Contos da Índia – Pagando as contas dela

Olá, pessoal!

Aproveitando que acordei antes do despertador, estou aqui tomando meu cafezinho e já na frente do computador para escrever mais um Contos da Índia para vocês!

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Um rapaz entre 25 e 28 anos entrou recentemente em nossa empresa e está sob treinamento. Solteiro, marathi (natural de Maharashtra), mora com a mãe, adora Ayurveda e textos religiosos hindus.

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Solteiro sim, mas tem uma pessoa em vista. A moça foi sua colega de faculdade e namora um outro rapaz. Porém, ele gosta dela e, pelo o que ele conta, tudo indica que ela também gosta dele ou, pelo menos, finge que sim. Durante o dia, o Whatsapp dele não pára. Isto, claro, sem contar as vezes que o telefone dele toca ou ele mesmo liga para a dita cuja durante o expediente, fato que, obviamente, não tem agradado a nós, colegas.

A moçoila escolhida pelo nosso protagonista, é do norte da Índia, natural do Punjabi, um dos estados onde há mais mulheres bonitas, de acordo com o padrão de beleza indiano (leia-se pele clara). Ou seja, a heroína de nossa estória tem a pele clara, e, vocês verão que ela usa deste artifício para obter aquilo que deseja.

Ela também trabalha como tradutora em alguma empresa em Mumbai e vive mandando pequenos trechos de textos de tradução para que nosso herói corrija ou confirme se está correto ou não. Como ele também tem dúvidas em relação ao significado, ele vem me perguntar. Aí, eu confirmo para ele, ele passa para ela e, ela, claro, posa de “a inteligente” em sua empresa.

Mas, pensam que acabou por aí? Ontem acabei de ficar sabendo que nosso herói paga a conta do celular de nossa heroína!

Como assim? Ela trabalha, não!? Que folgada!” – isto seria o que uma brasileira normal iria pensar. Foi o que eu pensei, tambem. Ainda no Brasil, uma das primeiras coisas que minha mae me obrigou a pagar quando comecei a trabalhar foi a conta de celular.

Pois é, minha gente. A coisa é bem por aí mesmo e é muito mais comum do que vocês pensam, fato confirmado por minhas colegas indianas. Segundo elas, muitas moças indianas se aproveitam do fato de o rapaz estar interessado nelas e os usam sem piedade, fazendo com que eles paguem contas de telefone, comprem acessórios, roupas e o escambau.

Mas, os caras são tão idiotas assim, Juliana? – você, brasileira ingênua, deve estar se perguntando.

Não.  Os caras, por sua vez, acham que ser macho, é justamente isso: pagar tudo para a mulher e impressioná-la, exibindo um dinheiro que, muitas vezes, eles nem tem! E, nossa heroína, por ter a pele clara e ser considerada bonita na Índia, certamente, sabe muito bem disso e usa esta arma em seu favor. Um trouxa paga a conta, o outro deve comprar um modelo de celular mais recente, o outro já deve comprar jóias, o outro a leva a bons restaurantes e, assim vai.

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E, você, brasileira bobinha, querendo se envolver com um pé rapado que mora no interior dos cafundós da Índia, onde nem eletricidade tem, não é mesmo?? Ou, então, morrendo de pena dele e quer ser candidata a Madre Teresa de Calcutá 2.

 

Se nem as indianas querem estes pé rapados, então, porque você, brasileira linda, cheirosa e poderosa iria querer? Faça como as indianas: se valorize! 

Outro dia, uma moça me escreveu dizendo que o indiano pelo qual ela estava apaixonada era de uma família muito humilde (quando eu digo “humilde” na Índia, significa “miserável” no Brasil.) Realmente. Quando vi as fotos entendi tudo. Mas, mesmo assim, ela insiste em bancar a Madre Teresa e vive vindo à Índia para encontrá-lo e quer casar-se com ele. Ele e a família, claro, estão felizes da vida, achando que ganharam na loteria. Agora me digam: – Quem vai sofrer nesta estoria toda?

O amor é cego, Juliana.– você vai me dizer. É cego, mas não aqui na Índia. Aqui, para se relacionar com alguém e pensar em casar, é preciso ter ” bala na agulha”, como diria meu padrinho. Porque no final das contas, na Índia, money talks.

Resumindo, este pequeno conto serve não só para mostrar este aspecto da sociedade indiana, mas para alertar você, brasileira com paixonite indiana aguda, que esse tipo de cara com quem você está se relacionando, não serve como pretendente nem para as indianas. Se ele não consegue manter uma indiana no próprio país dele, você acha que vai conseguir manter uma estrangeira aqui ou no Brasil? Ele vai ficar é nas suas costas. Entendeu?

Dado o recado…um abraço e até a próxima!

por Banjara

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19 comentários em “Contos da Índia – Pagando as contas dela

  1. Nossa! Essa história me chocou… Quem sabe as brasileiras ‘enfeitiçadas’ por esses belos indianos não despertam desse ‘feitiço’…rsrsrsrsrsr….. e passem a evitar esses relacionamentos doentios… mandar dinheiro para o outro lado do mundo para o homem agradar outra mulher é muito cruel mesmo….

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  2. hahhaah ainda tem pior! Conheço indiano que ganhou um Carro da namorada indiana, Carro com C maiúsculo mesmo, eu fiquei chocada!!! Agora me pergunte se no final ele se casou com ela?? Nahi nahi… quando ela foi casar com outro, pediu o carro de volta kkkk

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  3. Nossa Juliana esse cara deve ta ganhando alguma coisa pra pagar coisas pra essa menina kkkk só pode. Ele não percebe que ta sendo usado e que provavelmente essa moça não vai querer nada com ele? Doido! Juliana, ai na Índia vc come os pratos indianos com as mãos? Beijos e parabéns por esse blog rico em informação. Fica com Deus!

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    1. Oi, Giovana! Bem, ele nao acha que esta sendo usado. Ele acha que esta sendo “macho”. Se eu como com as maos? Depende muito do prato. A maioria, eu como com colher mesmo, ainda mais porque tem muito caldo. Beijos e obrigada pela participacao.

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  4. Nossa, que loucura esses dois! Uma pergunta: li umas postagens suas e vi que vc disse que os indianos na hora da conquista são bem doces e fazem de tudo pra agradar mas depois que casa muda tudo. Como é isso? Eles ficam meio possessivos? Obrigada!! Beijos.

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    1. Oi, Angelica! Boa pergunta! Bem, os indianos, depois que casam, mesmo os que casaram por “love marriage”, nao mantem aquela docura e aquele romance todo. Eles acham que a mulher ja esta conquistada e nao se esforcam em nada. Porem, acho que cabe a nos, mulheres inteligentes, domar os bonitoes e mostrar para eles que as vezes, um pouco de romance eh necessario, sim. E, aos poucos, eles se acostumam com a ideia. Beijos.

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  5. Muito bom, Banjara querida! Excelente! Não para mim, que caí na real antes de qualquer prejuízo. Mas para as iludidinhas de sempre. E isso serve também para os pés rapados do Brasil, se não tiver bala na agulha, cai fora!

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