Os japoneses são frios? – Parte 2

  Bom, vamos dar continuidade ao post anterior sobre o tema Os japoneses são frios?

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  Como prometi no post anterior, vou abordar aqui algumas coisas que aconteceram com Tabibito e vocês vão me dizer depois, se a imagem dos japoneses continua a mesma ou não para vocês.

 – Uma vez Tabibito ficou doente, com uma gripe muito forte. De repente, seu celular toca e era uma senhora japonesa, sua conhecida que ficou sabendo por terceiros, que ela estava doente. A senhora apenas disse: – “Olha, estou ligando só para perguntar seu endereço, porque eu preparei um bentou (marmita) para você e tô levando aí! E, nem adianta dizer que não quer ou não precisa, porque já está pronto!”

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   A senhora foi até lá em casa e, quando eu vi o que ela preparou, fiquei emocionada. Ela preparou a marmita só com coisas bem saudáveis, sendo a maioria das verduras e legumes todos tirados da sua própria horta. E, preparar aquele tipo de bentou dá um trabalho danado!!

– No seu 1º ano de Japão, Tabibito teve uma crise de pedra nos rins e foi parar no hospital. Minha chefe e uma outra colega de trabalho ficaram se revezando no hospital, sempre sentadas do meu lado e, fazendo massagem nas minhas costas, enquanto eu me revirava de dor. Alem disso, elas foram no supermercado enquanto eu dormia depois de tomar uma bela injeção e, compraram várias daquelas coisas bem light para eu comer.

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– No meu 1º mês de Japão, fui jogar caixa de papelão no lixo e era o dia errado. Não podiam aceitar. Mas, eu também não podia voltar para casa para levar as caixas de volta, porque estava indo pro trabalho. Apesar do meu erro, os vizinhos que estavam de plantão no lixo (sim..eles se revezam no dia da coleta), ligaram para a empresa de lixo, explicaram a situação e resolveram tudo para mim.

– Quando saí do meu 1º emprego aqui do Japão, sem eu saber, passaram uma lista em todas as seções do prédio e, cada um colaborou com uma quantia de dinheiro. Quando foi a minha despedida, além do belíssimo buquê de flores, eles me deram um envelope tradicional o qual, pelo formato e pelos ideogramas, imaginei que tivesse mesmo dinheiro dentro. Só não imaginei que tivesse tanto! Quando cheguei em casa, chorei de emoção.

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– Um dos meus chefes me ajudou na mudança, usando a própria caminhonete e gasolina dele, sem me cobrar nada.

– Quando me mudei da última vez, uma família japonesa amiga, me deu todos os eletrodomésticos que estavam faltando para a minha casa. Todos novos.

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– No meu atual trabalho, eu percorro 6 escolas da cidade. Mas, como não tenho carro, faço todos os trajetos de ônibus e trem, o que para mim, não é nenhum problema. Mas, como ter carro é algo óbvio aqui no Japão, as outras colegas de trabalho ficam super preocupadas e vivem me ligando para saber se eu preciso de carona e tal.

– Sou péssima para guardar os caminhos. Sendo assim, no meu 1º dia na atual cidade, eu me perdi. Não encontrava meu apartamento.Passou um senhor na rua, fazendo caminhada e, eu aproveitei para perguntar se ele conhecia o prédio. Ele não conhecia, mas como os japoneses são muito bons em ler mapas, ele conseguiu identificar meu endereço no mapa e me levou até lá. E, ainda por cima, carregou a minha mala!

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– Em uma das escolas que eu vou à trabalho, quando a professora chefe está em aula ou não está na escola naquele dia, ela sempre tem uma mensagem fofa na minha mesa, geralmente acompanhada por um docinho.

   Como nós vimos, são inúmeras e constantes as demonstrações de carinho. No próximo post, eu vou tentar responder às perguntas mais comuns que as pessoas me fazem sobre os japoneses. Um abraço e até a próxima!

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by Tabibito

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6 comentários

  1. Pois é, essas demonstrações espontâneas de carinho e consideração por parte da japonesada (principalmente os mais velhos) é que ainda me dão a esperança de pensar que nem tudo está perdido no Nihon! Uma vez eu estava na fila do caixa eletrônico, aí começou a chover e eu estava sem guarda-chuvas. A japinha na minha frente abriu o guarda-chuvas dela e perguntou se eu queria “carona”! Pergunta pra mim se alguma vez algum brasileiro foi legal assim comigo no Brasil? Nada… se bobear, nem parente!!

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