles moram nos Estados Unidos, a festinha está mais moderninha do que as que mostrei acima.

E aí? Curtiram?

Um abraço e até a próxima!

por Banjara

Mochilinho pela América do Sul- Transporte entre países

Para quem ama viajar, é difícil imaginar que até março deste ano, éramos livres para ir e vir e conhecer nossos destinos dos sonhos. De repente, tudo mudou. A pandemia veio, nossos hábitos mudaram, nossa liberdade, também. Viajar, já não é tão simples assim, muito menos para o exterior. Antes deste caos se instalar em nossas vidas, eu aproveitei o tempo livre em janeiro e fui fazer um “mochilinho”, pelos nossos países vizinhos. Foram duas semanas intensas, de muita estrada e muitas fotos. Mas, fiquei devendo para vocês mais detalhes desta viagem. No nosso segundo post sobre o “mochilinho” pela América do Sul, vou contar aqui um pouco do roteiro que eu planejei. Vamos lá!

Rio- São Paulo- Assunção = Como a maioria de vocês sabe, eu moro no Rio de Janeiro e, saindo daqui do Rio, há um ônibus que vai direto a Assunção, da Pluma Internacional, mas só sai duas vezes por semana. Por isso, fiquei entre as empresas Sol Del Paraguay e NSA, que saem de São Paulo, Terminal Tietê. A Sol del Paraguay tem um guichê aqui na rodoviária do Rio. Por isso, comprei direito com eles, no guichê, mas a passagem pode ser comprada através do site deles, também. Mas, lembre-se que mesmo tendo o guichê aqui na Rodoviária Novo Rio, o ônibus parte de São Paulo e, você terá que adquirir sua passagem até São Paulo, separadamente. Do Rio até Assunção, direto, leva cerca de 26 horas. Saindo de São Paulo, cerca de 18 a 20 horas.

Assunção- Buenos Aires= A passagem de Assunção para Buenos Aires, eu decidi comprar pela Crucero del Norte, que tem uma boa reputação e que oferece ônibus confortáveis, já que a viagem de Assunção até BA é bastante longa e ia atravessar a madrugada adentro.

Buenos Aires- Montevidéu= Depois de muito procurar, decidi comprar uma passagem pela EGA, que além de ter uma boa reputação, também tem ônibus direto para várias cidades do Brasil, incluindo São Paulo. Mas, a viagem é longa demais e, decidi voltar por Porto Alegre.

Montevidéu- Porto Alegre

Também pela EGA, excelente empresa, pontual e com serviço de ótima qualidade. Saindo de Montevidéu às 23:00 e chegando em Porto Alegre pela manhã.

Porto Alegre- Curitiba

Usei a Catarinense. Na verdade, não lembro muito bem desta viagem, pois já estava bem cansada. Mas, cheguei no horário marcado, sem maiores percalços.

Curitiba- Rio de Janeiro

Fiz pela Kaissara. O ônibus não era leito e não inclinava como o da Catarinense. Mas não lembro de muita coisa. Apenas lembro que mal consegui dormir, porque havia um bando de funcionários da própria Kaissara, que haviam vindo buscar alguns ônibus aqui no Rio de Janeiro e que não pararam de conversar e fazer piada a noite inteira. Cheguei só o pó da rabiola aqui no Rio, doida por um banho, porque para completar, minha menstrução tinha descido.

Resumo: foi uma viagem cansativa, mochilão mesmo, mas que valeu a pena cada experiência vivida. Pela questão da demora do visto para diversos países, meu esposo não pode ir comigo. Mas, creio que um dia iremos visitar juntos Buenos Aires, que é um dos lugares que ele tem vontade de conhecer. Mas, certamente, iremos em três: Eu, ele e o nosso bebê!

Por Banjara Soul

Sanam- a boy band que está causando na Índia

Quem acompanha meu blog e canal, sabe que não ouvimos falar muito dos cantores indianos e, que a maioria deles, acaba sempre vinculado à Bollywood ou às outras indústrias cinematográficas regionais.

Porém, lembro que quando ainda trabalhava em Mumbai, uma colega de trabalho nos apresentou uma banda que havia regravado uma antiga canção indiana. Na época, a internet estava começando a falar deles, já que a música estava com uma roupagem nova e caiu no gosto do povo, principalmente dos mais jovens.

A banda em questão é a Sanam e, de lá pra cá, o sucesso destes rapazes só aumentou. Os integrantes são: Sanam Puri (vocal principal e piano), Venky S (baixo e vocal), Keshav Dhanraj(percussão) e Samar Puri (guitarra). A história da banda começou em Muscat, Omã, onde Sanam, Samar e Venky se conheceram ainda na escola. Posteriormente, quando Venky se mudou para Mumbai, ele apresentou Keshav aos outros dois membros. Desde entao, já em Mumbai, eles costumavam ensaiar na garagem de Keshav e, tiveram a chance de se apresentar na competição Times Music Supastars, na qual acabaram saindo vencedores. A banda começou com o nome de SQS Supastars, mas em 2013, acabaram mudando para o nome que colou: SANAM.

Se você acha que eles só pensam em música, está muito enganado. Os rapazes são do tipo “geração saúde”: fazem exercícios, comem coisas saudáveis e praticam yoga. Além disso, também estão engajados em ONGs para combater o abuso sexual infantil.

Apesar de a banda ter ganho reconhecimento e popularidade pelos remakes de canções indianas famosas, ela também compõe canções originais. Vamos conhecer alguns dos hits dos meninos!

A versão original da mesma canção, de um filme com Shashi Kapoor, tio da Kareena Kapoor.

Versão original, com o super galã indiano dos anos dourados: Rajesh Khanna.

E aí? Curtiram o som dos meninos?

por Banjara

Enxoval na Índia x Brasil – Parte 2

No último post, comecei a escrever sobre as diferenças entre o enxoval na Índia e no Brasil. Comentei sobre carrinho de bebê, banheira e outros itens, os quais consideramos essenciais aqui no Brasil, mas que na Índia, não o são. Mas, fiquei devendo para vocês, um outro item do enxoval que é bem polêmico, também: a fralda.

Antes que vocês me perguntem….tem, tem fralda na Índia, sim. Não se preocupem, caso tenham seu bebê em terras indianas. Porém, o uso da fralda varia muito de uma família para a outra. Mas, tem muitas, mas muitas famílias indianas que conheço, que só usam fralda em seus filhos quando vão sair. E, eu pretendo fazer parte deste time. Explique melhor, Juliana. Bem, há duas opções: 1. Usar fralda de pano, que nem usávamos antigamente. 2. Não usar nada em casa e deixar a criança fazer xixi ou cocô à vontade.

Sim, agora choquei, eu sei. Quando fui visitar minha sobrinha em 2018 e ela ainda era tinha 4 ou 5 meses, também fiquei chocada como vocês, porque ela não usava fralda. Nem descartável e nem de pano. Então, vejamos como funciona: quando a criança quer fazer xixi, ela simplesmente faz. Seja onde for. Na cama, no sofá, na rede ou….no colo de quem estiver com ela. Você sente algo quentinho e, quando vai ver, é o xixi do bebê. Haja roupa pra lavar. Imediatamente, alguém avisa do xixi e a mãe vem trocar o shortinho ou calça dela. Simples assim. Tudo vai pra máquina de lavar. E, quem não tem máquina de lavar, junta tudo e lava depois no tanque, no rio ou onde der. Mas, e o famigerado número 2? Bem, quando o bebê ainda é recém-nascido, o cocô segue o mesmo esquema do xixi: vai fazendo e a mãe vai trocando a roupinha dele. Mas, depois de alguns meses, quando a mãe percebe os sinais que o bebê dá antes de evacuar, ela muito espertamente, corre com ele para o vaso (que é no chão), para a pia do banheiro ou para um pinico. Chocou de novo?

Pois maior choque foi o meu, de saber, que hoje, tem várias mães tentando fazer o mesmo aqui no Brasil com seus bebês. É o que aqui o pessoal tá chamando de higiene natural. Vou até deixar um vídeo aqui para vocês conhecerem mais sobre o assunto caso não tenham ouvido falar ainda. Quando os ocidentais começam com algo, vira moda, mas esta moda já existe desde que o mundo é mundo e, na Índia, nunca saiu de moda.

Quando eu trabalhava de intérprete nos hospitais e clínicas da Índia, muitas vezes atendi mães japonesas que tinham marcado consulta com o pediatra porque seus bebês estavam com uma horrível alergia nas partes baixas e arredores. Chegando no consultório, o médico geralmente já dizia: “Isso aí é por causa da fralda. Se possível, não use a fralda. Use apenas para sair.” As mães japonesas também ficavam meio chocadas, tentando entender como não usar fraldas seria possível. Pensando bem, meus sobrinhos também nunca tiveram alergia deste tipo, justamente porque só usavam fralda para sair.

Outra vantagem se não usar a fralda, é que não se passa por aquele drama que muitas mães aqui passam que é o tal do desfralde. Se nunca usou fralda, exceto para sair, não há necessidade de desfralde. Depois de um tempo, eles começam a usar o troninho ou já usam direto o banheiro indiano, com a ajuda de um adulto, de preferência, para não caírem no buraco. (rs)

E você, Juliana? O que pretende fazer? Bom, ainda tá cedo para dizer. Quero muito tentar o método indiano e só usar fralda para sair. Mas, vai depender do meu ritmo de trabalho ao passar dos meses e toda a adaptação à esta nova rotina. Já comprei várias fraldas ecológicas, as quais acho muito interessante, mas pode ser que também não me adapte a elas e que no final, tenha que recorrer à fralda descartável. Por isso, não estou colocando esta pressão em mim mesma. Vamos ver o que se adapta melhor à nossa rotina. Depois, eu conto pra vocês.

E, deixo um vídeo aqui, muito interessante, onde uma mãe indiana mostra como usar fraldas de pano e, como vários tecidos podem ser usados para tal fim. O vídeo está em inglês.

por Banjara Soul