Tribulações no banheiro

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Imagine só uma cidade com 4 a 5 milhões de habitantes e apenas 35 banheiros públicos?

“Credo!”– você deve estar pensando.

Pois é. Este local existe. O nome dele é Kabul,a capitão do Afeganistão. Numa pesquisa feita em 2009, havia SOMENTE 35 banheiros públicos para todo esse povo!!

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Precisamos de, pelo menos, 65 latrinas a mais. Imediatamente!” – diz Nesar Ahmad Habibi, autoridade de controle de desperdício. Segundo ele, a falta de ações do governo e recursos limitados estariam impedindo a construção de banheiros públicos em quantidade suficiente na cidade. “Já enviamos diversas propostas para o escritório presidencial, mas não tivemos nenhum retorno ou beneficio”.- conta ele.

Devido a esta situação, muitas pessoas são forçadas a defecar e urinar a céu aberto.

“Não é que não gostamos de usar o vaso sanitário. Mas é que não há vasos sanitários” – diz Arifullah, um nativo.

Se você tiver uma dor de barriga e não tiver nenhum banheiro, quanto tempo você consegue aguentar?” – perguntou outro nativo.

E, dos 35 banheiros, apenas 5 têm instalações para portadores de deficiência.

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As pessoas que usam as latrinas têm que pagar uma pequena taxa de manutenção e limpeza, que varia de 5 a 10 afghanis (20 a 40 centavos), uma quantia que o grande número de pessoas extremamente pobres na cidade preferem evitar pagar.

Sem sabão

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“Eu não uso as latrinas porque elas são sujas demais, diz Adbul Jamil, um jovem afegão. E também não têm sabão para nós lavarmos as mãos.”

Nenhum dos banheiros públicos de Kabul oferece sabão ou secadores de mãos.
Enquanto lavar as mãos é crucial para a prevenção de doenças, o sabão também não é encontradona maioria dos banheiros das escolas de Kabul, disse um dos funcionários do Ministério de Educação.

“Latrinas inapropriadas e defecação ao ar livre causam sérias doenças e danificam o meio-ambiente.”, diz Hassan Al-Sayed, diretor de uma ONG.

Al-Sayed também têm investido na construção de latrinas para as casas e instruído as pessoas a usá-las, além de alertá-las contra os riscos da defecação ao ar livre.

“De que adianta termos centenas de latrinas seguras se as pessoas não as usarem?”– diz Al-Sayed.

Somente 12% dos afegãos têm acesso a sistema sanitário um pouco melhor e menos de 25% tem acesso a água potável, de acordo com a UNICEF.
A maioria dos afegãos ainda usa o estilo tradicional de banheiros, o qual foi considrado um dos piores sistemas do mundo pelo The State of the World`s Toilets.
Matéria retirada e traduzida do site:

http://www.irinnews.org

Se você for visitar Kabul, já fica aí a dica!

Um abraço e até a próxima!

by Tabibito

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4 comentários sobre “Tribulações no banheiro

  1. É verdade, Star!Claro que a Índia também tem suas mazelas, mas não entendo porque tanta gente aqui fica horrorizada com as coisas de lá e não com o que está a um palmo dos nossos olhos!E o lance do Maracanã, Olimpiadas e Copa do Mundo…nem me fale!Com tanta coisa para consertar e melhorar, isso é hora de ficar sediando Copa e Olimpíadas? Não dá para entender mesmo…Um abraço e obrigada pelas visitas!Aliás, deixa eu ir lá no Cafe com Chai para ver se tem alguma novidade!Beijos

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    1. Pois é. Muito se fala da Índia, mas pouco se fala nesses outros países. Aliás, maior foi o meu choque ao descobrir que lá em Kabul não tem latrinas para o povo, mas recentemente construíram o maior shopping mall do país, cheio de lojas caras. Tá que nem aqui no RJ. Governo gastando billhões com o Maracanã, enquanto o povo morre na fila dos hospitais públicos e muitos locais na Baixada Fluminense nem têm saneamento básico decente. É muito contraste, né?

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      1. Falou tudo! Estou horrorizada com o descaso que o governo daqui faz com a população enquanto se preocupa em colocar gramado de tal qualidade, distância das cadeiras em tantos cm, arquibancadas de tal cor..palhaçada! Ahh o povo adora falar sobre a Índia..quero ver é alguma organização internacional ter coragem de interferir num país desses como Afeganistão. O povo faz vistas grossas. Outro dia eu consultei um site do IBGE que mostra os dados desses países e realmente o quão deficiente eles são em acesso ao saneamento básico. Mas uma coisa é ver somente números, outra coisa é ver a realidade relatada e ilustrada aqui no blog. Parabéns pelo tópico!

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