Porque a menininha está chorando? – Resposta

  fgmjakarta  Se debatendo violentamente, a pequena Reta, de 5 anos de idade, chora enqanto é suspensa a uma cama durante a cerimônia de circuncisão em uma escola- metade-clínica na ilha de Java, na Indonésia.

Não, não, nõ, grita a menina, socando e chutando enquanto sua mãe segurava com seu rostinho cheio de lágrimas para acalma-la.

Os médicos tentam animá-la. Um deles, gentilmente, limpa a área genital da menina com antiséptico e rapidamente alfineta a parte superior do seu clitóris com uma agulha de costurar, sem tirar sangue algum. O processo é finalizado em segundos. Os medicos dizem que o procedimento não terá nenhum efeito na menina, em seu prazer sexual e na capacidade de dar a luz à filhos. “Eu estou feliz. Minha filha está limpa agora”, diz Yuli, de 27 anos, costureira e mãe da menina da foto. No dia, houve uma circuncisão em massa, de 120 meninas, no escola islâmica da Fundação Assalaam, na cidade de Bandung.

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   Ela acredita, contudo, que o ritual terá um efeito. “Hoje em dia, muitas meninas têm engravidado fora do casamento”, diz ela. “Felizmente, a circuncisão irá prevenir que minha filha se torne lasciva e fará com que ela seja menos sensual quando ela crescer.”

A Indonésia, onde se encontra a maior população muçulmana, defende o ritual, dizendo que esta forma de circuncisão é simplesmente simbólica, não traz dano algum e não deveria ser vista como mutilação.

 A ONU pensa diferente. Em dezembro, foi passada uma resolução banindo toda e qualquer mutilação genital feminina, na qual estaria incluída, também, a praticada na Indonésia. Procedimentos como alfinetar, colocar piercings, incisão, remoção, cauterização ou queimadura, são classificados pelo WHO como mutilação, juntamente com práticas para alterar ou remover qualquer parte da genitália. As práticas mais severas, como sabemos, podem causar grave sangramente, problema urinário e complicações durante o parto.

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  Alguns dos rituais datam de milhares de anos atrás e são vistos em algumas partes da África, Ásia e Oriente Médio.No mais brutal deles, os lábios inferiores e superiores devem ser costurados juntos ou, todo ou parte do clitóris é arrancada. Não vamos disponibilizar as fotos aqui, mas se você tiver curiosidade, vá até ao google que você achará milhares delas.

   A Indonésia diz que o incisão genital não acontece e que funcionou para erradicar outras formas mais extremas de circuncisão, uma vez que ela busca o comprometimento em se adequar aos padrões internacionais e aplacar tradições culturais e religiosas. Na Indonésia, a circuncisão feminina já foi banida em 2006, porém, voltou com tudo em 2010, após muitos pais continuarem circuncidando suas filhas, principalmente por médicos são autorizados e sem habilitação.

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Sendo assim, em resposta ao banimento, o Conselho Ulema da Indonésia, o conselho clérigo islâmico, emitiu uma fatwa ewm 2008 permitindo a prática, mas não fez dela uma obrigatoriedade.

Apesar de não haver nenhum dado disponível para medir a extensão da prática na Indonésia, continua sendo comum entre seus 240 milhões de habitantes, segundo as agências de saúde. Um estudo feito em 2003 pelo Conselho Poplacional descobriu que 22% de 1,307 casos de circuncisão feminina envolveram excisão. Ou seja: parte do clitóris ou lábios foram removidos. Do resto, 49% envolveram incisões enquanto 28 % foram do tipo “simbólico”.

  Jakarta, capital da Indonésia, emitiu uma autorização em 2010, dizendo que a parte superior do clitóris poderia ser arrancada, mas sem prejudicar ou machucar o mesmo. A prática, claro, foi definida pelo WHO como mutilação.

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   Instituições islâmicas como a Fundação Assalaam em Bandung diz que eles abandonaram as tesouras para realizar os cortes. No passado, nós usávamos um ou dois médicos e mais alguns curandeiros tradicionais e eles costumavam usar tesouras para cortar um pouco a cavidade superior. Mas, nós abandonamos este método já há alguns anos, diz Eulis Sri Karyati, coordenador da Fundação.

 Apesar da resolução da U.N., o custume continua tendo um profundo significado para os indonésios muçulmanos e parece que ainda vai durar por muito tempo. A dona de casa Tita Lishaini Jamilah, de 28 anos, disse que a Indonésia não deve se curvar às resoluções da U.N., insistindo que o ritual é seguro. Porque uma mãe machucaria sua filha? Se algum doutor fosse mutilar minha filha, eu seria a primeira a protestar!, disse a moça.

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 Matéria retirada do Japan Times, traduzida e adaptada por Tabibitosoul.

 Este arcaico e primitivo costume continua sendo praticado amplamente em vários países da Ásia e África. Lembramos também, que de hipótese alguma, acho que esta prática irracional seja defendida pelo Islã. Eu mesma já li e estudei o Corão e sei que isso não consta lá. É apenas mais uma prática arcaica, feita por pessoas doentias e, as quais, infelizmente, denigrem o nome de Deus e no caso do Islã, para impôr suas idéias lunáticas. Mais um caso do uso da religião para defender e fundamentar práticas irracionais.

  Em breve, falaremos mais sobre este assunto. Fique ligado.

  Um abraço e até a próxima!

  by Tabibito

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7 comentários

  1. Sempre que vejo ou leio algo sobre essas práticas religiosas a questão que me vem a mente é: Sendo Deus criador do céu e da terra e dos seres viventes, e NÃO sendo Ele o criador de nenhum outro objetivo assim como os cortantes venha exigir da sua criação que mutile ou arranque fatias de seus filhos, e diz que foi Deus quem ordenou, essa capacidade humana de criar e inventar coisas que servem para ferir ou danificar o que Deus fez, isso sim é ofensivo a Deus, isso acho que é culpa do fruto do conhecimento consumido relatado na bíblia, pq o conhecimento não seria útil ao homem, diante dos olhos de Deus? A resposta estava no futuro e em todo o mal que a curiosidade, desobediência, criações que o homem veio criando a fim de degradar o que era original na sua criação, pronto escrevi demais, espero q Deus me perdoe se eu entendo errado, mas é esse Deus que creio, em um Deus limpo, sem invenções e mão humana, sem forma mas provedor de tudo, desculpa mas algumas coisas me deixam perplexas demais e não foi a sua postagem. Bjs.

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    • Sim, Claudia. Obrigada pelo seu comentario. Tambem creio que o Deus criador nos fez perfeitos e, somos corrompidos com o passar dos anos. E, se Deus criou ambos com seus devidos orgaos sexuais, eh para que nao so procriassemos,mas tivessemos o deleite na hora do sexo. Deus nao criou os orgaos sexuais para nos torturar. Mas o homem sim, condenou aquilo que o proprio criador criou com perfeicao.

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  2. Oi, Khadijah!Obrigada pelo seu comentário. E, é exatamente como você disse, de que isso não consta no Corão e não é uma prática do verdadeiro Islão. Porém, a matéria foi traduzida de um jornal japonês e lá, para variar, eles faziam menção da religião. Claro que para quem é preconceituoso e nunca leu nada sobre o Islã, pode acabar tendo uma visão distorcida da religião ao ler o artigo. Justamente por isso, fiz questão de colocar a nota no final, dizendo que sabia que aquilo ali não era aceito pelo Islã e que também não constava nas escrituras sagradas. De maneira alguma, nosso blog tem a intenção de ferir ou de deturpar a fé alheia. Se você ou outro leitor muçulmano se sentiu ofendid, peço desculpas, mas realmente, esta JAMAIS foi a intenção quando traduzi aquele artigo. Espero que tenha ficado esclarecido. Um grande abraço e espero que continue visitando o nosso blog!

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    • Você não leu o Corão.

      No Corão encontramos a afirmação de que o profeta Muhammad (que Deus seja com ele) afirmou que era bom para a mulher que fosse circuncidada, assim como o homem.

      A circuncisão feminina não tem diferença da circuncisão masculina.
      Corta-se a pele que recobre o clitóris, e não o clitóris inteiro.

      Que você possa estudar. Muitos muçulmanos não leram o Corão inteiro. Você, como anti-muslim, provavelmente não leu nem 10 páginas.

      Pare de difamar a religião sem ter conhecimento.

      Allah (o Grande) te proteja.

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      • Aasalam aleikum, Mohammad. Obrigada pela sua participacao e sua opiniao sincera sobre o assunto. Porem, ate mesmo entre os muculmanos este assunto e polemico e nao sao todos que adotam esta pratica. Alem disso, eu sempre uso o meu blog para o esclarecimento e conhecimento, e sempre defendo os muculmanos, que acabam sendo mal vistos e julgados devido a manipulacao de informacao por parte da midia. Infelizmente, esta parte do blog voce nao conseguiu ver ainda. Mas, espero que volte a visitar e veja que, na verdade, aqui nos sempre divulgamos nao so o Isla, mas tambem a cultura arabe de um modo geral, ja que eu mesma sou uma grande fa dela. Um abraco e que Allah te proteja.

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  3. Oi…gosto de ler o seu blog, conhecer a sua experiência de viver em outros países, outras culturas…e vim aqui só esclarecer sobre a religião. Sou muçulmana convertida, casada com Paquistanês…
    Como vc mesmo disse que estudou e leu que isso “não consta no Al Qran”, portanto isso “NÃO é lei islâmica”. E não faz parte da religião islâmica!!! O ISLÃO NÃO DEFENDE ESSA PRÁTICA de maneira alguma!!!
    Isso é uma prática cultural de alguns povos, coisa secular, e infelizmente associam como sendo do Islão. No Islão essa prática é proibida, considerada haram( pecado),mas esses povos na sua infinita ignorância, continuam a praticar esse tipo de atrocidade.
    Porfavor não inclua a religião, o Islão , que é uma religião bem fundamentada, que da direitos que outras não dão as mulheres, que nos protege, faz trata com dignidade, que nos trata como verdadeiras jóias preciosas, nesse tipo de coisa.
    Assim como existe pessoas boas, tb existe as más, independente de sua religião.
    O islão é paz, amor, compaixão, paciência, camaradagem…,matar, maltratar, bater, brigar, causar qq coisa ruim mesmo que seja para um bicho é pecado e não agrada aos olhos de Deus. E quem o faz não é uma boa pessoa, sendo muçulmano ou não. E se muçulmanos fazem alguma coisa ruim, é a pessoa quem o faz e não é a religião que ensina.

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